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	<title>Fernanda Rezende - BIOTA Síntese</title>
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	<link>https://biotasintese.iea.usp.br</link>
	<description>Núcleo de Análise e Síntese de Soluções Baseadas na Natureza</description>
	<lastBuildDate>Mon, 14 Jul 2025 14:44:55 +0000</lastBuildDate>
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		<title>E-book premiado mostra potencial de serviços de polinização no Estado de São Paulo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Rezende]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Jul 2025 14:44:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A nota técnica Potencial do Serviço Ecossistêmico de Polinização no Estado de São Paulo foi a vencedora da 7ª Edição do Prêmio MapBiomas, que ocorreu no dia 7 de julho e destacou soluções inovadoras para a conservação, manejo sustentável e combate às mudanças climáticas. Produzida pelo  Biota Síntese, projeto sediado no Instituto de Estudos Avançados [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A nota técnica <em>Potencial do Serviço Ecossistêmico de Polinização no Estado de São Paulo </em>foi a vencedora da 7ª Edição do Prêmio MapBiomas, que ocorreu no dia 7 de julho e destacou soluções inovadoras para a conservação, manejo sustentável e combate às mudanças climáticas. Produzida pelo  Biota Síntese, projeto sediado no Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP e financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do  Estado de São Paulo (Fapesp), a nota integra a série Biota Síntese, editada e publicada pelo IEA e pelo Instituto de Pesquisas Ambientais. O número premiado aborda o valor do serviço de polinização para a biodiversidade e para a agricultura e está disponível no Portal de Livros Abertos da USP <a href="https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/view/1490/1357/5281" target="_blank" rel="noopener">neste link</a>. Os autores são pesquisadores da USP, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Universidade Federal da Bahia (UFBA), da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de SP (Semil) e da Embrapa Meio Ambiente.</p>
<p>A publicação explica como a polinização é altamente relevante para as atividades agrícolas, e tem valor estimado entre US$ 235 bilhões e US$ 577 bilhões em nível global. No Brasil, calcula-se que a polinização é responsável por cerca de R$ 43 bilhões do valor da produção agrícola anual, e de R$ 5 bilhões para a produção anual paulista, segundo o Relatório Temático sobre Polinização, Polinizadores e Produção de Alimentos, como informam os autores na apresentação da obra. Apesar da sua importância econômica, do amplo conhecimento técnico-científico disponível sobre os fatores que influenciam a polinização e seus benefícios para a produção agrícola, e de ser, entre os Serviços Ecossitêmicos (SE), um dos mais estudados, esse conhecimento ainda se reflete pouco em políticas públicas ou em mudanças efetivas no setor produtivo.</p>
<p>“Apesar de ser avaliada como altamente relevante para as atividades agrícolas, a maioria das abordagens de valoração desse serviço considera poucas dimensões de sua complexidade, baseando-se apenas na estimativa do nível de dependência dos polinizadores de cada cultura, multiplicada pelo valor da produção agrícola”, destacam os autores. O objetivo deste documento, segundo eles, é apresentar um modelo de provisão potencial de polinização considerando a localização de cultivos e áreas de vegetação nativa, baseado na conexão entre oferta, fluxo e demanda, bem como valorar esse serviço para a produção agrícola do Estado de São Paulo. Eles destacam que esse modelo foi elaborado e aplicado para todo o Estado de São Paulo, de forma a possibilitar a identificação de possíveis aderências e desafios para sua incorporação e utilização em políticas públicas paulistas.</p>
<p><img decoding="async" class="alignleft size-full wp-image-1510" src="https://biotasintese.iea.usp.br/wp-content/uploads/2024/12/biotasintesenotatecnica5200pxalt.jpg" alt="" width="142" height="200" /></p>
<p><b>Desafios</b></p>
<p>Um desafio fundamental para a conservação e o aproveitamento desse serviço na gestão pública é a complexidade dos processos que afetam a polinização. A publicação elenca vários aspectos: identificar qual a dependência da polinização para cada variedade; quais fatores devem ser considerados para a avaliação da efetiva provisão desse serviço; como  incorporá-los em instrumentos de políticas públicas relacionadas à produção agrícola e à conservação; e como valorar esse serviço considerando contextos locais.</p>
<p>Para os autores, a maioria das abordagens de valoração desse serviço considera poucas dimensões de sua complexidade, baseando-se apenas na estimativa do nível de dependência dos polinizadores de cada cultura, multiplicada pelo valor da produção agrícola. “Esse método fornece alguma informação sobre a importância monetária da polinização, mas a estimativa  de provisão do serviço de polinização assume igualdade de condições em toda a área destinada à produção agrícola. Além disso, complementam, são ignorados aspectos cruciais para estimar localmente a provisão do serviço, como o papel da estrutura espacial das paisagens rurais, o contexto ambiental em que os cultivos estão inseridos e a diversidade de polinizadores.</p>
<p>Eles destacam que quanto maior a diversidade de polinizadores silvestres, maior a produtividade agrícola em razão da polinização, e que essa diversidade, por sua vez, é proporcional à quantidade de vegetação nativa e variedade de ambientes presentes na paisagem onde as áreas agrícolas estão inseridas. “Dentre as regiões com demanda de polinização, observa-se que há grande heterogeneidade na provisão desse serviço, com destaque para a região sul do Estado, no Médio Paranapanema. Nessa região, há campos extensos com o monocultivo da soja, intercalados com o cultivo da cana-de-açúcar, sem a preservação da vegetação nativa na rede de drenagem (Áreas de Preservação Permanente). Como consequência, as paisagens são homogêneas, com poucos fragmentos de vegetação nativa isolados entre si, que sozinhas apresentam relativamente baixa capacidade de oferta de serviço de polinização”, exemplificam.</p>
<p><b>Série Biota Síntese</b></p>
<div class="gmail_default"></div>
<p>O foco da série é a coprodução, de forma colaborativa e transdisciplinar, de soluções baseadas na natureza. Essas soluções englobam um amplo espectro de ações, da conservação ao uso sustentável e à restauração, que se utilizam de processos ou serviços ecossistêmicos para enfrentar desafios societais, gerando benefícios tanto para a sociedade quanto para a biodiversidade.</p>
<p>Os outros livros da série são:</p>
<ul>
<li class="title"><a href="https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/1316" target="_blank" rel="noopener">Contribuições ao plano de ação climática do Estado de São Paulo</a></li>
<li class="title"><a href="https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/1315" target="_blank" rel="noopener">Restauração de ecossistemas: financiamento por meio de Blended Finance e Fundos de Biodiversidade</a></li>
<li class="title"><a href="https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/1317" target="_blank" rel="noopener">Análise de mapeamento de biomassa e carbono no Estado de São Paulo</a></li>
<li class="title"><a href="https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/1486" target="_blank" rel="noopener">Pagamentos por serviços ambientais: teoria e prática: a experiência do estado de São Paulo</a></li>
</ul>
<p>Para acessar o livro <em>Potencial do Serviço Ecossistêmico de Polinização no Estado de São Paulo</em> na íntegra <a href="https://doi.org/10.11606/9786587773704" target="_blank" rel="noopener">clique aqui.</a></p>
<p style="text-align: right;"><em>Texto adaptado de original publicado no <a href="https://jornal.usp.br/universidade/e-book-premiado-mostra-potencial-de-servicos-de-polinizacao-no-estado-de-sao-paulo/">Jornal da USP</a>.</em></p><p>The post <a href="https://biotasintese.iea.usp.br/e-book-premiado-mostra-potencial-de-servicos-de-polinizacao-no-estado-de-sao-paulo/">E-book premiado mostra potencial de serviços de polinização no Estado de São Paulo</a> first appeared on <a href="https://biotasintese.iea.usp.br">BIOTA Síntese</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Ferramenta identifica áreas ecologicamente equivalentes para orientar projetos de restauração</title>
		<link>https://biotasintese.iea.usp.br/ferramenta-identifica-areas-ecologicamente-equivalentes-para-orientar-projetos-de-restauracao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Rezende]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 May 2025 17:02:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas públicas]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Modelo projetado para atender à legislação vigente usa dados de biodiversidade, paisagem e serviços ecossistêmicos e poderá dar suporte a políticas públicas Luciana Constantino (Agência Fapesp) – Com recordes sucessivos de altas temperaturas no mundo e a ocorrência mais frequente de eventos climáticos extremos, a restauração ecológica de áreas degradadas e os novos mercados que a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Modelo projetado para atender à legislação vigente usa dados de biodiversidade, paisagem e serviços ecossistêmicos e poderá dar suporte a políticas públicas</em></p>
<p><strong>Luciana Constantino (Agência Fapesp)</strong> – Com recordes sucessivos de altas temperaturas no mundo e a ocorrência mais frequente de eventos climáticos extremos, a restauração ecológica de áreas degradadas e os novos mercados que a envolvem – como o de carbono e o de biodiversidade – têm ganhado destaque. Nesse cenário, pesquisadores brasileiros desenvolveram uma ferramenta para tornar mais eficazes esquemas de compensação ambiental, uma obrigação legal para minimizar ou reparar danos causados pela ação humana ao meio ambiente.</p>
