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	<title>Sustentabilidade - BIOTA Síntese</title>
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	<description>Núcleo de Análise e Síntese de Soluções Baseadas na Natureza</description>
	<lastBuildDate>Wed, 14 May 2025 17:02:13 +0000</lastBuildDate>
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	<item>
		<title>Ferramenta identifica áreas ecologicamente equivalentes para orientar projetos de restauração</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Rezende]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 May 2025 17:02:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas públicas]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Modelo projetado para atender à legislação vigente usa dados de biodiversidade, paisagem e serviços ecossistêmicos e poderá dar suporte a políticas públicas Luciana Constantino (Agência Fapesp) – Com recordes sucessivos de altas temperaturas no mundo e a ocorrência mais frequente de eventos climáticos extremos, a restauração ecológica de áreas degradadas e os novos mercados que a [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://biotasintese.iea.usp.br/ferramenta-identifica-areas-ecologicamente-equivalentes-para-orientar-projetos-de-restauracao/">Ferramenta identifica áreas ecologicamente equivalentes para orientar projetos de restauração</a> first appeared on <a href="https://biotasintese.iea.usp.br">BIOTA Síntese</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Modelo projetado para atender à legislação vigente usa dados de biodiversidade, paisagem e serviços ecossistêmicos e poderá dar suporte a políticas públicas</em></p>
<p><strong>Luciana Constantino (Agência Fapesp)</strong> – Com recordes sucessivos de altas temperaturas no mundo e a ocorrência mais frequente de eventos climáticos extremos, a restauração ecológica de áreas degradadas e os novos mercados que a envolvem – como o de carbono e o de biodiversidade – têm ganhado destaque. Nesse cenário, pesquisadores brasileiros desenvolveram uma ferramenta para tornar mais eficazes esquemas de compensação ambiental, uma obrigação legal para minimizar ou reparar danos causados pela ação humana ao meio ambiente.</p>
<p>Chamada de <em>Condition Assessment Framework</em> (nome em inglês para Esquema de Avaliação de Condição Ambiental), a nova ferramenta permite avaliar a equivalência ecológica de uma área a ser restaurada ou protegida em relação à degradada considerando três importantes atributos: biodiversidade, paisagem e serviços ecossistêmicos. Foi projetada para atender com compensações mais precisas às exigências de reserva legal da Lei de Proteção da Vegetação Nativa (<strong><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12651.htm" target="_blank" rel="noopener">nº 12.651/2012</a></strong>) e teve como sistema de estudo a Mata Atlântica, um dos biomas mais biodiversos e ameaçados no mundo.</p>
<p>Apontou que a combinação de proteção e restauração é a melhor alternativa para resolver os chamados “déficits de vegetação nativa”, garantindo benefícios ambientais e socioeconômicos. Esses déficits ocorrem quando a cobertura de floresta em uma propriedade está abaixo do mínimo exigido por lei, não sendo suficiente para auxiliar na manutenção da capacidade de funcionamento dos ecossistemas, com biodiversidade e ciclos de água e carbono equilibrados, por exemplo.</p>
<p>Os resultados da aplicação do <em>Condition Assessment Framework</em> mostraram que proteção seguida de restauração conseguiu resolver 99,47% do déficit no bioma Mata Atlântica no Estado de São Paulo, com adicionalidade e custo (US$ 1,29 bilhão) intermediários. Vale explicar que, no contexto ambiental, a adicionalidade ocorre quando os resultados positivos gerados, como a redução de emissões, não teriam ocorrido de outra maneira, ou seja, sem que o projeto específico fosse realizado.</p>
<p>Quando as estratégias são analisadas individualmente, a restauração é a mais eficaz e com maior adicionalidade (98,99% de resolução), porém tem valor elevado (US$ 2,1 bilhões). Em seguida, com eficácia bem menor, ficaram as estratégias de proteção (40,22% e US$ 14,3 milhões) e regularização fundiária em Unidades de Conservação (0,15% e US$ 104 mil).</p>
<p>O modelo, segundo os cientistas, é o primeiro a integrar as demandas atuais de avaliação de equivalência, a partir de um método relativamente simples e de dados espacialmente explícitos analisados em Sistemas de Informações Geográficas (GIS). Flexível, permite adaptação para outros biomas e legislações, mostrando-se uma inovação promissora a ser usada em projetos de compensação e conservação.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" style="height: 809px; width: 600px;" src="https://agencia.fapesp.br/files/upload/54679/figura-artigo-3-agfapesp.jpg" alt="" /><br />
