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	<title>Saúde urbana - BIOTA Síntese</title>
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	<description>Núcleo de Análise e Síntese de Soluções Baseadas na Natureza</description>
	<lastBuildDate>Mon, 14 Oct 2024 13:17:20 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Pesquisadores do Biota Síntese participam de podcast</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Rezende]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Oct 2024 13:16:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Divulgação científica]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas públicas]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde urbana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Publicado em 10 de outubro, o 180º episódio do podcast Oxigênio, iniciativa do Labjor Unicamp, teve como tema as Soluções Baseadas na Natureza. Em conversa com o diretor do Biota Síntese, Jean Paul Metzger, o programa explicou o que define essa prática, além de trazer as origens do conceito. Já os pesquisadores Gabriela Marques di [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Publicado em 10 de outubro, o 180º episódio do podcast <em>Oxigênio</em>, iniciativa do Labjor Unicamp, teve como tema as Soluções Baseadas na Natureza. Em conversa com o diretor do <strong>Biota Síntese</strong>, Jean Paul Metzger, o programa explicou o que define essa prática, além de trazer as origens do conceito. Já os pesquisadores Gabriela Marques di Giulio, Luara Tourinho e Pedro Krainovic foram entrevistados para trazer exemplos de aplicações de SBNs no contexto das cidades, da agricultura e da restauração florestal, respectivamente. O episódio também teve a participação do vice-diretor do <strong>Biota Síntese</strong>, Rafael Chaves, explicando como as SBNs são elaboradas pelo poder público.</p>
<p>Produzido por Pedro A. Duarte, o episódio está disponível nos principais agregadores de áudio e no <a href="https://www.oxigenio.comciencia.br/180-solucoes-baseadas-na-natureza/">website do programa </a><a href="https://www.oxigenio.comciencia.br/180-solucoes-baseadas-na-natureza/"><em>Oxigênio</em></a>.</p><p>The post <a href="https://biotasintese.iea.usp.br/pesquisadores-do-biota-sintese-participam-de-podcast/">Pesquisadores do Biota Síntese participam de podcast</a> first appeared on <a href="https://biotasintese.iea.usp.br">BIOTA Síntese</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Afinal, quais são as medidas de adaptação às mudanças climáticas baseadas na natureza?</title>
		<link>https://biotasintese.iea.usp.br/afinal-quais-sao-as-medidas-de-adaptacao-as-mudancas-climaticas-baseadas-na-natureza/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Rezende]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 May 2024 20:37:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Políticas públicas]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde urbana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Artigo de Jean Paul Metzger, publicado no Jornal da USP: &#8220;Os tristes acontecimento no Rio Grande do Sul chamam a atenção para a necessidade de nos adaptarmos às mudanças climáticas. Por mais que consigamos reduzir as emissões de gases de efeito estufa, o clima já está alterado. Extremos de chuva, seca e calor serão cada [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Artigo de Jean Paul Metzger, publicado no Jornal da USP:</p>
<p>&#8220;Os tristes acontecimento no Rio Grande do Sul chamam a atenção para a necessidade de nos adaptarmos às mudanças climáticas. Por mais que consigamos reduzir as emissões de gases de efeito estufa, o clima já está alterado. Extremos de chuva, seca e calor serão cada vez mais frequentes. Neste cenário, é fundamental nos prepararmos para esse “novo normal”. Mas, afinal, quais são essas tão faladas medidas de adaptação? Como tornar nossas cidades menos suscetíveis e mais resilientes a esses fenômenos avassaladores?&#8221; <a href="https://jornal.usp.br/articulistas/jean-paul-metzger/afinal-quais-sao-as-medida-de-adaptacao-as-mudancas-climaticas-baseadas-na-natureza/">Leia o texto completo</a>.</p>
<p>Foto: Gustavo Mansur/ Palácio Piratini</p><p>The post <a href="https://biotasintese.iea.usp.br/afinal-quais-sao-as-medidas-de-adaptacao-as-mudancas-climaticas-baseadas-na-natureza/">Afinal, quais são as medidas de adaptação às mudanças climáticas baseadas na natureza?</a> first appeared on <a href="https://biotasintese.iea.usp.br">BIOTA Síntese</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Cinturão verde de São Paulo traz benefícios para a metrópole</title>
		<link>https://biotasintese.iea.usp.br/cinturao-verde-de-sao-paulo-traz-beneficios-para-a-metropole/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Welington Alessandro Bispo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Jan 2023 11:25:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde urbana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo da organização World Resources Institute reuniu diversos trabalhos científicos que apontam para a forte dependência das cidades em relação às florestas – sejam elas dentro, próximas ou distantes dos centros. https://www.biota.org.br/cinturao-verde-de-sao-paulo-traz-beneficios-para-a-metropole/</p>
<p>The post <a href="https://biotasintese.iea.usp.br/cinturao-verde-de-sao-paulo-traz-beneficios-para-a-metropole/">Cinturão verde de São Paulo traz benefícios para a metrópole</a> first appeared on <a href="https://biotasintese.iea.usp.br">BIOTA Síntese</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um <a href="https://www.wri.org/research/better-forests-better-cities?utm_medium=website&amp;utm_source=archdaily.com.br" target="_blank" rel="noopener">estudo</a> da organização World Resources Institute reuniu diversos trabalhos científicos que apontam para a forte dependência das cidades em relação às florestas – sejam elas dentro, próximas ou distantes dos centros.</p>
<p><a href="https://www.biota.org.br/cinturao-verde-de-sao-paulo-traz-beneficios-para-a-metropole/" target="_blank" rel="noopener">https://www.biota.org.br/cinturao-verde-de-sao-paulo-traz-beneficios-para-a-metropole/</a></p><p>The post <a href="https://biotasintese.iea.usp.br/cinturao-verde-de-sao-paulo-traz-beneficios-para-a-metropole/">Cinturão verde de São Paulo traz benefícios para a metrópole</a> first appeared on <a href="https://biotasintese.iea.usp.br">BIOTA Síntese</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Reunião do BIOTA SÍNTESE aborda estratégias relacionadas à Saúde Urbana</title>
		<link>https://biotasintese.iea.usp.br/reuniao-do-biota-sintese-aborda-estrategias-relacionadas-a-saude-urbana/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[BIOTA-S-Suporte]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Nov 2022 22:19:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde urbana]]></category>
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					<description><![CDATA[]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="wpb-content-wrapper"><div class="vc_row wpb_row row top-row wpb_custom_034b39d9bc6c6b310d69e39f0ccf274f"><div class="vc_column_container col-md-12"><div class="wpb_wrapper vc_column-inner">
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			<p>Clique nas imagens abaixo para acessar os relatórios apresentados no encontro.</p>