<p>Chamada de <em>Condition Assessment Framework</em> (nome em inglês para Esquema de Avaliação de Condição Ambiental), a nova ferramenta permite avaliar a equivalência ecológica de uma área a ser restaurada ou protegida em relação à degradada considerando três importantes atributos: biodiversidade, paisagem e serviços ecossistêmicos. Foi projetada para atender com compensações mais precisas às exigências de reserva legal da Lei de Proteção da Vegetação Nativa (<strong><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12651.htm" target="_blank" rel="noopener">nº 12.651/2012</a></strong>) e teve como sistema de estudo a Mata Atlântica, um dos biomas mais biodiversos e ameaçados no mundo.</p>
<p>Apontou que a combinação de proteção e restauração é a melhor alternativa para resolver os chamados “déficits de vegetação nativa”, garantindo benefícios ambientais e socioeconômicos. Esses déficits ocorrem quando a cobertura de floresta em uma propriedade está abaixo do mínimo exigido por lei, não sendo suficiente para auxiliar na manutenção da capacidade de funcionamento dos ecossistemas, com biodiversidade e ciclos de água e carbono equilibrados, por exemplo.</p>
<p>Os resultados da aplicação do <em>Condition Assessment Framework</em> mostraram que proteção seguida de restauração conseguiu resolver 99,47% do déficit no bioma Mata Atlântica no Estado de São Paulo, com adicionalidade e custo (US$ 1,29 bilhão) intermediários. Vale explicar que, no contexto ambiental, a adicionalidade ocorre quando os resultados positivos gerados, como a redução de emissões, não teriam ocorrido de outra maneira, ou seja, sem que o projeto específico fosse realizado.</p>
<p>Quando as estratégias são analisadas individualmente, a restauração é a mais eficaz e com maior adicionalidade (98,99% de resolução), porém tem valor elevado (US$ 2,1 bilhões). Em seguida, com eficácia bem menor, ficaram as estratégias de proteção (40,22% e US$ 14,3 milhões) e regularização fundiária em Unidades de Conservação (0,15% e US$ 104 mil).</p>
<p>O modelo, segundo os cientistas, é o primeiro a integrar as demandas atuais de avaliação de equivalência, a partir de um método relativamente simples e de dados espacialmente explícitos analisados em Sistemas de Informações Geográficas (GIS). Flexível, permite adaptação para outros biomas e legislações, mostrando-se uma inovação promissora a ser usada em projetos de compensação e conservação.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" style="height: 809px; width: 600px;" src="https://agencia.fapesp.br/files/upload/54679/figura-artigo-3-agfapesp.jpg" alt="" /><br />
<span style="font-size: 10px;">Distribuição espacial do déficit de Reserva Legal (RL) em hectares (ha) resolvido em cada hexágono pelas estratégias de compensação aplicadas nos cenários testados. No primeiro cenário, o teste foi apenas da estratégia de proteção da floresta usando somente os excedentes de RL. No segundo, a área de proteção foi o excedente somada às RL de pequenas propriedades (&lt; 4 módulos fiscais). No terceiro e no quarto cenários, as estratégias de restauração e de regularização fundiária em Unidade de Conservação (UC) foram testadas separadamente. Por fim, os últimos cenários testaram formas de proteção seguidas de restauração, apresentando resultados muitos semelhantes e que demonstraram o melhor custo-benefício para compensação de RL</span></p>
<p>No futuro, pode vir a ser adaptado a créditos de biodiversidade – um novo mercado em formulação que busca financiar iniciativas de conservação, protegendo ou restaurando espécies nativas – e para análise de corredores ecológicos.</p>
<p>A descrição da metodologia está publicada em um artigo na revista <em><strong><a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2665972725000169?via%3Dihub" target="_blank" rel="noopener">Environmental and Sustainability Indicators</a></strong> </em> e os resultados da aplicação do método estão em outro na <strong><a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0195925525001192" target="_blank" rel="noopener"><em>Environmental Impact Assessment Review</em></a></strong>.</p>
<p>“Fizemos o teste na Mata Atlântica, avaliando uma região no interior do Estado de São Paulo e outra na parte costeira. Observamos que o método realmente detecta as diferenças ambientais entre áreas. No interior, apesar de mais desmatado, é possível encontrar mais áreas ecologicamente equivalentes do que próximo à costa, onde há muita heterogeneidade ambiental”, diz a pesquisadora <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/698924/clarice-borges-matos/" target="_blank" rel="noopener">Clarice Borges-Matos</a></strong>, primeira autora dos artigos, que à época estava no Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP) e, atualmente, está na Escola Politécnica (Poli) da USP.</p>
<p><strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/auxilios/94876/areas-prioritarias-para-compensacao-de-reserva-legal-pesquisa-para-o-desenvolvimento-de-uma-ferramen/" target="_blank" rel="noopener">Apoiada</a></strong> pela FAPESP por meio do Programa BIOTA e de bolsas (<strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/bolsas/179376/a-compensacao-ambiental-como-mecanismo-de-conservacao-dos-metodos-ao-teste-de-cenarios-baseados-no/?q=17/26684-4" target="_blank" rel="noopener">17/26684-4</a></strong> e <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/bolsas/184313/caminhos-para-a-intensificacao-ecologica-atraves-da-restauracao-e-da-certificacao-agricola/" target="_blank" rel="noopener">18/22881-2</a></strong>), a pesquisa é parte do doutorado de Borges-Matos, sob a orientação do professor <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/288/jean-paul-walter-metzger/" target="_blank" rel="noopener">Jean Paul Metzger</a></strong>, que também assina os dois artigos.</p>
<p>“A tese foi focada em como medir a equivalência ecológica e mostrar a possibilidade de fazer uma compensação usando esses critérios. Ao levar a equivalência em consideração, as áreas a serem compensadas terão similaridade com as originalmente devastadas, tanto em biodiversidade como em serviços ecossistêmicos. Por exemplo, se uma mata oferecia o serviço de polinização, é preciso que ele continue existindo em áreas a serem compensadas. A equivalência deve ser tanto em termos de composição de espécies quanto de função ecológica”, explica Metzger à <strong>Agência FAPESP</strong>.</p>
<p><strong>A legislação</strong></p>
<p>A Lei de Proteção da Vegetação Nativa, conhecida como novo Código Florestal, estabelece regras para uso da terra e proteção ambiental dentro de propriedades privadas, as chamadas reservas legais. Exige que uma parte da área rural seja mantida com vegetação nativa, sem prejuízo da aplicação das normas sobre as Áreas de Preservação Permanente.</p>
<p>Nos Estados da Amazônia Legal, é obrigatório manter a cobertura de vegetação em 80% da área dos imóveis situados na floresta, em 35% no Cerrado e 20% em campos gerais – o mesmo porcentual para o restante do país.</p>
<p>Os déficits na extensão da reserva legal devem ser compensados por meio de proteção da vegetação existente em outra propriedade ou restauração. A única exigência ambiental é que a compensação seja realizada dentro do mesmo bioma onde há o déficit.</p>
<p>Em 2018, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pela equivalência ecológica de espécies e ecossistemas específicos em negociações de compensação de reserva legal. Em um novo julgamento, cinco anos depois, estabeleceu que a equivalência deveria ser estendida a todas as formas de compensação presentes na lei. Essa exigência, no entanto, foi questionada sob argumentos como: falta de definição das formas de mensurar a equivalência ecológica e dos níveis de equivalência a serem buscados.</p>
<p>Em 2024, o <strong><a href="https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=4961436" target="_blank" rel="noopener">STF</a></strong> manteve o bioma como único mecanismo compensatório. Ter apenas esse critério como requerimento ambiental pode levar à implementação das compensações para áreas muito distintas daquelas onde houve a perda de vegetação, já que os biomas brasileiros são muito heterogêneos. Além disso, em algumas regiões, como em São Paulo, é possível que toda ou a maior parte das áreas compensadas fique em excedentes de reserva legal, ou seja, vegetação já existente, com pouca restauração.</p>
<p>A equivalência ecológica é importante não só para assegurar ambientes e recursos aos animais e plantas nativas como para proteger fontes e cursos d’água, conter erosões, além da manutenção de outros serviços ecossistêmicos, entre eles a polinização natural, indispensável para boa parte da agricultura.</p>
<p>“A restauração ecológica tem sido vista como uma questão funcional, não apenas de área. Na hierarquia da mitigação [um esquema aplicado para controlar impactos de empreendimentos sobre o meio ambiente], se não conseguimos evitar o dano, é necessário minimizá-lo e compensá-lo com impacto positivo. Nesse sentido, métricas como essas são muito úteis e poderão ser usadas de várias formas”, completa Metzger, que estuda o tema há anos e participou como autor principal da Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES, na sigla em inglês).</p>
<p>O Brasil reafirmou recentemente a meta estabelecida no Acordo de Paris de restaurar pelo menos 12 milhões de hectares de florestas até 2030 – uma área pouco menor que o território do Amapá. Em outubro de 2024, lançou a revisão do Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg), que define diretrizes para acelerar e dar escala à restauração.</p>
<p>De acordo com a rede <strong><a href="https://brasil.mapbiomas.org/wp-content/uploads/sites/4/2024/07/Fact_Degradacao_05.07_v5_06h15.pdf" target="_blank" rel="noopener">MapBiomas</a></strong>, o Brasil teve entre 11% e 25% de sua vegetação nativa suscetível à degradação entre 1986 e 2021 – correspondente a uma área que varia de 60,3 milhões de hectares a 135 milhões de hectares. A Amazônia, por exemplo, somente no ano passado teve a maior área degradada dos últimos 15 anos por causa do aumento dos incêndios. Enquanto no desmatamento a vegetação é totalmente cortada, na degradação há perda gradual, decorrente do fogo, da remoção de árvores selecionadas e dos efeitos das mudanças climáticas.</p>