<span style="font-size: 10px;">Distribuição espacial do déficit de Reserva Legal (RL) em hectares (ha) resolvido em cada hexágono pelas estratégias de compensação aplicadas nos cenários testados. No primeiro cenário, o teste foi apenas da estratégia de proteção da floresta usando somente os excedentes de RL. No segundo, a área de proteção foi o excedente somada às RL de pequenas propriedades (&lt; 4 módulos fiscais). No terceiro e no quarto cenários, as estratégias de restauração e de regularização fundiária em Unidade de Conservação (UC) foram testadas separadamente. Por fim, os últimos cenários testaram formas de proteção seguidas de restauração, apresentando resultados muitos semelhantes e que demonstraram o melhor custo-benefício para compensação de RL</span></p>
<p>No futuro, pode vir a ser adaptado a créditos de biodiversidade – um novo mercado em formulação que busca financiar iniciativas de conservação, protegendo ou restaurando espécies nativas – e para análise de corredores ecológicos.</p>
<p>A descrição da metodologia está publicada em um artigo na revista <em><strong><a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2665972725000169?via%3Dihub" target="_blank" rel="noopener">Environmental and Sustainability Indicators</a></strong> </em> e os resultados da aplicação do método estão em outro na <strong><a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0195925525001192" target="_blank" rel="noopener"><em>Environmental Impact Assessment Review</em></a></strong>.</p>
<p>“Fizemos o teste na Mata Atlântica, avaliando uma região no interior do Estado de São Paulo e outra na parte costeira. Observamos que o método realmente detecta as diferenças ambientais entre áreas. No interior, apesar de mais desmatado, é possível encontrar mais áreas ecologicamente equivalentes do que próximo à costa, onde há muita heterogeneidade ambiental”, diz a pesquisadora <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/698924/clarice-borges-matos/" target="_blank" rel="noopener">Clarice Borges-Matos</a></strong>, primeira autora dos artigos, que à época estava no Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP) e, atualmente, está na Escola Politécnica (Poli) da USP.</p>
<p><strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/auxilios/94876/areas-prioritarias-para-compensacao-de-reserva-legal-pesquisa-para-o-desenvolvimento-de-uma-ferramen/" target="_blank" rel="noopener">Apoiada</a></strong> pela FAPESP por meio do Programa BIOTA e de bolsas (<strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/bolsas/179376/a-compensacao-ambiental-como-mecanismo-de-conservacao-dos-metodos-ao-teste-de-cenarios-baseados-no/?q=17/26684-4" target="_blank" rel="noopener">17/26684-4</a></strong> e <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/bolsas/184313/caminhos-para-a-intensificacao-ecologica-atraves-da-restauracao-e-da-certificacao-agricola/" target="_blank" rel="noopener">18/22881-2</a></strong>), a pesquisa é parte do doutorado de Borges-Matos, sob a orientação do professor <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/288/jean-paul-walter-metzger/" target="_blank" rel="noopener">Jean Paul Metzger</a></strong>, que também assina os dois artigos.</p>
<p>“A tese foi focada em como medir a equivalência ecológica e mostrar a possibilidade de fazer uma compensação usando esses critérios. Ao levar a equivalência em consideração, as áreas a serem compensadas terão similaridade com as originalmente devastadas, tanto em biodiversidade como em serviços ecossistêmicos. Por exemplo, se uma mata oferecia o serviço de polinização, é preciso que ele continue existindo em áreas a serem compensadas. A equivalência deve ser tanto em termos de composição de espécies quanto de função ecológica”, explica Metzger à <strong>Agência FAPESP</strong>.</p>
<p><strong>A legislação</strong></p>
<p>A Lei de Proteção da Vegetação Nativa, conhecida como novo Código Florestal, estabelece regras para uso da terra e proteção ambiental dentro de propriedades privadas, as chamadas reservas legais. Exige que uma parte da área rural seja mantida com vegetação nativa, sem prejuízo da aplicação das normas sobre as Áreas de Preservação Permanente.</p>
<p>Nos Estados da Amazônia Legal, é obrigatório manter a cobertura de vegetação em 80% da área dos imóveis situados na floresta, em 35% no Cerrado e 20% em campos gerais – o mesmo porcentual para o restante do país.</p>
<p>Os déficits na extensão da reserva legal devem ser compensados por meio de proteção da vegetação existente em outra propriedade ou restauração. A única exigência ambiental é que a compensação seja realizada dentro do mesmo bioma onde há o déficit.</p>
<p>Em 2018, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pela equivalência ecológica de espécies e ecossistemas específicos em negociações de compensação de reserva legal. Em um novo julgamento, cinco anos depois, estabeleceu que a equivalência deveria ser estendida a todas as formas de compensação presentes na lei. Essa exigência, no entanto, foi questionada sob argumentos como: falta de definição das formas de mensurar a equivalência ecológica e dos níveis de equivalência a serem buscados.</p>