		</div>
	</div>
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			<a href="https://biotasintese.iea.usp.br/wp-content/uploads/2022/11/BIOTA-SINTESE-Encontro-Saude-Urbana-Arquivos-Biota_Sintese_posdocs_Jean.pptx.pdf" target="_blank" aria-label="Zoom the image"><div class="vc_single_image-wrapper vc_box_shadow_border  vc_box_border_grey"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="324" height="182" src="https://biotasintese.iea.usp.br/wp-content/uploads/2022/11/BIOTA-SINTESE-Encontro-Grupo-Saude-Urbana-Materiais-01.jpg" class="vc_single_image-img attachment-full" alt="" title="BIOTA SINTESE - Encontro Grupo Saude Urbana - Materiais - 01" /></div></a>
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			<a href="https://biotasintese.iea.usp.br/wp-content/uploads/2022/11/BIOTA-SINTESE-Encontro-Saude-Urbana-Arquivos-Coproducao_PP_Pat.pdf" target="_blank" aria-label="Zoom the image"><div class="vc_single_image-wrapper vc_box_shadow_border  vc_box_border_grey"><img decoding="async" width="324" height="182" src="https://biotasintese.iea.usp.br/wp-content/uploads/2022/11/BIOTA-SINTESE-Encontro-Grupo-Saude-Urbana-Materiais-02.jpg" class="vc_single_image-img attachment-full" alt="" title="BIOTA SINTESE - Encontro Grupo Saude Urbana - Materiais - 02" /></div></a>
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			<a href="https://biotasintese.iea.usp.br/wp-content/uploads/2022/11/BIOTA-SINTESE-Encontro-Saude-Urbana-Arquivos-Zoonoses_Raquel.pdf" target="_blank" aria-label="Zoom the image"><div class="vc_single_image-wrapper vc_box_shadow_border  vc_box_border_grey"><img decoding="async" width="324" height="182" src="https://biotasintese.iea.usp.br/wp-content/uploads/2022/11/BIOTA-SINTESE-Encontro-Grupo-Saude-Urbana-Materiais-03.jpg" class="vc_single_image-img attachment-full" alt="" title="BIOTA SINTESE - Encontro Grupo Saude Urbana - Materiais - 03" /></div></a>
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</div></div></div>
</div><p>The post <a href="https://biotasintese.iea.usp.br/reuniao-do-biota-sintese-aborda-estrategias-relacionadas-a-saude-urbana/">Reunião do BIOTA SÍNTESE aborda estratégias relacionadas à Saúde Urbana</a> first appeared on <a href="https://biotasintese.iea.usp.br">BIOTA Síntese</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Projeto prevê políticas públicas socioambientais para prevenir enchentes e deslizamentos</title>
		<link>https://biotasintese.iea.usp.br/projeto-preve-politicas-publicas-socioambientais-para-prevenir-enchentes-e-deslizamentos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[BIOTA-S-Suporte]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Nov 2022 18:15:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde urbana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Segundo Jean Paul Metzger, a ideia do Projeto Biota Síntese é encontrar soluções para problemas socioambientais. &#160; Mariana Lemos &#124; Brasil de Fato &#124; São Paulo (SP) &#124;  07 de Junho de 2022 às 08:04 &#160; Lançado no último dia 18 de maio, o Projeto Biota Síntese reúne universidades públicas, secretarias estaduais e municipais [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://biotasintese.iea.usp.br/projeto-preve-politicas-publicas-socioambientais-para-prevenir-enchentes-e-deslizamentos/">Projeto prevê políticas públicas socioambientais para prevenir enchentes e deslizamentos</a> first appeared on <a href="https://biotasintese.iea.usp.br">BIOTA Síntese</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>



<p><em>Segundo Jean Paul Metzger, a ideia do Projeto Biota Síntese é encontrar soluções para problemas socioambientais.</em></p>


<a class="wp-block-read-more" href="https://biotasintese.iea.usp.br/projeto-preve-politicas-publicas-socioambientais-para-prevenir-enchentes-e-deslizamentos/" target="_self">Read more<span class="screen-reader-text">: Projeto prevê políticas públicas socioambientais para prevenir enchentes e deslizamentos</span></a>


<p>&nbsp;</p>



<p>Mariana Lemos | <strong><a href="https://www.brasildefato.com.br/2022/06/07/projeto-preve-politicas-publicas-socioambientais-para-prevenir-enchentes-e-deslizamentos" target="_blank" rel="noreferrer noopener" data-type="URL" data-id="https://www.brasildefato.com.br/2022/06/07/projeto-preve-politicas-publicas-socioambientais-para-prevenir-enchentes-e-deslizamentos">Brasil de Fato</a></strong> | São Paulo (SP) |  07 de Junho de 2022 às 08:04</p>



<p>&nbsp;</p>



<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZJpMdZkzVxM">Lançado no último dia 18 de maio</a>, o Projeto Biota Síntese reúne universidades públicas, secretarias estaduais e municipais do estado e do município de São Paulo e organizações da sociedade civil, visando estreitar os laços entre a ciência produzida nas universidades e a realidade do população brasileira, no que diz respeito às questões socioambientais. </p>



<p>Ao todo, 27 instituições compõem o projeto, que se enquadra enquanto um Centro de Ciência para o Desenvolvimento (CCD), que está sendo sediado no Instituto de Estudos Avançados da USP (IEA) e mantido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). </p>



<p>O Projeto Biota Síntese possui uma equipe multidisciplinar que se divide em cinco temáticas. São elas: agricultura e serviços ecossistêmicos; restauração e economia de base florestal; regulação de zoonoses; cidades, saúde e adaptação; e coprodução de políticas públicas.</p>



<p>O objetivo é que o CCD possa subsidiar, por meio da ciência, o desenvolvimento de políticas públicas socioambientais que encontrem saídas baseadas na própria natureza para os principais problemas ambientais que afetam a nossa geração. Como por exemplo, enchentes, secas, abastecimento de água, deslizamentos, doenças infecciosas e polinizadores para a agricultura sustentável.</p>