<p><strong>Na prática</strong></p>
<p>Ao aplicar o método na Mata Atlântica em São Paulo, os pesquisadores concluíram que as regiões mais próximas à costa (sul do Estado) apresentaram atributos com valores mais positivos em termos ambientais e maior heterogeneidade espacial do que as áreas do interior (noroeste), com padrão oposto.</p>
<p>Para a seleção dos atributos de equivalência ecológica foram analisados dados que incluem desde a variedade de espécies de pássaros, anfíbios e árvores até a cobertura florestal e estoque de carbono. Os atributos são inseridos individualmente, permitindo várias análises. E os atributos selecionados são apresentados de forma separada, garantindo transparência e entendimento do que será compensado.</p>
<p>Borges-Matos iniciou os estudos de sua tese fazendo uma revisão bibliográfica sobre as métricas de equivalência ecológica utilizadas em compensações ambientais já desenvolvidas e propostas até 2023. O resultado foi <strong><a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s00267-023-01858-1" target="_blank" rel="noopener">publicado</a></strong> na revista <em>Environmental Management</em>.</p>
<p>No ano em que a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) é realizada pela primeira vez na Amazônia, os resultados obtidos na pesquisa ganham ainda mais importância, pois podem ampliar o entendimento de que a integração da equivalência ecológica em negociações traz benefícios sociais, econômicos e ambientais. Além de conservar a biodiversidade e retornar serviços ecossistêmicos perdidos, contribuem para mitigação e adaptação aos efeitos das mudanças climáticas, com benefícios para comunidades locais e produtores rurais, avaliam os cientistas.</p>
<p>Os artigos <em>A new methodological framework to assess ecological equivalence in compensation schemes</em> e <em>Combining protection and restoration strategies enables cost-effective compensation with ecological equivalence in Brazil</em> podem ser lidos, respectivamente, em <strong><a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2665972725000169?via%3Dihub#bib58" target="_blank" rel="noopener">www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2665972725000169?via%3Dihub#bib58</a></strong> e <strong><a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0195925525001192" target="_blank" rel="noopener">www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0195925525001192</a></strong>.</p><p>The post <a href="https://biotasintese.iea.usp.br/ferramenta-identifica-areas-ecologicamente-equivalentes-para-orientar-projetos-de-restauracao/">Ferramenta identifica áreas ecologicamente equivalentes para orientar projetos de restauração</a> first appeared on <a href="https://biotasintese.iea.usp.br">BIOTA Síntese</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Biota Síntese lança duas notas técnicas</title>
		<link>https://biotasintese.iea.usp.br/biota-sintese-lanca-duas-notas-tecnicas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Rezende]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Dec 2024 13:41:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Divulgação científica]]></category>
		<category><![CDATA[Polinização]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas públicas]]></category>
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					<description><![CDATA[]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="wpb-content-wrapper"><div class="vc_row wpb_row row top-row wpb_custom_034b39d9bc6c6b310d69e39f0ccf274f"><div class="vc_column_container col-md-12"><div class="wpb_wrapper vc_column-inner">
	<div class="wpb_text_column wpb_content_element wpb_custom_7c91d232724f73626cc933bd95b25ff0" >
		<div class="wpb_wrapper">
			<p><em>O Programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) e o Serviço de Polinização no estado de São Paulo são os temas das novas notas técnico-científicas publicadas pelo centro de síntese</em></p>
<p>por Pedro A. Duarte*</p>
<p>No dia 4 de dezembro, pesquisadores do <strong>Biota Síntese</strong> lançaram duas notas técnico-científicas na sede da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (SEMIL). Intitulada <em><a href="https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/1486">Pagamentos por Serviços Ambientais: Teoria e Prática</a> </em>é a quarta nota da série e foi escrita por pesquisadores da USP. Já a nota <a href="https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/1490"><em>Potencial do Serviço Ecossistêmico de Polinização no estado de São Paulo</em></a> foi escrita por pesquisadores da USP, UFBA, UFSCar, Embrapa Meio Ambiente. Ambas foram realizadas em uma co-produção e e co-autoria com a equipe técnica da SEMIL, e editadas pelo Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP.</p>
<p>A nota técnico-científica <em>Pagamentos por Serviços Ambientais: Teoria e Prática</em> oferece um panorama geral sobre o tema. O documento, apresentado no evento por Patricia Ruggiero, traz a definição de um Pagamento por Serviço Ambiental (PSA), ou seja, iniciativas que possibilitam a remuneração direta (em moeda ou ativos como equipamentos e infraestrutura)  de proprietários ou usuários de recursos naturais em troca da manutenção ou adoção de um determinado uso ou manejo que favoreça a conservação desses recursos. Além disso, o material também explica os componentes básicos de um PSA trazendo os pontos cruciais no desenho e operação deste tipo de política pública.</p>
<p>Já a nota <em>Potencial do Serviço Ecossistêmico de Polinização no Estado de São Paulo</em> iniciou sua elaboração em uma reunião de síntese em 25 de junho. Apresentada por Eduardo Moreira, a quinta nota técnico-científica da série do <strong>Biota Síntese</strong> tem como objetivo apresentar um modelo de provisão potencial de polinização considerando a localização de cultivos e áreas de vegetação nativa. Desenvolvido no âmbito do projeto, este modelo é baseado na conexão entre oferta, fluxo e demanda &#8211; ou seja, respectivamente: a quantidade e diversidade de polinizadores ofertados por ambientes nativos; a movimentação desses polinizadores pela paisagem; e o número de flores nos campos de cultivo multiplicada pela carga de pólen necessária para polinizar completamente cada flor. Além disso, o modelo promove uma valoração do serviço de polinização no estado. O documento ainda propõe janelas de oportunidades nas políticas estaduais, ou seja, programas que podem se valer do modelo apresentado para embasar suas políticas públicas.</p>
<p>O evento contou com a presença do subsecretário do Meio Ambiente, Jônatas Souza da Trindade, que recebeu as notas técnicas de Rafael Chaves, vice-diretor do <strong>Biota Síntese</strong> e ecólogo especialista em meio ambiente da SEMIL. Danilo Boscolo, autor sênior da nota técnica de polinização, e Carlos Joly, coordenador de comunicação do programa, também estiveram presentes no evento. Ambas as notas técnico-científicas estão disponíveis na aba <a href="https://biotasintese.iea.usp.br/products/">Produtos do site do <strong>Biota Síntese</strong></a>.</p>
<p><strong>Leia também:</strong></p>
<p>Investing.com: <a href="https://br.investing.com/news/commodities-news/pesquisa-aponta-ganhos-agricolas-bilionarios-com-restauracao-de-vegetacao-nativa-em-sp-1410752">Pesquisa aponta ganhos agrícolas bilionários com restauração de vegetação nativa em SP</a><br />
Revista Veja: <a href="https://veja.abril.com.br/agenda-verde/restauracao-do-bioma-pode-ate-dobrar-a-producao-agricola/">Restauração de biomas pode até dobrar a produção agrícola</a><br />
Globo Rural: <a href="https://globorural.globo.com/especiais/um-so-planeta/noticia/2024/12/recomposicao-de-vegetacao-nativa-pode-gerar-r-42-bilhoes-na-producao-agricola-de-sp.ghtml">Recomposição de vegetação nativa pode gerar R$ 4,2 bilhões na produção agrícola de SP</a></p>
<p>* <strong>Pedro A. Duarte</strong> é formado em Jornalismo pela FAAP. Está cursando a pós-graduação em Jornalismo Científico pelo Labjor Unicamp e faz estágio no Biota Síntese por meio da bolsa Mídia Ciência de Jornalismo Científico concedida pela FAPESP.</p>

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		<title>São Paulo debate estratégias para promover a resiliência climática no Estado</title>
		<link>https://biotasintese.iea.usp.br/sao-paulo-debate-estrategias-para-promover-a-resiliencia-climatica-no-estado/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Rezende]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Nov 2024 14:19:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Políticas públicas]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Agência FAPESP* –Maria Fernanda Ziegler &#124; Agência FAPESP – O Plano Estadual de Adaptação e Resiliência Climática (PEARC) de São Paulo foi apresentado para a comunidade científica na última terça-feira (12/11). O evento, organizado pelo Programa BIOTA-FAPESP, teve o intuito de discutir, sobretudo, as ações referentes à conservação da biodiversidade no novo plano. Coordenado pela [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Agência FAPESP* –Maria Fernanda Ziegler | Agência FAPESP – O Plano Estadual de Adaptação e Resiliência Climática (PEARC) de São Paulo foi apresentado para a comunidade científica na última terça-feira (12/11). O evento, organizado pelo Programa BIOTA-FAPESP, teve o intuito de discutir, sobretudo, as ações referentes à conservação da biodiversidade no novo plano.</p>
<p>Coordenado pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), o plano está sob consulta pública até 20 de dezembro. O objetivo é coletar contribuições da sociedade para a definição de ações a serem realizadas nos próximos dez anos.</p>
<p>&#8220;Temos tentado elaborar a estratégia climática do Estado de São Paulo em dois eixos: um de mitigação [com o Plano de Ação Climática, de 2022] e, agora, outro para adaptação e resiliência climática. Dentro deste último, lançamos a consulta pública do PEARC, pois queremos estabelecer um processo centrado na escuta ativa. Estamos na FAPESP para apresentar o plano à comunidade acadêmica e abrir o diálogo para entender, aprimorar e monitorar as 49 ações e 126 subações de uma forma organizada e com governança&#8221;, afirmou Natália Resende, secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo.</p>
<p>A intenção é que o plano seja um instrumento que organiza e orienta as medidas e ações de adaptação aos efeitos das mudanças climáticas no Estado de São Paulo, a fim de contribuir para a promoção da justiça climática e a implementação de infraestruturas mais resilientes e menos impactantes para o enfrentamento de desafios atuais e futuros.</p>
<p>Resende explicou que, para produzir o documento, as equipes da secretaria e parceiros partiram da identificação das principais ameaças climáticas e dos problemas causados por elas para propor ações e subações que buscam melhorar a capacidade de adaptação e resiliência climática no Estado.</p>
<p>“Acho essencial reafirmar o apoio da FAPESP para a implantação e execução desse plano organizado pela Semil. Esse tipo de iniciativa tem de ser coordenado pelo Estado, pois implica um amplo leque de ações envolvendo todos os setores da sociedade: governo estadual, governos municipais, universidades, institutos de pesquisa, agências, empresas. Mas a participação da comunidade científica é central, sobretudo pela sua capacidade de gerar soluções inovadoras por meio da pesquisa científica que necessariamente deve envolver a cooperação de empresas e entidades da sociedade civil”, afirmou o presidente da FAPESP, Marco Antonio Zago.</p>
<p>Entre os principais problemas e riscos identificados durante a elaboração do plano estão os efeitos da elevação da temperatura do ar e do oceano, da alteração na frequência, duração e intensidade das chuvas, das ressacas, das estiagens e secas intensas, das ondas de calor e dos ventos intensos.</p>
<p>Com isso, o plano foi estruturado em quatro eixos temáticos (saúde única, biodiversidade, segurança hídrica e segurança alimentar nutricional) e um eixo geográfico (zona costeira). &#8220;Além disso, o plano é composto por um eixo transversal – justiça climática – e um eixo estruturante, focado na infraestrutura&#8221;, explicou Cristina Azevedo, da Coordenadoria de Planejamento Ambiental da Semil.</p>
<p>“As medidas de adaptação têm de evitar a má adaptação climática. Ou seja, uma medida de adaptação não pode reforçar, por exemplo, uma injustiça histórica ambiental. Da mesma forma, infraestruturas mais resilientes têm de aguentar as mudanças climáticas, mas não podem impactar ainda mais a natureza. A ideia, portanto, é ter no plano medidas incrementais e transformacionais que levem a um Estado mais resiliente e leve a uma justiça ambiental para todos&#8221;, comentou Azevedo.</p>
<p><strong>Biodiversidade é chave</strong></p>
<p>A apresentação do PEARC foi também uma oportunidade para que cientistas que integram o Programa BIOTA-FAPESP – um dos mais longevos da Fundação e que há mais de 20 anos influencia a formulação de políticas públicas sobre biodiversidade – pudessem fazer comentários e contribuir com questionamentos sobre a estrutura do plano e as ações planejadas.</p>
<p>&#8220;O clima já mudou. Secas, queimadas, inundações e ondas de calor estão entre os indícios dessas mudanças, que sentimos na pele com perdas de vidas e de infraestrutura. As ações de mitigação não são suficientes para deixar o planeta em uma zona de conforto [com aumento da temperatura limitado a 1,5°C em relação à era pré-industrial]. Ou seja, só mitigação não basta, temos de nos adaptar às mudanças climáticas”, disse Jean Paul Metzger, membro do comitê científico do BIOTA-FAPESP.</p>
<figure id="attachment_1503" aria-describedby="caption-attachment-1503" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-1503 size-medium" src="https://biotasintese.iea.usp.br/wp-content/uploads/2024/11/biota-cred-danielantonio-cristina-metzger-gabriela-jonatas-1-de-1-300x176.jpg" alt="" width="300" height="176" /><figcaption id="caption-attachment-1503" class="wp-caption-text">Da esquerda para a direita: Cristina Azevedo, Jean Paul Metzger, Gabriela Di Giulio e Jônatas Souza da Trindade (foto: Daniel Antônio/Agência FAPESP)</figcaption></figure>
<p>No entanto, de acordo com Metzger, a não inclusão da biodiversidade e das soluções baseadas na natureza como um eixo transversal, que perpassa por todos os outros, é uma inconsistência do PEARC.</p>
<p>“Sistemas mais biodiversos são mais resilientes e, quando se pensa em resiliência de sistemas socioecológicos, certamente a sociobiodiversidade é central. Portanto, ao mesmo tempo em que a biodiversidade é impactada pelas mudanças climáticas, ela serve como um elemento básico de resiliência e de adaptação climática”, afirmou o pesquisador.</p>
<p>“Embora a biodiversidade não esteja como um eixo transversal do PEARC, ao olhar as ações e subações elencadas no plano é possível notar que ela é central”, completou.</p>
<p>Metzger também falou sobre a importância de compatibilizar as agendas do clima, olhando financiamentos que sinergicamente beneficiem clima e biodiversidade. “Isso é crucial para que de fato haja um plano de adaptação que se alie e converse com o Plano de Ação Climática [focado em mitigação] e com os nossos planejamentos de conservação da biodiversidade”, afirmou.</p>
<p>Justiça climática</p>
<p>Metzger também é pesquisador responsável do Núcleo de Análise e Síntese de Soluções Baseadas na Natureza (BIOTA Síntese). O projeto, financiado pela FAPESP, visa apoiar o Estado de São Paulo no desenvolvimento de políticas públicas socioambientais relacionadas à sustentabilidade agrícola, restauração ecológica, controle de zoonoses e prevenção de doenças em áreas urbanas, considerando soluções essencialmente baseadas na natureza.</p>
<p>Gabriela Di Giulio, pesquisadora do BIOTA Síntese, destacou a importância de o foco do PEARC ser na justiça climática. “É preciso entender que a justiça é permeada ou influenciada por comportamentos individuais, por interações sociais, mas sobretudo por cenários institucionais. O filósofo Amartya Sen afirma que a justiça está interligada com a realização social e que ela depende diretamente da qualidade das instituições e das consequências que essas instituições geram”, ressaltou.</p>
<p>Dessa forma, Di Giulio, que também é membro do comitê científico do BIOTA-FAPESP, defendeu ser fundamental olhar para as 49 ações e 216 subações do PEARC, não só no que diz respeito a quão significativas elas são dentro de sua constituição, mas também em relação ao efeito dessas ações na vida das pessoas – principalmente as mais vulneráveis e que historicamente sofrem mais com a carga climática e ambiental.</p>
<p>“As instituições, a política e as ações têm efeitos importantíssimos na vida dessas pessoas, podendo minimizar ou agravar os danos e perdas, bem como o sofrimento social&#8221;, afirmou.</p>
<p>Da plateia vieram questionamentos interessantes. Eliseth Leão, do Centro de Ensino e Pesquisa Albert Einstein, lembrou da necessidade de incluir saúde mental no plano. “Quando se fala em saúde única a gente tem um viés muito grande de pensar em doença – nas arboviroses e nas zoonoses – e isso não cobre tudo o que precisa. Então fica a provocação, pois não vi contempladas no PEARC a questão da ansiedade climática e nem a da saúde mental. Como podemos incluir os dois temas nesse debate, pois é algo que eu tenho observado no hospital o tempo todo?&#8221;, alertou.</p>
<p>O debate pode ser assistido na íntegra em: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=sNdK32al-NQ">www.youtube.com/watch?v=sNdK32al-NQ</a>.</p><p>The post <a href="https://biotasintese.iea.usp.br/sao-paulo-debate-estrategias-para-promover-a-resiliencia-climatica-no-estado/">São Paulo debate estratégias para promover a resiliência climática no Estado</a> first appeared on <a href="https://biotasintese.iea.usp.br">BIOTA Síntese</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Participe da consulta pública ao Plano Estadual de Adaptação e Resiliência Climática de São Paulo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Rezende]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Nov 2024 13:56:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Políticas públicas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Comunidade do Programa/Biota é convidada para discutir e contribuir no eixo biodiversidade. A consulta pública fica aberta até 20 de dezembro de 2024. O Plano Estadual de Adaptação e Resiliência Climática de São Paulo (PEARC) tem como meta preparar o estado para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas. O Plano faz parte de um conjunto [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Comunidade do Programa/Biota é convidada para discutir e contribuir no eixo biodiversidade. A consulta pública fica aberta até 20 de dezembro de 2024.</em></p>
<p>O Plano Estadual de Adaptação e Resiliência Climática de São Paulo (PEARC) tem como meta preparar o estado para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas. O Plano faz parte de um conjunto de leis e ações que visam estruturar e promover a estratégia de enfrentamento às mudanças climáticas em São Paulo e, desde o início de novembro de 2024, está aberto para consulta pública. A comunidade do Programa Biota foi convidada para discutir e contribuir com todo o Plano e, em especial, para o eixo biodiversidade. O convite foi apresentado no dia 12 de novembro em um <a href="https://www.youtube.com/live/sNdK32al-NQ?si=19NZ2NUdsrfFCzRL">evento realizado em parceria entre a Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (SEMIL) e a Fapesp</a>.</p>