<p>A meta do projeto é que essas respostas possam ser aplicadas concretamente dentro de um prazo de cinco anos. Além disso, o Biota Síntese está trabalhando em conjunto com o governo do Estado de São Paulo na implementação do Plano de Ação Climática que será apresentado em novembro na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 27). O plano prevê, dentre outras metas, a restauração de 1,5 milhão de hectares de florestas até o ano de 2050.</p>



<p>Para entender mais sobre o projeto e seus objetivos, o <strong>Brasil de Fato</strong> entrevistou Jean Paul Metzger, que é professor do Instituto de Biociências (IB) da USP e diretor do Projeto Biota Síntese.</p>



<p>Confira a entrevista na íntegra:</p>



<p><strong>Brasil de Fato: O que é o Projeto Biota Síntese, de onde surgiu a ideia da criação desse Centro de Ciência para o Desenvolvimento e, tendo em vista essa meta do Projeto de dar respostas concretas aos desafios colocados no âmbito socioambiental em um prazo de até 5 anos, como vocês pretendem e estão se organizando, planejando fazer esse processo que começa agora, mas que têm uma visibilidade de médio e longo prazo?</strong></p>



<p><strong>Jean Paul Metzger:</strong> A ideia do Biota Síntese, que é esse novo Centro de análises e sínteses de soluções baseadas na natureza, surgiu já há uns 3 ou 4 anos. Surgiu da vontade que a gente tinha, de um grupo de pessoas que está na FAPESP, de ter um Centro de Síntese no Estado de São Paulo. Esses Centros de Sínteses são grandes incubadoras de ideias, não necessariamente nas áreas mais aplicadas, pode ser incubadora de ideias mais acadêmicas, mais metodológicas. Enfim, é um local onde grupos interdisciplinares se reúnem, dialogam, conversam e têm novas ideias. Por isso que a gente entende que esses Centros de Sínteses são grandes incubadores de ideias. </p>



<p>Quando ocorreu a primeira chamada de Centros de Desenvolvimento da FAPESP, a gente procurou aliar essa ideia mais ampla que a gente tinha de um Centro de Síntese. Então pensando não apenas em ideias, mas pensando em soluções para os problemas socioambientais. Então aí a gente fez toda uma costura, digamos, de adaptar essa ideia do Centro de Síntese para um Centro de Soluções baseadas na natureza, voltados para os problemas que vão ser postos pelo governo de São Paulo e que estão relacionados, no caso da agenda que a gente combinou, com problemas na área da agricultura sustentável, com problemas na área de planejamento da restauração ecológica, do controle de zoonoses e pensar também na questão de prevenção de saúde em áreas urbanas. Então essa foi a origem, digamos, do nosso Centro, que começou em fevereiro de 2022. </p>



<p><strong>De fato, esse diálogo entre a universidade e a construção de políticas públicas é uma necessidade muito concreta, para que se possa também extrapolar os muros da universidade com a ciência que é produzida lá. Dar esse retorno para sociedade é muito importante. Participam do Projeto Biota Síntese diversas secretarias estaduais e municipais de São Paulo e além desses órgãos públicos, vocês também estão se articulando entre universidades públicas: USP, Unesp, Unicamp, UFSCar, UFABC. Gostaria de saber, na sua avaliação, qual a importância dessa ação conjunta entre diversas universidades públicas e órgãos públicos para que o diálogo entre a produção do conhecimento científico e o desdobramento em políticas públicas socioambientais possa ser uma realidade num futuro próximo?</strong></p>



<p>Eu estou entendendo o Centro de Síntese como uma instituição de interface, como um local seguro onde pessoas da academia, do governo e da sociedade civil possam se encontrar, trocar ideias, ter esse diálogo e trabalhar de forma colaborativa. </p>



<p>Para que isso dê certo a gente precisa trabalhar e pensar conjuntamente nessas soluções desde o início, com grupos pluridisciplinares e interdisciplinares, envolvendo conhecimentos e saberes que vêm da academia junto com os conhecimentos e práticas que estão no governo e na sociedade civil. Então o fato da gente ter um espaço de diálogo é fundamental para a gente conseguir fazer esse planejamento conjuntamente e de forma colaborativa. </p>



<p>Basicamente, o que o centro de síntese traz é um espaço de diálogo e de conversa onde todos os atores podem trazer as suas querências. A gente vai trabalhar junto com o governo, a gente vai escutar a academia, a gente vai escutar a sociedade civil, promovendo, então, novas ideias nesse sentido de soluções baseadas na natureza para problemas socioambientais do Estado de São Paulo. </p>



<p>E diante disso a gente procurou ter essa diversidade, essa pluralidade de atores, tanto da academia, quanto do governo e das ONG’s. A gente tem cinco universidades envolvidas e seis institutos de pesquisa, então a gente tem a academia presente na sua pluralidade com diferentes temáticas. Dentro do governo a gente tem a Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente, de Agricultura e Abastecimento e de Saúde e também as secretarias municipais de São Paulo, envolvidas. Também uma pluralidade de demandas e de temáticas que vão estar sendo levadas em diferentes escalas, tanto na escala estadual quanto na escala mais municipal e, em termos de ONG&#8217;s a gente também têm ONG&#8217;s de âmbito internacional, como a WWF, mas a gente tem a SOS Mata Atlântica, que possui uma agenda política muito forte aqui no Brasil. </p>



<p>E a gente tem o pacto de restauração da Mata Atlântica que, na realidade, já é um agrupamento de diferentes governos, ONG&#8217;s e academia, voltado para promover essa restauração da Mata Atlântica. Enfim, a gente tem uma diversidade de atores, que é um desafio lidar com tudo isso, mas também é a grande riqueza do Centro, de ter a participação dessa amplitude tão grande de atores. </p>



<p><strong>E além da participação dessas instituições públicas na construção desse Projeto, é muito importante também, como o senhor já citou, a participação da sociedade civil na construção dessas políticas públicas. E aí a pergunta vêm nesse sentido: Como vocês pretendem fazer esse diálogo com as comunidades, sobretudo ouvindo as demandas dessas populações?</strong></p>



<p>Então como você falou né, a gente vai trabalhar com as demandas que estarão postas para a gente. A forma de trabalhar do Centro de Síntese é muito distinta da forma acadêmica tradicional que é movida pela curiosidade dos pesquisadores ou pelas lacunas de conhecimento. </p>



<p>Então a gente vai, obviamente, trabalhar com essas lacunas de conhecimento, mas atrelar essas lacunas de conhecimento com as demandas prementes que estão sendo postas pelo governo, principalmente aqui no caso do governo estadual e também pela Prefeitura de São Paulo. </p>