<p>“A estratégia climática do estado é organizada a partir de dois grandes eixos: um de mitigação que é voltado para o sequestro de carbono e para minimizar a emissão de gases efeito estufa; e o outro de adaptação. O eixo de adaptação é exatamente a elaboração do PEARC”, explica Cristina Azevedo (SEMIL). O PEARC se organiza a partir de 5 eixos temáticos: saúde única, biodiversidade, segurança hídrica, segurança alimentar e nutricional e zona costeira. Conta ainda com o eixo transversal de Justiça Climática e um eixo estruturante voltado à infraestrutura.</p>
<p>Para Jean Paul Metzger, da coordenação do Programa Biota, a biodiversidade poderia ser um eixo transversal do PEARC. “A biodiversidade é impactada pelas mudanças climáticas exigindo, portanto, ações de adaptação e mitigação desses impactos. Ao mesmo tempo, ela desempenha um papel fundamental como elemento de resiliência e adaptação. De certo modo, essa conexão já existe no PEARC, em particular por meio das soluções baseadas na natureza. Tornar a biodiversidade um eixo transversal fortaleceria as relações entre as agendas do clima e da biodiversidade”, reforça Metzger.</p>
<p><strong>Consulta pública e participação social</strong></p>
<p>A consulta pública faz parte da estratégia de participação social prevista no PEARC, que visa a contribuição direta durante todas as etapas do Plano, da sua elaboração e implementação até o monitoramento e avaliação dos resultados alcançados. “No PEARC há um olhar atento à justiça climática e nós esperamos que isso possa trazer resiliência ao território e à população paulista, em especial às populações mais vulnerabilizadas. E esperamos que a consulta pública tenha uma participação efetiva para que possamos terminar o Plano e publicá-lo no próximo ano”, explica Jônatas Souza da Trindade, subsecretário de Meio Ambiente do estado.</p>
<p>A consulta tem como objetivo coletar contribuições da sociedade para definição de ações que serão realizadas nos próximos anos, visto que o PEARC tem um horizonte de atuação de 10 anos. Essas contribuições podem ser no sentido de ajuste, adição ou exclusão das ações ou subações existentes e podem envolver a sinalização sobre a necessidade de execução imediata das subações propostas.</p>
<p>“A ideia de justiça está muito interligada com a realização social e depende diretamente da qualidade das instituições e das consequências que as ações dessas instituições geram” ressalta a pesquisadora Gabriela Di Giulio, da coordenação do Programa Biota. “É fundamental que a gente olhe para essas 40 ações e 216 subações propostas no plano, pois os efeitos dessas ações na vida das pessoas serão extremamente importantes” complementa a pesquisadora.</p>
<p>As contribuições devem ser encaminhadas por meio do site: <a href="https://semil.sp.gov.br/mudancas-climaticas-e-sustentabilidade/plano-estadual-de-adaptacao-e-resiliencia-climatica-pearc/#1730403062097-fbaf4674-420b">https://semil.sp.gov.br/mudancas-climaticas-e-sustentabilidade/plano-estadual-de-adaptacao-e-resiliencia-climatica-pearc/#1730403062097-fbaf4674-420b</a></p><p>The post <a href="https://biotasintese.iea.usp.br/participe-da-consulta-publica-ao-plano-estadual-de-adaptacao-e-resiliencia-climatica-de-sao-paulo/">Participe da consulta pública ao Plano Estadual de Adaptação e Resiliência Climática de São Paulo</a> first appeared on <a href="https://biotasintese.iea.usp.br">BIOTA Síntese</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Restauração de florestas pode gerar benefícios ambientais e crescimento econômico, aponta estudo</title>
		<link>https://biotasintese.iea.usp.br/restauracao-de-florestas-pode-gerar-beneficios-ambientais-e-crescimento-economico-aponta-estudo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Rezende]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Nov 2024 11:15:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas públicas]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A bioeconomia é uma prática que busca a utilização dos recursos biológicos para impulsionar o desenvolvimento econômico, social e ambiental de maneira sustentável. Quando associada a princípios bioeconômicos, a restauração florestal pode gerar novas oportunidades tanto para a recuperação do meio ambiente quanto para o crescimento da economia. Essa é a conclusão de um artigo [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://biotasintese.iea.usp.br/restauracao-de-florestas-pode-gerar-beneficios-ambientais-e-crescimento-economico-aponta-estudo/">Restauração de florestas pode gerar benefícios ambientais e crescimento econômico, aponta estudo</a> first appeared on <a href="https://biotasintese.iea.usp.br">BIOTA Síntese</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A bioeconomia é uma prática que busca a utilização dos recursos biológicos para impulsionar o desenvolvimento econômico, social e ambiental de maneira sustentável. Quando associada a princípios bioeconômicos, a restauração florestal pode gerar novas oportunidades tanto para a recuperação do meio ambiente quanto para o crescimento da economia. Essa é a conclusão de um <strong><a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s11625-024-01573-8" target="_blank" rel="noopener">artigo</a></strong> publicado recentemente na revista <em>Sustainability Science</em>.</p>
<p>“A restauração florestal é entendida hoje como uma das maneiras mais viáveis e eficazes de enfrentar as mudanças climáticas antropogênicas”, diz <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/713881/pedro-medrado-krainovic" target="_blank" rel="noopener">Pedro Krainovic</a></strong>, primeiro autor do estudo e <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/bolsas/204002/restauracao-de-paisagens-florestais-e-economia-de-base-florestal/" target="_blank" rel="noopener">bolsista</a></strong> de pós-doutorado da FAPESP no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP). “Quando feita com espécies nativas, traz múltiplas externalidades positivas [efeitos indiretos de uma atividade], com alta capacidade de impacto socioeconômico. E, o melhor, com a oferta dessas externalidades por um longo prazo.”</p>
<p>Segundo os autores, uma das maneiras pelas quais a restauração florestal pode trazer retorno financeiro é por meio de florestas multifuncionais. Quando os serviços de regulação e manutenção são bem providos nessas florestas, é possível promover a comercialização de créditos de carbono ou de outros bens, como madeira nativa. Também é possível obter produtos biotecnológicos para fármacos e cosméticos, além de outros produtos florestais não madeireiros.</p>
<p>No estudo, conduzido no âmbito do <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/auxilios/109281/biota-sintese-nucleo-de-analise-e-sintese-de-solucoes-baseadas-na-natureza/" target="_blank" rel="noopener">Núcleo de Análise e Síntese de Soluções Baseadas na Natureza</a></strong> (<strong><a href="https://biotasintese.iea.usp.br/pt/" target="_blank" rel="noopener">BIOTA Síntese</a></strong>), os autores apresentam alguns exemplos que quantificam financeiramente os benefícios de projetos mais alinhados com a restauração de florestas.</p>
<p>Em certas partes da floresta amazônica brasileira, os sistemas agroflorestais podem ser mais lucrativos que a pecuária ou o cultivo de soja, ao mesmo tempo em que recuperam funções ecossistêmicas em áreas subutilizadas e degradadas. Ao comparar os lucros, um hectare de pasto gera entre US$ 60,00 e US$ 120,00 por ano, enquanto o cultivo de soja tem seus ganhos sofrendo flutuações entre US$ 104,00 e US$ 135,00 (às vezes tendo resultados negativos). Por outro lado, dados da pesquisa indicam que a colheita de produtos não madeireiros em sistemas agroflorestais pode gerar um lucro anual que varia entre US$ 300,00 e US$ 650,00 por hectare.</p>
<p>Mas os autores alertam que, quando se levanta a possibilidade de explorar áreas restauradas, é preciso estudar maneiras para que essa exploração não faça com que o trabalho de restauro volte à estaca zero. Ainda não há um coeficiente técnico que indique como atingir o equilíbrio entre a exploração e o restauro. Por isso, os pesquisadores defendem a necessidade da regulação do processo produtivo. O manejo de espécies nativas e de serviços ecossistêmicos específicos oferecidos por essas espécies em ambientes biodiversos ainda precisa ser mais bem estudado. &#8220;É difícil medir a quantidade exata dos benefícios que essas florestas restauradas podem trazer na regulação do clima, preservação do solo e no provisionamento de outros serviços, o que não tem entrado na equação hoje”, pondera Krainovic.</p>
<p>Outro desafio apontado pelo autor é o próprio mercado de produtos naturais que, atualmente, tem como sua principal base algumas espécies exóticas e não arbóreas consideradas <em>commodities</em>, isto é, são produzidas em larga escala, comercializadas internacionalmente e envolvem processos técnicos e tecnológicos de produção já muito conhecidos.</p>
<p>&#8220;Isso diminui a competitividade, por exemplo, de um produto florestal de uma árvore nativa da restauração frente aos produtos de madeiras exóticas já estabelecidas no mercado&#8221;, exemplifica o pesquisador. &#8220;Outro aspecto a ser considerado é a aceitação do novo produto por consumidores já habituados com a oferta existente. Por isso é preciso pensar em incentivos e regulamentações que aumentem o potencial de competição desses novos produtos com os que já são comumente produzidos.”</p>
<p>Por fim, os autores reforçam que estão apontando mais uma alternativa para se pensar a restauração florestal. “Lançamos o termo restauração florestal bioeconômica com o objetivo de ressaltar que, mesmo com a necessidade urgente de adicionar valor à floresta em pé, a biodiversidade e o uso de espécies nativas são essenciais, sem esquecer do relacionamento com os povos que ocupam os territórios e da necessidade de incentivo público e privado numa conjunção de fatores necessários para a adaptação climática”, pontua Krainovic.</p>
<p>O artigo enfatiza que a restauração bioeconômica é um caminho promissor e urgente, mas requer a colaboração entre os setores público e privado, ao lado das comunidades locais, além de um comprometimento com a biodiversidade e o uso de espécies nativas.</p>
<p>“Esse estudo fornece um guia claro de como a restauração florestal pode contribuir tanto para o desenvolvimento socioecológico quanto para as soluções baseadas na natureza de forma a mitigar os impactos das mudanças climáticas globais”, explica Sergio de Miguel, autor correspondente do artigo e chefe do grupo global de pesquisas sobre ecossistemas do Centro Tecnológico Florestal da Catalunha (CTFC).</p>
<p>O artigo <em>Current constraints to reconcile tropical forest restoration and bioeconomy</em> pode ser lido em: <strong><a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s11625-024-01573-8" target="_blank" rel="noopener">https://link.springer.com/article/10.1007/s11625-024-01573-8</a></strong>.</p>
<p><em>Por <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/730245/pedro-alves-duarte" target="_blank" rel="noopener">Pedro A. Duarte</a></strong>, publicado na Agência Fapesp. Pedro é <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/bolsas/215317/nucleo-de-analise-e-sintese-de-solucoes-baseadas-na-natureza-biota-sintese/" target="_blank" rel="noopener">bolsista</a></strong> de jornalismo científico da FAPESP vinculado ao projeto BIOTA Síntese.</em></p>
<p><span style="font-size: 10px;"><em>* <a href="https://br.freepik.com/fotos-gratis/vista-lateral-mulher-segurando-uma-pequena-planta-nos-bracos_8797550.htm#fromView=search&amp;page=1&amp;position=12&amp;uuid=affe9c86-8d88-4847-8885-0c04ae77cf54">Imagem de freepik</a></em></span></p><p>The post <a href="https://biotasintese.iea.usp.br/restauracao-de-florestas-pode-gerar-beneficios-ambientais-e-crescimento-economico-aponta-estudo/">Restauração de florestas pode gerar benefícios ambientais e crescimento econômico, aponta estudo</a> first appeared on <a href="https://biotasintese.iea.usp.br">BIOTA Síntese</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Pesquisadores do Biota Síntese participam de podcast</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Rezende]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Oct 2024 13:16:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Divulgação científica]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas públicas]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde urbana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Publicado em 10 de outubro, o 180º episódio do podcast Oxigênio, iniciativa do Labjor Unicamp, teve como tema as Soluções Baseadas na Natureza. Em conversa com o diretor do Biota Síntese, Jean Paul Metzger, o programa explicou o que define essa prática, além de trazer as origens do conceito. Já os pesquisadores Gabriela Marques di [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Publicado em 10 de outubro, o 180º episódio do podcast <em>Oxigênio</em>, iniciativa do Labjor Unicamp, teve como tema as Soluções Baseadas na Natureza. Em conversa com o diretor do <strong>Biota Síntese</strong>, Jean Paul Metzger, o programa explicou o que define essa prática, além de trazer as origens do conceito. Já os pesquisadores Gabriela Marques di Giulio, Luara Tourinho e Pedro Krainovic foram entrevistados para trazer exemplos de aplicações de SBNs no contexto das cidades, da agricultura e da restauração florestal, respectivamente. O episódio também teve a participação do vice-diretor do <strong>Biota Síntese</strong>, Rafael Chaves, explicando como as SBNs são elaboradas pelo poder público.</p>
<p>Produzido por Pedro A. Duarte, o episódio está disponível nos principais agregadores de áudio e no <a href="https://www.oxigenio.comciencia.br/180-solucoes-baseadas-na-natureza/">website do programa </a><a href="https://www.oxigenio.comciencia.br/180-solucoes-baseadas-na-natureza/"><em>Oxigênio</em></a>.</p><p>The post <a href="https://biotasintese.iea.usp.br/pesquisadores-do-biota-sintese-participam-de-podcast/">Pesquisadores do Biota Síntese participam de podcast</a> first appeared on <a href="https://biotasintese.iea.usp.br">BIOTA Síntese</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Pesquisas do Biota Síntese embasaram mecanismos de financiamento para a ação climática de São Paulo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Rezende]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Aug 2024 12:14:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cientistas do projeto financiado pela Fapesp auxiliaram no desenvolvimento da estratégia que usa finanças combinadas para promover a restauração e a conservação de ecossistemas no Estado Lançado em junho pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de São Paulo (Semil), o programa Finaclima-SP busca financiar ações de restauração de ecossistemas no Estado. Foi proposto [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Cientistas do projeto financiado pela Fapesp auxiliaram no desenvolvimento da estratégia que usa finanças combinadas para promover a restauração e a conservação de ecossistemas no Estado</em></p>
<p>Lançado em junho pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de São Paulo (Semil), o programa <a href="https://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/decreto/2024/original-decreto-68577-05.06.2024.html">Finaclima-SP</a> busca financiar ações de restauração de ecossistemas no Estado. Foi proposto para facilitar a captação e a gestão de recursos financeiros utilizados em ações de mitigação de emissões de gases de efeito estufa e para apoiar a implementação do Plano de Ação Climática (PAC) e do Plano Estadual de Adaptação e Resiliência Climática (Pearc). A criação desse instrumento, assim como de parte dos dois planos, teve como base pesquisas desenvolvidas no Núcleo de Análise e Síntese de Soluções Baseadas na Natureza da Universidade de São Paulo (USP), o Biota Síntese, <a href="https://bv.fapesp.br/pt/auxilios/109281/biota-sintese-nucleo-de-analise-e-sintese-de-solucoes-baseadas-na-natureza/">financiado pela FAPESP</a> por meio do programa Centros de Ciência para o Desenvolvimento (CCDs), dentro do Programa Biota/Fapesp.</p>
<p>Instituído pelo Decreto 68.577/24, o Finaclima-SP permite a combinação de recursos públicos e privados. Essa estratégia, conhecida como finanças combinadas (blended finance), é reconhecida como o meio mais eficiente de atrair capital privado dentro de um ambiente sob a tutela do Estado, aumentando o montante do orçamento para projetos de restauração e conservação de ecossistemas. Apesar de proporcionarem diversos benefícios ambientais e sociais, os projetos de restauração têm um alto custo e demandam tempo para alcançar os retornos esperados, o que torna o financiamento pouco atrativo para a iniciativa privada.</p>
<p>“Quando se faz um financiamento para a restauração de ecossistemas, o custo é muito caro”, comenta Fernando Henrique de Sousa, especialista em instrumentos econômicos para conservação e restauração e pós-doutorando na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP). “Então a proposta é juntar esses capitais, recursos públicos com recursos filantrópicos [por exemplo de ONGs ou de fundos filantrópicos] e de organismos multilaterais [como o Banco Mundial], bem como investidores privados, diminuindo os possíveis riscos.”</p>
<p>No <a href="https://www.biota.org.br/biota-sintese-faz-sua-primeira-contribuicao-em-politicas-publicas/">âmbito do projeto BIOTA Síntese</a>, os pesquisadores estudaram arranjos possíveis de serem implementados como política pública de forma a viabilizar a prática de finanças combinadas para captar recursos para a restauração.</p>
<p>“Fomos atrás de estudar as fontes potenciais de financiamento”, conta Sousa. “Então elencamos mais de 20 fontes internacionais e nacionais que poderiam apoiar a restauração no Estado de São Paulo, por exemplo, fundos do BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] específicos para restauração e até fundos internacionais que têm essa pauta da restauração como parte do seu bojo.”</p>
<p>Os pesquisadores perceberam que a regulamentação era um gargalo para viabilizar esse tipo de financiamento. “Quando se começou a discutir a estratégia de Pagamento por Serviços Ambientais [PSA] no Estado de São Paulo, o grupo liderado pela [engenheira agrônoma] Helena Carrascosa, da Semil, viu a possibilidade de ter um mecanismo de financiamento que fosse além do PSA”, lembra o ecólogo <a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/288/jean-paul-walter-metzger">Jean Paul Metzger</a>, que é professor do Instituto de Biociências (IB) da USP e diretor científico do BIOTA Síntese.</p>
<p>As discussões de financiamento para o PSA foram ampliadas com a proposta de implementar a lógica das finanças combinadas para apoiar a restauração no Estado de São Paulo. “Nessas sessões de síntese, desenhamos uma arquitetura de como deveria ser essa governança de maneira mais transparente, isonômica e que pudesse dar conta do desafio que é fazer blended finance no caso do Estado de São Paulo”, relata Sousa. A Nota Técnica, produzida pelo BIOTA Síntese, serviu como uma proposta para a Semil, que por sua vez contratou a assessoria jurídica da Fundação Instituto de Administração (FIA) para ajudar a delinear um texto para o decreto.</p>
<p>O novo instrumento também vai ao encontro do <a href="https://www.unep.org/pt-br/resources/marco-global-de-biodiversidade-de-kunming-montreal">Marco Global da Biodiversidade</a>, publicado em 2022, que estipula a prática das finanças combinadas como um mecanismo de captação de recursos. Para Sousa, que contribuiu no âmbito do BIOTA Síntese com o levantamento e a análise de informações que embasaram a criação do Finaclima-SP, o ponto principal do novo mecanismo é criar a figura do gestor técnico dos recursos.</p>
<p>“O Estado vai abrir licitações para convidar entidades a atuar na gestão desses recursos. Só que ele tem uma governança pública formada por atores do Estado, atores da sociedade civil e atores do mercado”, explica. “Todo esse mecanismo é para fazer cumprir o interesse público da restauração e da conservação no Estado, de forma a atingir as metas do Plano de Ação Climática, que prevê 1,5 milhão de hectares sendo restaurados.”</p>