<p>E aí essas demandas, como falei, elas podem ser de diferentes escalas, elas podem ser mais locais, mais regionais, mais estaduais. Em função dessas demandas, a gente tem que identificar quais são os atores pertinentes a serem escutados e a participarem do processo de co-construção de soluções. Neste momento a gente inclui a sociedade civil através de representações de ONG&#8217;s, mas nada impede que, a depender da demanda e do problema que está sendo colocado, a gente venha a conversar com comunidades mais locais. </p>



<p>Mas enfim, o fluxo de trabalho vai ser: olhar a demanda; em função dessa demanda, entender quais são os atores e quais são os conhecimentos que a gente tem que agrupar; por essas pessoas para trabalhar e discutir conjuntamente e, acreditamos que a partir dessas discussões, desses diálogos que devem ocorrer dentro de um espaço de confiança, que a gente consiga de fato, propor novas soluções. </p>



<p><strong>Mas mudando de assunto um pouco agora, Professor: em novembro deste ano o Plano de Ação Climática, que a Biota Síntese está contribuindo na construção junto com o Estado de São Paulo, vai ser apresentado na COP-27 no Egito, que é a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas. Queria perguntar para o senhor quais as perspectivas para o desenvolvimento do projeto após a apresentação nessa Conferência mundial?</strong></p>



<p>Então o Estado de São Paulo fez um Plano de Ação Climática. Ele propôs recentemente esse Plano com metas muito ambiciosas de Carbono neutro. O Estado quer se tornar Carbono neutro e isso significa não apenas reduzir as emissões como também aumentar os nossos sumidouros, ou seja, a nossa capacidade de captura desse CO2 da atmosfera. E a gente teve uma demanda explícita do subsecretário de Meio Ambiente, Eduardo Trani e sua equipe, para que a gente trabalhe com o planejamento estratégico do Eixo 4 deste plano. </p>



<p>E este Eixo 4 é o eixo que fala explicitamente da resiliência às mudanças climáticas através de soluções baseadas na natureza, que é exatamente o foco do nosso Centro. A gente já fez uma reunião em maio e vamos fazer uma outra reunião agora em começo de junho, com grupos interdisciplinares incluindo esses três conjuntos de atores: academia, governo e ONG&#8217;s para trabalhar nesse planejamento estratégico tanto no embasamento do porquê que é importante a gente ter esse planejamento estratégico de mudanças climáticas, quanto também como que a gente consegue colocá-lo em prática. E aí olhando em particular para a meta que foi posta aí pelo programa estadual Refloresta SP, de restauração de 1,5 milhão de hectares de vegetação nativa até 2050. </p>



<p>Então o grande foco nosso, através da restauração, que é uma das soluções baseadas na natureza, você consegue aumentar a quantidade de sumidouros que a gente tem no estado de São Paulo. Amenizando a questão das mudanças climáticas em função de onde essas matas e essas áreas restauradas estiverem, a gente consegue lidar também com a adaptação aos eventos extremos que vão se tornar cada vez mais frequentes e intensos com as mudanças climáticas. </p>



<p>Então a gente quer utilizar esse reflorestamento para amenizar os problemas de enchente, de deslizamento, de abastecimento de água e da questão das ilhas de calor nas cidades. Então como que a gente consegue, através desse reflorestamento, amenizar esses problemas que vão ser acentuados com as mudanças climáticas. </p>



<p>Enfim, vamos trabalhar nesse planejamento de onde que é prioritário a gente restaurar. Onde a gente tem mais benefícios com menos custo e com melhor governança? Como fazer isso? Qual a melhor forma de fazer isso? Quais são os instrumentos para a gente promover essa restauração? Que tipo de floresta que a gente quer? A gente quer uma floresta multifuncional? A gente quer uma floresta que permita que o proprietário tenha, ao mesmo tempo, um ganho, além da conservação da biodiversidade? E como financiar tudo isso? Quais são os insights que a gente pode ter em termos de financiamento? Porque tudo isso tem um custo que não é baixo. Então o projeto está se debruçando nessas questões. A gente têm um <em>deadline</em> até final de junho para entregar para o subsecretário Eduardo Trani, algumas contribuições para esse plano estratégico do Eixo 4 do PAC. Essa demanda foi posta e a gente está lidando com ela e vai ser o grande primeiro resultado, digamos, expedito, que a gente vai ter, do Biota Síntese. Então a gente está trabalhando firmemente e positivamente para essa agenda. </p>



<p><strong>Já possuem ideias, articulações ou pelo menos vontades em relação à realização do Biota Síntese, ou de projetos semelhantes em outros estados do país, para enfrentar os desafios colocados em outras regiões, em outros biomas, sobretudo com os acúmulos que o Biota Síntese já vem aglutinando aqui em São Paulo?</strong></p>



<p>A gente espera, que a gente funcione como um exemplo, uma inspiração para que outras iniciativas similares ocorram em outros estados, mas como disse pra você a gente está começando. Então acho que a primeira coisa é a gente mostrar serviço, mostrar pra que a gente veio e vamos fazer isso nos próximos anos. </p>



<p>No âmbito nacional a gente tem uma iniciativa similar só que mais ampla, mais de cunho acadêmica, digamos assim, liderada pelo CNPq, que é o Centro de Síntese de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos que está em andamento. </p>



<p>Eu participo do Conselho Científico desse Centro e a gente tem sete grupos de sínteses que foram financiados na primeira chamada. Então a gente já tem uma iniciativa muito bacana, no âmbito nacional e eu acho que isso também vai se consolidar ao longo do tempo, mostrando os primeiros resultados nos próximos anos, mas o que eu vejo, só pra finalizar, é que a gente têm um potencial enorme em termos de conhecimento acadêmico, de pessoal técnico dentro do governo muito bem formado e de uma sociedade civil também muito bem organizada.</p>



<p>Então a gente tem todos os atributos para ter essas instituições de interface como é o Biota Síntese, que permitem criar espaços de diálogo entre esses diferentes setores para tanto apoiar políticas públicas socioambientais, quanto pra pensar de uma forma mais ampla, novos insights, novas ideias. Então a gente tem todo o potencial para que isso, de fato, ocorra e eu espero muito que o Biota Síntese, no âmbito estadual, e o Simbiose, no âmbito nacional, sirvam de exemplos, para novas iniciativas com essa mesma perspectiva. Espero que tenha dado um pequeno sabor do que será o Biota Síntese e que isso inspire outros Centros, outras pessoas para trabalharem nessa mesma direção.</p>