<p>O retorno dos investimentos está atrelado às diversas formas de fazer restauração. “Uma coisa que a gente trabalha muito no BIOTA Síntese é a lógica de florestas multifuncionais, que também são produtivas”, explica Sousa. “Você pode ter sistemas agroflorestais e sistemas de vegetação nativa com o uso econômico dentro dessa lógica.”</p>
<p><strong>Esforços de coprodução</strong><br />
A criação do Finaclima-SP teve seu início em 2022, momento em que pesquisadores e técnicos da Semil uniam esforços para contribuir com a elaboração do Plano de Ação Climática. “A demanda principal era promover a captura de carbono por meio do <a href="https://semil.sp.gov.br/sma/programa-refloresta-sp/">Refloresta-SP</a>, além da meta de 1,5 milhão de hectares a serem restaurados usando o Código Florestal”, lembra Metzger. “Além de implementar o Código Florestal no Estado, como poderíamos, por meio de estímulos econômicos, estimular a economia florestal de forma a ir além do que é obrigatório por lei?”</p>
<p>A partir de discussões feitas para contribuir com a formulação do PAC e da percepção de que era necessário elaborar uma regulamentação para o financiamento desses programas, os membros do BIOTA Síntese formaram um grupo de trabalho para pesquisar sobre o tema das finanças combinadas.</p>
<p>“Juntamos nossos pesquisadores e mais alguns convidados de organizações parceiras, como The Nature Conservancy, Fundação SOS Mata Atlântica, World Resources Institute e também do BNDES”, recorda Sousa. “Essa é a ferramenta principal do BIOTA Síntese: esse modelo de juntar mentes com diferentes repertórios para pensar de maneira sintética uma proposta para política pública.”</p>
<p>Nas duas reuniões de síntese sobre o tema, a equipe elaborou uma estrutura para a implementação da prática de finanças combinadas, desenhando as finalidades dos recursos e o tipo de captação que o Estado de São Paulo faria junto às organizações multilaterais ou junto ao investimento privado; além de elaborar a proposta do instrumento e sua governança. A proposta de fomentar as finanças combinadas foi apresentada na nota técnica <a href="https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/1315">Restauração de ecossistemas: financiamento por meio de Blended Finance e Fundos de Biodiversidade</a>, assinada por Fernando Henrique Sousa, Rafael Chaves (vice-diretor do BIOTA Síntese e especialista ambiental da Semil) e Alexandre de Gerard Braga (especialista ambiental da Semil).</p>
<p>Após a elaboração de um texto para o decreto elaborado pela FIA a partir da nota técnica, ocorreu uma terceira sessão de síntese em maio de 2024, para apreciar o texto proposto pela consultoria jurídica. Com isso, novas contribuições foram dadas e, então, o decreto do Finaclima-SP foi finalizado.</p>
<p>Segundo Sousa, esse decreto é produto das discussões entre esses pesquisadores. “Acho que, se a gente não tivesse colocado todos esses especialistas juntos para debater, esses insights para tornar a coisa mais operacional e mais efetiva, [o Finaclima SP] não aconteceria. Então acho que esse é um baita destaque do potencial que o BIOTA Síntese traz como aglutinador de conhecimentos da ciência em diversos domínios.”</p>
<p>Metzger reconhece que a proposta principal do projeto é sustentar as demandas, preocupações e necessidades de formulação de políticas públicas colocadas pelos gestores e atores institucionais governamentais. “Como podemos atuar? Estando presentes, encontrando esse matching dos dados com as demandas de política pública. É por meio da atuação nessa interface da ciência com a política, dando credibilidade, sustentação, dados consistentes.”</p>
<p><strong>por Pedro Duarte</strong><br />
<em>Formado em Jornalismo pela FAAP, está cursando a pós-graduação em Jornalismo Científico pelo Labjor Unicamp. Faz estágio no Biota Síntese por meio da bolsa Mídia Ciência de Jornalismo Científico concedida pela FAPESP.</em></p><p>The post <a href="https://biotasintese.iea.usp.br/pesquisas-do-biota-sintese-embasaram-mecanismos-de-financiamento-para-a-acao-climatica-de-sao-paulo/">Pesquisas do Biota Síntese embasaram mecanismos de financiamento para a ação climática de São Paulo</a> first appeared on <a href="https://biotasintese.iea.usp.br">BIOTA Síntese</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Custos e benefícios da restauração da Mata Atlântica ainda são pouco quantificados</title>
		<link>https://biotasintese.iea.usp.br/custos-e-beneficios-da-restauracao-da-mata-atlantica-ainda-sao-pouco-quantificados/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Rezende]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jul 2024 18:13:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Políticas públicas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os custos e benefícios da restauração da Mata Atlântica ainda precisam ser melhor quantificados. Esta foi a conclusão de um novo estudo que contou com a participação de pesquisadores vinculados ao projeto Biota Síntese, vinculado ao Programa Biota/Fapesp, publicado na revista Restoration Ecology da Sociedade Internacional para Restauração Ecológica (SER – Society for Ecology Restoration). [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os custos e benefícios da restauração da Mata Atlântica ainda precisam ser melhor quantificados. Esta foi a conclusão de um novo estudo que contou com a participação de pesquisadores vinculados ao projeto Biota Síntese, vinculado ao Programa Biota/Fapesp, publicado na revista Restoration Ecology da Sociedade Internacional para Restauração Ecológica (SER – Society for Ecology Restoration).</p>
<p>Intitulado “<a href="https://doi.org/10.1111/rec.14161">Custos e benefícios da restauração ainda são pouco quantificados: evidências de uma revisão sistemática da literatura sobre a Mata Atlântica brasileira</a>”, o estudo se valeu de uma revisão sistemática de literatura de artigos publicados em periódicos científicos entre os anos de 2001 a 2021 que abordaram diferentes tipos de restauração florestal em áreas previamente degradadas da Mata Atlântica. Os pesquisadores encontraram apenas quinze artigos sobre o tema com informações acerca dos aspectos econômicos da restauração, além dos dados de quantificação monetária dos custos e benefícios. Dez artigos quantificaram os custos da restauração florestal, enquanto sete quantificaram os benefícios econômicos. Porém, apenas dois artigos detalharam simultaneamente tanto os custos como também os benefícios. Dos quinze artigos levantados, 11 foram publicados entre os anos de 2018 a 2021.</p>
<p>Para Lorenz Schimetka, da Universidade de Wageningen (Holanda) e autor principal do artigo, o estudo mostra que existe uma lacuna de conhecimento científico sobre os custos e benefícios da restauração florestal. “Na Década da ONU da Restauração de Ecossistemas quando governos em todo o mundo assumem (e agem de acordo com) compromissos de restauração florestal, é muito importante saber quanto custa para tentar cumpri-los. Sem essa informação, seria uma jornada rumo ao desconhecido. A mesma coisa se aplica aos benefícios. Por exemplo, da perspectiva do proprietário é interessante saber se há alguma utilidade econômica da terra depois da restauração, se existem incentivos e, em caso afirmativo, quais e quanto representa”, explica Schimetka.</p>
<p>O autor pontua, ainda, que a <a href="https://www.biota.org.br/politica-publica-baseada-em-evidencias-e-foco-de-workshop-do-conexao-mata-atlantica-e-biota-sintese/">Mata Atlântica</a> é um dos chamados hotspots de biodiversidade, ou seja, regiões com níveis altos de biodiversidade que também estão em perigo devido às atividades humanas. Além disso, é também um hotspot de restauração florestal. “A Mata Atlântica é um bioma onde a restauração florestal já foi bem estudada, graças ao trabalho científico incrível que já foi realizado lá. Isso é uma condição prévia necessária para fazer uma revisão sistemática de publicações sobre o tópico”, destaca Schimetka.</p>
<p>Para os autores, o pequeno número de publicações (15) encontradas não seria um problema se essas fossem mais detalhadas na questão dos custos e benefícios. “Com algumas exceções, muitas delas não têm um foco científico no bioma inteiro ou não distinguem os valores econômicos de maneira detalhada, focando, por vezes, em lugares específicos e em valores genéricos, isso mostra que o conhecimento científico sobre a rentabilidade da restauração florestal hoje é limitado (para ser aplicado na prática)”, explica Schimetka.</p>
<p>Os autores também identificaram que os estudos, até o momento, se concentram principalmente nos estados do sudeste, em particular no estado de São Paulo (nove estudos). Minas Gerais contabilizou dois estudos, Espírito Santo apenas um e o estado do Rio de Janeiro não aparecia nos artigos selecionados. Ainda que o Sudeste concentre 45% da área de Mata Atlântica brasileira preservada, ela se estende por quinze estados, dos quais nove não estavam presentes entre os artigos selecionados e analisados.</p>
<p><strong>Metas e caminhos da restauração no Estado de São Paulo</strong><br />
Em 2016, o Brasil assumiu o compromisso de restaurar 12 milhões de hectares até 2030 ao assinar o <a href="https://www.biota.org.br/21a-conferencia-das-partes-e-acordo-de-paris/">Acordo de Paris</a>; já o estado de São Paulo tem como meta a restauração de 1,5 milhão de hectares até 2050, proposta assumida na COP 26, realizada em Glasgow na Escócia. “Esses grandes números com os quais os governos e a sociedade estão se comprometendo evidentemente requerem a criação de planos e programas factíveis, o que envolve clareza dos custos”, explicou Rafael Chaves, da Secretaria do Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (SEMIL) e pesquisador do projeto Biota Síntese. “Custos também são uma informação crucial para financiadores e executores de projetos, já a clareza sobre os benefícios é um motivador fundamental para migrarmos da lógica de restauração exclusivamente em cumprimento à lei para a lógica da restauração de forma a obter diversos benefícios econômicos, sociais e ambientais, gerando maior engajamento entre os diversos setores da sociedade para que os grandes números virem realidade”, explica Chaves.</p>
<p>Desde a colonização do Brasil pelos portugueses, a Mata Atlântica tem sofrido diversos impactos, sendo considerada a primeira fronteira do desmatamento desde a exploração do Pau-Brasil e outros produtos florestais. “Atualmente cerca de 70% da população brasileira vive dentro das fronteiras do domínio da Mata Atlântica e por isso seus serviços ecossistêmicos são destacadamente importantes”, comentou o engenheiro florestal Pedro Krainovic, pesquisador de pós-doutorado no projeto Biota Síntese e um dos autores do artigo. Entre os serviços ecossistêmicos oferecidos pelo bioma é possível mencionar o provisionamento de água e o sequestro de carbono, a proteção dos solos e da biodiversidade e a polinização, que se relaciona com a produtividade agrícola. Doutor em Ciências Florestais Tropicais, Krainovic também acrescentou que outros produtos florestais deste bioma podem dar início a uma cadeia importante de suprimentos de produtos (como madeiras, frutos, óleos e resinas) que podem gerar emprego e renda.</p>
<p>Além de melhorar e ampliar os serviços ecossistêmicos, os benefícios da restauração de paisagens florestais da Mata Atlântica incluem a possibilidade de elaborar um planejamento para atingir multifuncionalidade, ou seja, quando uma floresta é capaz de manter suas características naturais ao mesmo tempo em que possui atratividade econômica para proprietários de terra. “Por exemplo, o Estado de São Paulo é o principal consumidor interno de madeira nativa da Amazônia e isso poderia ser gradualmente substituído (ou diminuído) mediante a produção de madeira nativa da restauração planejada da Mata Atlântica, ao mesmo tempo em que se aumenta área de cobertura florestal biodiversa, também com provisionamento de serviços intangíveis (como sequestro de carbono, proteção do solo, melhoria da qualidade da água e manutenção da biodiversidade)”, explica Krainovic.</p>
<p>Rafael Chaves reconheceu que as políticas públicas são o palco de confronto e tentativa de conciliação entre as demandas de diversos setores da sociedade: “quando falamos em restauração, estamos falando em ocupar uma parte de um território que poderia ter diversos usos possíveis”. Monocultivos agrícolas, por exemplo, possuem custos e benefícios conhecidos e bem comunicados devido a sua importância para a balança comercial no Brasil. Chaves acrescenta que, por outro lado, “diversas áreas que foram inicialmente desmatadas para usos agrícolas estão hoje degradadas e com baixíssima produtividade, especialmente em pastagens. A restauração também pode ser, como a agricultura, uma geradora importante de receitas, com a vantagem de recuperar o solo, fixar carbono e oferecer múltiplos benefícios ambientais e socioeconômicos, sem deslocar cultivos agrícolas produtivos”.</p>
<p>“Mapear de modo eficiente os custos e benefícios da restauração é uma etapa fundamental para colocar a restauração como uma das alternativas eficientes de uso do solo, posicionando-a como elemento estruturante de políticas públicas benéficas, inclusivas e justas, que gerem receita e oportunidades com responsabilidade socioambiental”, complementa Chaves, e cita como exemplo o programa <a href="https://semil.sp.gov.br/sma/programa-refloresta-sp/">Refloresta-SP</a> promovido pelo estado de São Paulo no qual uma plataforma digital geradora de recomendações de Florestas Multifuncionais é disponibilizada para proprietários rurais. Esta plataforma indica as espécies com potencial para uso econômico sustentável que são adaptadas à região pesquisada. “O proprietário rural monta uma combinação de seu interesse e visualiza quanto vai custar implantar e qual é o retorno esperado ano a ano”, explicou. “Esse é um caso no qual os custos e alguns dos benefícios são sistematizados e comunicados de modo a ajudar quem toma a decisão de como usar suas terras a entender como a restauração pode gerar renda e ao mesmo tempo melhorar a qualidade ambiental”, finaliza Chaves.</p>
<p><strong>por Pedro Duarte</strong><br />
<em>Formado em Jornalismo pela FAAP, está cursando a pós-graduação em Jornalismo Científico pelo Labjor Unicamp. Faz estágio no Biota Síntese por meio da bolsa Mídia Ciência de Jornalismo Científico concedida pela FAPESP.</em></p>
<p><strong>Artigo completo (acesso livre):</strong><br />
Schimetka, L.R., Ruggiero, P.G.C., Carvalho, R.L., Behagel, J., Metzger, J.P., Nascimento, N., Chaves, R.B., Brancalion, P.H.S., Rodrigues, R.R. and Krainovic, P.M. (2024), Costs and benefits of restoration are still poorly quantified: evidence from a systematic literature review on the Brazilian Atlantic Forest. Restor Ecol, 32: e14161. <a href="https://doi.org/10.1111/rec.14161">https://doi.org/10.1111/rec.14161</a></p>
<p>Repercussão na mídia:<br />
<strong>Folha de S.Paulo</strong> &#8211; <a href="https://www1.folha.uol.com.br/folha-social-mais/2024/07/custos-e-beneficios-do-reflorestamento-da-mata-atlantica-sao-pouco-conhecidos-aponta-estudo.shtml">Custos e benefícios do reflorestamento da mata atlântica são pouco conhecidos, aponta estudo</a><br />
<strong>Agência Fapesp</strong> &#8211; <a href="https://agencia.fapesp.br/custos-e-beneficios-do-reflorestamento-da-mata-atlantica-ainda-sao-pouco-conhecidos-aponta-estudo/52210">Custos e benefícios do reflorestamento da Mata Atlântica ainda são pouco conhecidos, aponta estudo</a></p><p>The post <a href="https://biotasintese.iea.usp.br/custos-e-beneficios-da-restauracao-da-mata-atlantica-ainda-sao-pouco-quantificados/">Custos e benefícios da restauração da Mata Atlântica ainda são pouco quantificados</a> first appeared on <a href="https://biotasintese.iea.usp.br">BIOTA Síntese</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Pesquisador do Biota Síntese publica artigos de divulgação científica</title>
		<link>https://biotasintese.iea.usp.br/pesquisador-do-biota-sintese-publica-artigos-de-divulgacao-cientifica/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Rezende]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Jun 2024 11:57:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Divulgação científica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Eduardo Freitas Moreira, pós-doutorando do Biota Síntese no desafio Agricultura e Serviços Ecossistêmicos, publicou durante o mês de junho dois artigos de divulgação científica no portal do jornal Correio, periódico que circula no estado da Bahia. Os textos divulgam os resultados de estudos produzidos no âmbito do Biota Síntese. O texto “Como a paisagem urbana [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://biotasintese.iea.usp.br/pesquisador-do-biota-sintese-publica-artigos-de-divulgacao-cientifica/">Pesquisador do Biota Síntese publica artigos de divulgação científica</a> first appeared on <a href="https://biotasintese.iea.usp.br">BIOTA Síntese</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Eduardo Freitas Moreira, pós-doutorando do Biota Síntese no desafio Agricultura e Serviços Ecossistêmicos, publicou durante o mês de junho dois artigos de divulgação científica no portal do jornal Correio, periódico que circula no estado da Bahia. Os textos divulgam os resultados de estudos produzidos no âmbito do Biota Síntese.</p>
<p>O texto “<a href="https://www.correio24horas.com.br/colunistas/artigo/como-a-paisagem-urbana-afeta-as-abelhas-sem-ferrao-0624">Como a paisagem urbana afeta as abelhas sem ferrão</a>” aborda o estudo Como variações nas paisagens afetam a dinâmica de colônias de abelhas sem ferrão, publicado no livro <a href="https://abelha.org.br/formulario-e-book-a-ciencia-das-abelhas/">A Ciência das Abelhas</a> (Associação Brasileira de Estudos das Abelhas, 2024). Esta pesquisa verificou que a falta de vegetação nativa em áreas urbanas, assim como o clima no ambiente urbano, é prejudicial às abelhas nativas sem ferrão.</p>
<p>Já o texto “<a href="https://www.correio24horas.com.br/colunistas/artigo/condicoes-extremas-sao-favoraveis-a-biodiversidade-de-aquiferos-0624">Condições extremas são favoráveis à biodiversidade de aquíferos</a>” aborda o estudo Ecological landscape explains aquifers microbial structure (trad.: A paisagem ecológica explica a estrutura microbial dos aquíferos) é abordado. Nele, os pesquisadores chegaram à conclusão de que a microbiota em aquíferos sob condições extremas é mais diversa e apresenta mais do que o dobro de funções metabólicas do que a microbiota de aquíferos porosos comuns. Os resultados do estudo também mostram que os principais preditores da estrutura microbiana incluem tanto as condições ecológicas dos diferentes tipos de aquíferos, assim como o nível de contaminação por rejeitos da agricultura, indústria e mineração. </p>
<p><strong>Leia os artigos publicados a seguir:</strong><br />
<a href="https://www.correio24horas.com.br/colunistas/artigo/como-a-paisagem-urbana-afeta-as-abelhas-sem-ferrao-0624">Como a paisagem urbana afeta as abelhas sem ferrão</a><br />
<a href="https://www.correio24horas.com.br/colunistas/artigo/condicoes-extremas-sao-favoraveis-a-biodiversidade-de-aquiferos-0624">Condições extremas são favoráveis à biodiversidade de aquíferos</a></p>
<p><strong>por Pedro Duarte</strong><br />
<em>Formado em Jornalismo pela FAAP, está cursando a pós-graduação em Jornalismo Científico pelo Labjor Unicamp. Faz estágio no Biota Síntese por meio da bolsa Mídia Ciência de Jornalismo Científico concedida pela FAPESP.</em></p><p>The post <a href="https://biotasintese.iea.usp.br/pesquisador-do-biota-sintese-publica-artigos-de-divulgacao-cientifica/">Pesquisador do Biota Síntese publica artigos de divulgação científica</a> first appeared on <a href="https://biotasintese.iea.usp.br">BIOTA Síntese</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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