<p>Edição: Vivian Virissimo</p><p>The post <a href="https://biotasintese.iea.usp.br/projeto-preve-politicas-publicas-socioambientais-para-prevenir-enchentes-e-deslizamentos/">Projeto prevê políticas públicas socioambientais para prevenir enchentes e deslizamentos</a> first appeared on <a href="https://biotasintese.iea.usp.br">BIOTA Síntese</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Restauração da vegetação em áreas periurbanas pode ser estratégia para adaptação climática</title>
		<link>https://biotasintese.iea.usp.br/restauracao-da-vegetacao-em-areas-periurbanas-pode-ser-estrategia-para-adaptacao-climatica/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[BIOTA-S-Suporte]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Nov 2022 14:48:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde urbana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Grupo de pesquisadores, gestores públicos e representantes da sociedade civil do Biota Síntese incluíram entre as estratégias recomendadas ao Plano de Ação Climática (PAC) do Estado “fomentar novas oportunidades de restauração com foco em adaptação climática em áreas periurbanas. Matéria publicada no Jornal da USP Imagem de capa: Vegetação Periurbana – Foto: Camille Nolasco (c)/Biota [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://biotasintese.iea.usp.br/restauracao-da-vegetacao-em-areas-periurbanas-pode-ser-estrategia-para-adaptacao-climatica/">Restauração da vegetação em áreas periurbanas pode ser estratégia para adaptação climática</a> first appeared on <a href="https://biotasintese.iea.usp.br">BIOTA Síntese</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p></p>



<p><em>Grupo de pesquisadores, gestores públicos e representantes da sociedade civil do Biota Síntese incluíram entre as estratégias recomendadas ao Plano de Ação Climática (PAC) do Estado “fomentar novas oportunidades de restauração com foco em adaptação climática em áreas periurbanas</em>.</p>



<p><strong>Matéria publicada no <a rel="noreferrer noopener" href="https://jornal.usp.br/atualidades/restauracao-da-vegetacao-em-areas-periurbanas-pode-ser-estrategia-para-adaptacao-climatica/" data-type="URL" data-id="https://jornal.usp.br/atualidades/restauracao-da-vegetacao-em-areas-periurbanas-pode-ser-estrategia-para-adaptacao-climatica/" target="_blank">Jornal da USP</a></strong></p>



<p><strong>Imagem de capa: <em>Vegetação Periurbana – Foto: Camille Nolasco (c)/Biota -Fapesp</em></strong></p>



<p></p>



<p>Fernanda Pardini Ricci<br>Especial para o <strong>Jornal da USP</strong></p>



<p>Dado que 96% da população do Estado de São Paulo é urbana, é de grande relevância que ações de adaptação climática com foco em cidades façam parte das políticas de governo. Foi com esse objetivo que um grupo de pesquisadores, gestores públicos e representantes da sociedade civil do Biota Síntese incluíram entre as <a href="https://www.biota.org.br/biota-sintese-faz-sua-primeira-contribuicao-em-politicas-publicas/">estratégias recomendadas</a> ao <a href="https://www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br/2022/11/consulta-publica-pac2050/">Plano de Ação Climática (PAC) do Estado</a> “fomentar novas oportunidades de restauração com foco em adaptação climática em áreas periurbanas. O PAC, que será apresentado dia 15 na COP27 – Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, no Egito, tem como meta atingir até 2050 a neutralidade das emissões de gases de efeito estufa; e deve dialogar com o Plano de Adaptação e Resiliência Climática do Estado, que está em elaboração.</p>



<p>Biota Síntese é um projeto financiado pela Fapesp e vinculado ao Instituto de Estudos Avançados (IEA-USP) que tem o objetivo de subsidiar políticas públicas voltadas à sustentabilidade com foco em Soluções Baseadas na Natureza, trabalhando por meio do contato constante entre cientistas e Secretarias do Estado, como a Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente – Sima/SP, responsável pela elaboração do PAC. Por sua expertise, o projeto ficou responsável por discutir estratégias relacionadas à restauração de áreas degradas no Estado, que, de acordo com a meta do PAC, deve chegar a 800 mil hectares em 2050.</p>



<p>Segundo o coordenador do Biota Síntese, pesquisador do IEA e professor do Instituto de Biociências da USP, Jean Paul Metzger, em geral, os esforços de restauração da vegetação costumam se concentrar nas áreas rurais, onde há mais disponibilidade de terras, principalmente em áreas de pastagens degradadas. “Eu acho que aí mesmo que a gente pode ganhar escala. Isso ajuda muito a você pensar num planejamento de mitigação, de captura de carbono. Que é o&nbsp;<em>race to zero</em>, para você neutralizar as emissões”,&nbsp;analisa&nbsp;o professor. “Mas a gente tem o&nbsp;<a href="https://racetozero.unfccc.int/system/racetoresilience/"><em>race to resilience</em></a>&nbsp;também. Que é a ideia de que a gente tem que aumentar nossa capacidade de resiliência às mudanças climáticas. Esse aumento da resiliência, ele obviamente envolve elementos da produção agrícola, mais envolve uma série de outros problemas que ocorrem muito mais em centros urbanos, onde as pessoas habitam.”</p>



<p>Problemas como enchentes, deslizamentos, ilhas de calor, falta de água potável e concentração da poluição, que são comuns em cidades, podem ser intensificados por eventos extremos de calor, secas e chuvas associados às mudanças climáticas já em curso. A presença de áreas verdes em pontos estratégicos das cidades poderia ser uma forma de amenizar esses riscos, entretanto, “quando a gente vai para as áreas urbanas, contrariamente às áreas rurais, você não tem espaço para restauração, para expansão das áreas verdes. É tudo muito mais engessado, o preço das terras é muito alto, há uma competição muito grande por espaços”, explica Metzger. “No entanto existe uma região entre o urbano e o rural, que é esse periurbano, onde você tem uma proximidade dessas áreas com as áreas de habitação. E onde você tem, sim, terras disponíveis para fazer a restauração.”</p>



<figure class="wp-block-image" id="attachment_583066"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2022/11/20221116_vegetacao2.jpg?resize=800%2C420&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-583066"/><figcaption>Vegetação Periurbana – Foto: Luciana Ferreira com adaptação de Fernanda Ricci</figcaption></figure>



<p>As análises preliminares do grupo indicaram que, mesmo representando uma pequena parcela do território estadual, cerca de 3%, considerando dados do IBGE, essas regiões têm o potencial de contribuir com 50 a 100 mil hectares para restauração, ao mesmo tempo em que amplia a capacidade de adaptação das cidades. Baseados nos dados da organização MapBiomas, os cientistas observaram que, apesar do grande crescimento das áreas urbanas, essa expansão se deu sobre as pastagens, que estão em declínio na região. Além de pastagens e edificações, foi observado que as áreas consideradas como periurbanas pelo grupo apresentam uso do solo bastante diversificado, incluindo áreas de preservação e cultivos diversos.&nbsp;Também foi observado que as florestas periurbanas (naturais e plantadas) têm apresentado uma tendência de crescimento: “Nos últimos 20 anos as taxas de regeneração foram maiores do que as de desmatamento, havendo um aumento de cerca de 500 a 1.000 hectares de florestas por ano, mesmo havendo poucas políticas de incentivo com esse propósito específico”, é o que afirma o relatório escrito pelo Biota Síntese.</p>



<p>Como as análises foram feitas utilizando um conjunto de dados muito grande e diversificado, os cientistas ainda não identificaram o tipo de regeneração que ocorreu. “Eu estou rodando isso agora, […] para entender se essa regeneração que a gente está vendo está concentrada nas APPs [<a href="https://pp.nexojornal.com.br/perguntas-que-a-ciencia-ja-respondeu/2020/O-novo-C%C3%B3digo-Florestal-explicado-em-12-pontos">Áreas de Preservação Permanente</a>]. O que significaria que as pessoas estão restaurando APP, que é uma obrigação legal”, explica Luciana Schwandner Ferreira, pós-doutoranda do projeto e responsável pelas análises.</p>



<p>Essas e outras informações que continuam sendo levantadas e discutidas pelo projeto são importantes para que os cientistas e a Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente (Sima), parceira do projeto, possam planejar as áreas prioritárias – como áreas de risco (inundação, escorregamento, erosão e solapamento) e Áreas de Proteção Permanente de corpos d’água -, os formatos e os instrumentos de regulação e incentivo mais adequados para a restauração nas áreas periurbanas do Estado, que apresentam características bastante diversificadas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Serviços ecossistêmicos nas áreas periurbanas</h2>



<p>Um importante exemplo que mostra os benefícios da relação entre urbano, periurbano e rural é a<a href="https://reservasdabiosfera.org.br/reserva/rb-cinturao-verde/">&nbsp;Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo</a>&nbsp;(RBCV), um mosaico de paisagens localizado no entorno da maior mancha urbana do País, a Região Metropolitana de São Paulo, chegando até a Baixada Santista. As florestas e áreas verdes da RBCV são responsáveis por prover diversos recursos essenciais à população da macrometrópole. “A questão da água é crucial. Se a gente pegar o território da reserva da biosfera, praticamente 100% da água é produzida e armazenada dentro dele”, relata Rodrigo Victor, assessor técnico da Fundação Florestal e colaborador do Biota Síntese, que foi coordenador executivo da RBCV de 2001 a 2009. “Você depende dessas áreas íntegras para poder proteger o recurso hídrico, em qualidade e quantidade”, complementa.</p>



<figure class="wp-block-image" id="attachment_583060"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/uploads/2022/11/20221116_vegetacao1.jpg?resize=800%2C420&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-583060"/><figcaption>Imagem extraída do Google Earth e editada por Luciana Ferreira</figcaption></figure>



<p>As contribuições das florestas urbanas e periurbanas para as pessoas, os chamados serviços ecossistêmicos, são tantas, que sua quantificação e valoração dos serviços diretos e indiretos representam um desafio para a ciência, mas já está bem avançado em alguns aspectos. Por exemplo,&nbsp; o&nbsp;<a href="https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/meio_ambiente/noticias/?p=326111#:~:text=Podem%20receber%20o%20benef%C3%ADcio%20pessoas,ou%20rural%2C%20privado%20ou%20p%C3%BAblico.">pagamento por esses serviços ambientais</a>&nbsp;relacionados aos recursos hídricos já está sendo implementado por alguns Estados e Prefeituras, como em São Paulo, e pode servir como um instrumento de estímulo à restauração em áreas periurbanas. Essas áreas também podem servir como espaços de contemplação e lazer, além de promover a filtragem de poluentes do ar, o controle da erosão, a regularização do clima local, o manejo de pragas agrícolas e a produção de alimento e madeira.</p>



<p>Apesar de sua importância, as áreas verdes periurbanas estão ameaçadas pelo avanço da cidade, tanto por construções legais, como&nbsp;<a href="https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/governo/secretaria_executiva_de_mudancas_climaticas/noticias/index.php?p=336490">ilegais</a>, desde pessoas que não têm outra opção de moradia até condomínios de alto padrão. “Se você pega cenários de projeção de expansão urbana, você chora, porque há tendências de expansão pesada sobre áreas verdes, de mananciais, agrícolas”, alerta Victor. Mesmo as florestas plantadas – que produzem lenha, carvão e celulose para a cidade – já sentem essa pressão. “Muitos dos proprietários de áreas de reflorestamento de pinus e eucaliptos, às vezes inclusive grandes empresas, já notaram que a madeira já não está pagando mais o preço da terra que eles têm. Eles estão vendendo essas áreas para loteamentos para condomínios”, comenta.</p>



<p>“Os municípios vão definindo setores urbanos e direcionando o crescimento da cidade para áreas que lhes interessam, porque o parcelamento do solo para fins urbanos em área rural, é proibido pela legislação federal”, explica Luciana, que já atuou como&nbsp;coordenadora de estudos ambientais e planejamento territorial&nbsp;na Prefeitura de São Paulo. “Você vê municípios que têm áreas urbanas enormes e ocupações de fato urbanas muito pequenas”, afirma a pesquisadora.</p>



<p>Nesse sentido, o foco no periurbano se torna estratégico, mas também um desafio, sendo necessário considerar as dinâmicas e legislações tanto das áreas urbanas quanto rurais, o que reforça a importância da parceria entre academia e gestores públicos. “O desafio é enorme, mas é factível, se a gente se antecipar e estabelecer os mecanismos, para não deixar a área ser inteiramente ocupada. É uma luta, e a ciência é necessária para a gente conseguir se antecipar a prejuízos, que muitas vezes são irreversíveis”, reforça Victor.</p><p>The post <a href="https://biotasintese.iea.usp.br/restauracao-da-vegetacao-em-areas-periurbanas-pode-ser-estrategia-para-adaptacao-climatica/">Restauração da vegetação em áreas periurbanas pode ser estratégia para adaptação climática</a> first appeared on <a href="https://biotasintese.iea.usp.br">BIOTA Síntese</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Áreas periurbanas podem atuar como bolsões microclimáticos, diz Denise Duarte</title>
		<link>https://biotasintese.iea.usp.br/areas-periurbanas-podem-atuar-como-bolsoes-microclimaticos-diz-denise-duarte/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[BIOTA-S-Suporte]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Nov 2022 14:53:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde urbana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para a especialista em adaptação urbana às mudanças climáticas, é essencial que essas áreas sejam reflorestadas Matéria publicada em ComCiência Por Fernanda Pardini Ricci Enquanto os olhares de todo o mundo se voltam para a Amazônia na COP 27 – Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a&#160;ComCiência&#160;conversou com a professora Denise Duarte, da FAU-USP, [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://biotasintese.iea.usp.br/areas-periurbanas-podem-atuar-como-bolsoes-microclimaticos-diz-denise-duarte/">Áreas periurbanas podem atuar como bolsões microclimáticos, diz Denise Duarte</a> first appeared on <a href="https://biotasintese.iea.usp.br">BIOTA Síntese</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p></p>



<p><em>Para a especialista em adaptação urbana às mudanças climáticas, é essencial que essas áreas sejam reflorestadas</em></p>



<p></p>



<p><strong>Matéria publicada em <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.comciencia.br/areas-periurbanas-podem-atuar-como-bolsoes-microclimaticos-diz-denise-duarte/" data-type="URL" data-id="https://www.comciencia.br/areas-periurbanas-podem-atuar-como-bolsoes-microclimaticos-diz-denise-duarte/" target="_blank">ComCiência</a></strong></p>



<p>Por Fernanda Pardini Ricci</p>



<p>Enquanto os olhares de todo o mundo se voltam para a Amazônia na COP 27 – Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a&nbsp;<em>ComCiência</em>&nbsp;conversou com a professora Denise Duarte, da FAU-USP, sobre a importâncias das áreas urbanas e periurbanas, aquelas que ficam na transição entre a urbana e a rural, diante dos desafios das mudanças climáticas.&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignright size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://biotasintese.iea.usp.br/wp-content/uploads/2022/04/BIOTASINTESE-equipe-Denise-Duarte.jpg" alt="" class="wp-image-795" width="244" height="244"/><figcaption>A pesquisadora <a href="https://biotasintese.iea.usp.br/member/denise-duarte/" data-type="member" data-id="782">Denise Duarte</a></figcaption></figure></div>


<p>Engenheira civil, com mestrado, doutorado e livre-docência em arquitetura e urbanismo, Duarte coordena três projetos de pesquisa sobre adaptação das cidades à mudança do clima e integra o projeto&nbsp;<a href="https://bv.fapesp.br/pt/auxilios/109281/biota-sintese-nucleo-de-analise-e-sintese-de-solucoes-baseadas-na-natureza/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Biota Síntese</a>, que tem o objetivo de subsidiar políticas públicas com foco em soluções baseadas na natureza. É também membro da International Association for Urban Climate (IAUC) e da Coalizão Ciência e Sociedade. Atuou como expert reviewer para o IPCC – Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas.</p>



<p><strong>Qual a importância de pensar as áreas urbanas diante das mudanças climáticas?</strong></p>



<p>Elas abrigam mais de 50% da população mundial. Na América Latina e no Brasil, 84% da população, e no Estado de São Paulo esse índice chega a 96%. Há, então, muito o que se fazer nas áreas urbanas, porque é onde as pessoas estão, onde vão sofrer os impactos e precisam de oportunidades de adaptação. Uma outra questão é que há uma sobreposição de efeitos de aquecimento nas áreas urbanas, que torna tudo muito mais dramático. Fala-se muito em ilha de calor, mas há outros fenômenos, decorrentes ou não da urbanização, acontecendo simultaneamente, como aquecimentos diferenciais diurnos, em função da morfologia e materiais das construções, dos pavimentos, dos edifícios, das coberturas.</p>



<p>Parte desse aquecimento tem relação com o desenho da cidade e com a proporção de infraestrutura verde [vegetação] e azul [corpos d’água] em relação à infraestrutura cinza [edificações e superfícies construídas de forma geral]. Temos um desbalanço climático e microclimático da cidade que é muito evidente, e isso é um fator de estresse térmico para o corpo humano.</p>



<p><strong>O projeto Biota Síntese, com o qual você colabora, destacou as regiões periurbanas, na transição entre o urbano e o rural, como uma área de interesse para a regeneração de áreas degradadas. Como a vegetação periurbana pode contribuir para o microclima da cidade?</strong></p>



<p>Poderíamos ter na vegetação periurbana vários bolsões microclimáticos que funcionariam como espaço de adaptação. Na literatura internacional encontra-se muito o termo&nbsp;<em>cooling place,</em>&nbsp;um “oásis”, um espaço de resfriamento. Para os Estados Unidos e o Canadá, o&nbsp;<em>cooling place</em>&nbsp;urbano, em sua maioria, é um edifício fechado com ar-condicionado. Na Europa o entendimento é muito mais voltado para áreas abertas, com infraestruturas verdes e azuis. Pela proximidade que o periurbano tem das cidades, é possível criar vários bolsões, vários espaços menores e mais bem distribuídos que funcionariam como&nbsp;<em>cooling places</em>. Uma má distribuição dessas amenidades microclimáticas definitivamente não funciona para a adaptação, que precisa funcionar onde as pessoas estão.</p>



<p>Esse periurbano muitas vezes está nas bordas de bairros densamente ocupados e pode prover esses bolsões de adaptação. Se essa vegetação que começa nas bordas for adentrando a cidade, mesmo que seja um pouco mais rala e não tão densa como nas áreas periurbanas, isso seria um benefício enorme na vida das pessoas.</p>



<p>Essa vegetação poderia prover uma série de serviços ecossistêmicos, podendo ser também áreas de lazer, de descanso de fim de semana, quase um refúgio microclimático. Mas isso precisa vir junto com ações de mobilidade, transporte público inclusivo.</p>



<p><strong>A questão do transporte até essas áreas é algo muito importante, então?</strong></p>



<p>Certamente. Essas ações, do ponto de vista do benefício que proveem e do número de pessoas que afetam positivamente, precisam estar bastante atreladas aos deslocamentos da vida diária, à mobilidade. É por isso que pensamos nos eixos de estruturação urbana, onde estão os maiores investimentos em transporte público, as principais estações de transporte.</p>



<p>Vemos em algumas cidades europeias, por exemplo, pessoas com equipamento de esqui no metrô. Isso é possível porque elas chegam de metrô até a estação de esqui mais próxima, nos arredores da cidade, ou o usam para uma conexão importante para chegar até lá. Esse lazer fora da cidade, ou fora da área mais densamente urbanizada, é muito comum e muito acessível por um transporte de massa. As ações precisam estar concatenadas.</p>



<p><strong>É necessário pensar em soluções que fiquem mais próximas aos percursos diários das pessoas?</strong></p>



<p>Isso. As oportunidades de adaptação precisam estar onde as pessoas estão. Imagine uma onda de calor, que pode acontecer a qualquer momento. É na vida diária que as pessoas vão sofrer os estresses térmicos, que vão muito além de questões de conforto ambiental, são questões de saúde.</p>



<p>Há estudos mostrando de forma muito clara as mortes excedentes durante ondas de calor, só que muitas vezes essas mortes são computadas como infarto, AVC, ou alguma outra causa. Mas quando há um estudo consistente vemos que a ligação é muito clara com momentos extremos de calor.</p>



<p>Então, além do momento do lazer, o foco é a vida diária das pessoas, de forma que ao fim do dia possam chegar numa dessas áreas, ter um tempo de recuperação do estresse térmico, algumas horas para o corpo se refazer, se recuperar.</p>



<p>Em São Paulo, por exemplo, e outros lugares, os parques são fechados à noite. Por outro lado, várias cidades europeias e asiáticas têm planos climáticos de verão. Em Paris, pelo&nbsp;<em>Heat wave plan,</em>&nbsp;uma das primeiras medidas é que parques não podem fechar à noite durante o verão.</p>



<p><strong>Essas áreas periurbanas e rurais próximas aos grandes centros urbanos, como a Cantareira e a zona sul de São Paulo, também prestam outros serviços ambientais para a cidade, como a provisão de água potável. Quais são as pressões que ela sofre por conta dessa proximidade?</strong></p>



<p>No entorno da região metropolitana de São Paulo há pressões de naturezas diferentes. Por um lado, a pressão de alto poder aquisitivo, para condomínios fechados e outros usos privados; e por outro, pressões para a ocupação informal – e as duas acabam levando à supressão de vegetação. Nos últimos tempos temos também a atuação de milícias, de crime organizado. Isso ficou muito claro com um&nbsp;<a href="http://www.mpsp.mp.br/portal/page/portal/documentacao_e_divulgacao/doc_biblioteca/bibli_servicos_produtos/BibliotecaDigital/BibDigitalLivros/TodosOsLivros/DOSSIE%3Da-devastacao-da-Mata-Atlantica-no-municipio-de-SP-2.ed.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">relatório</a>&nbsp;que o ex-vereador Gilberto Natalini publicizou há cerca de dois anos.</p>



<p>Em alguns dos empreendimentos para a alta renda, em condomínios fechados, há um verde privado, não necessariamente provendo os serviços ecossistêmicos que poderia prover. Além disso, os trabalhadores desse tipo de empreendimento, que na maioria das vezes vêm de muito longe, não usufruem do verde na sua vida diária.</p>



<p>No outro extremo, temos a ocupação informal por pressão da falta de moradia, em áreas de risco, ou que não são propensas à ocupação, na maioria das vezes em margens de córregos e de rios e em áreas de muita declividade, sujeitas a deslizamentos. Há a supressão de vegetação, expandindo cada vez mais essas áreas desmatadas para além dos limites da cidade.</p>



<p><strong>E como fica esse equilíbrio entre urbano e periurbano, pensando na restauração necessária de áreas verdes para o provimento de serviços ambientais?</strong></p>



<p>Quando olhamos para o periurbano, precisamos perguntar: Quem vai usufruir? Quem vai chegar? Quem vai usar? Como é a dinâmica entre urbano e periurbano?</p>



<p>A tese de doutorado do professor Anderson Kazuo Nakano mostra que São Paulo é uma cidade oca. Há muita vacância em edifícios – depois da pandemia, então, mais ainda – e algumas áreas centrais onde apartamentos muito pequenos são vendidos a peso de ouro. Parte da população de maior poder aquisitivo quer sair e ir para um condomínio fechado. Ao mesmo tempo, a população mais pobre não consegue viver nas áreas mais centrais, sendo expulsa também. É muita gente sendo expulsa ou muita gente querendo sair por razões distintas.</p>



<p>Precisamos encontrar formas de viabilizar moradia para a população nas áreas mais centrais, mais urbanizadas, onde isso é pertinente ao modo de vida urbano, ao trabalho, ao uso do transporte público, à mobilidade ativa, à vida diária das pessoas. E prover ou propor os incentivos necessários para a restauração das áreas periurbanas, para restaurar de forma muito mais qualificada do que são hoje, como em muitos condomínios fechados, por exemplo, inacessíveis à maioria da população e muito aquém dos serviços ecossistêmicos que poderiam prover.</p>



<p><em><strong>Fernanda Pardini Ricci</strong> é bióloga, mestre em educação (USP). É aluna da especialização em jornalismo científico do Labjor/Unicamp, onde desenvolve o projeto de jornalismo científico “<a rel="noreferrer noopener" href="https://bv.fapesp.br/pt/bolsas/204919/divulgacao-cientifica-do-projeto-biota-sintese-nucleo-de-analise-e-sintese-de-solucoes-baseadas-na-n/" target="_blank">Divulgação Científica do Projeto Biota Síntese – Núcleo de Análise e Síntese de Soluções Baseadas na Natureza</a>” apoiado pela Fapesp, bolsa Mídia Ciência.</em></p><p>The post <a href="https://biotasintese.iea.usp.br/areas-periurbanas-podem-atuar-como-bolsoes-microclimaticos-diz-denise-duarte/">Áreas periurbanas podem atuar como bolsões microclimáticos, diz Denise Duarte</a> first appeared on <a href="https://biotasintese.iea.usp.br">BIOTA Síntese</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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