<p>Em 2024, o <strong><a href="https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=4961436" target="_blank" rel="noopener">STF</a></strong> manteve o bioma como único mecanismo compensatório. Ter apenas esse critério como requerimento ambiental pode levar à implementação das compensações para áreas muito distintas daquelas onde houve a perda de vegetação, já que os biomas brasileiros são muito heterogêneos. Além disso, em algumas regiões, como em São Paulo, é possível que toda ou a maior parte das áreas compensadas fique em excedentes de reserva legal, ou seja, vegetação já existente, com pouca restauração.</p>
<p>A equivalência ecológica é importante não só para assegurar ambientes e recursos aos animais e plantas nativas como para proteger fontes e cursos d’água, conter erosões, além da manutenção de outros serviços ecossistêmicos, entre eles a polinização natural, indispensável para boa parte da agricultura.</p>
<p>“A restauração ecológica tem sido vista como uma questão funcional, não apenas de área. Na hierarquia da mitigação [um esquema aplicado para controlar impactos de empreendimentos sobre o meio ambiente], se não conseguimos evitar o dano, é necessário minimizá-lo e compensá-lo com impacto positivo. Nesse sentido, métricas como essas são muito úteis e poderão ser usadas de várias formas”, completa Metzger, que estuda o tema há anos e participou como autor principal da Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES, na sigla em inglês).</p>
<p>O Brasil reafirmou recentemente a meta estabelecida no Acordo de Paris de restaurar pelo menos 12 milhões de hectares de florestas até 2030 – uma área pouco menor que o território do Amapá. Em outubro de 2024, lançou a revisão do Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg), que define diretrizes para acelerar e dar escala à restauração.</p>
<p>De acordo com a rede <strong><a href="https://brasil.mapbiomas.org/wp-content/uploads/sites/4/2024/07/Fact_Degradacao_05.07_v5_06h15.pdf" target="_blank" rel="noopener">MapBiomas</a></strong>, o Brasil teve entre 11% e 25% de sua vegetação nativa suscetível à degradação entre 1986 e 2021 – correspondente a uma área que varia de 60,3 milhões de hectares a 135 milhões de hectares. A Amazônia, por exemplo, somente no ano passado teve a maior área degradada dos últimos 15 anos por causa do aumento dos incêndios. Enquanto no desmatamento a vegetação é totalmente cortada, na degradação há perda gradual, decorrente do fogo, da remoção de árvores selecionadas e dos efeitos das mudanças climáticas.</p>
<p><strong>Na prática</strong></p>
<p>Ao aplicar o método na Mata Atlântica em São Paulo, os pesquisadores concluíram que as regiões mais próximas à costa (sul do Estado) apresentaram atributos com valores mais positivos em termos ambientais e maior heterogeneidade espacial do que as áreas do interior (noroeste), com padrão oposto.</p>
<p>Para a seleção dos atributos de equivalência ecológica foram analisados dados que incluem desde a variedade de espécies de pássaros, anfíbios e árvores até a cobertura florestal e estoque de carbono. Os atributos são inseridos individualmente, permitindo várias análises. E os atributos selecionados são apresentados de forma separada, garantindo transparência e entendimento do que será compensado.</p>
<p>Borges-Matos iniciou os estudos de sua tese fazendo uma revisão bibliográfica sobre as métricas de equivalência ecológica utilizadas em compensações ambientais já desenvolvidas e propostas até 2023. O resultado foi <strong><a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s00267-023-01858-1" target="_blank" rel="noopener">publicado</a></strong> na revista <em>Environmental Management</em>.</p>
<p>No ano em que a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) é realizada pela primeira vez na Amazônia, os resultados obtidos na pesquisa ganham ainda mais importância, pois podem ampliar o entendimento de que a integração da equivalência ecológica em negociações traz benefícios sociais, econômicos e ambientais. Além de conservar a biodiversidade e retornar serviços ecossistêmicos perdidos, contribuem para mitigação e adaptação aos efeitos das mudanças climáticas, com benefícios para comunidades locais e produtores rurais, avaliam os cientistas.</p>
<p>Os artigos <em>A new methodological framework to assess ecological equivalence in compensation schemes</em> e <em>Combining protection and restoration strategies enables cost-effective compensation with ecological equivalence in Brazil</em> podem ser lidos, respectivamente, em <strong><a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2665972725000169?via%3Dihub#bib58" target="_blank" rel="noopener">www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2665972725000169?via%3Dihub#bib58</a></strong> e <strong><a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0195925525001192" target="_blank" rel="noopener">www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0195925525001192</a></strong>.</p><p>The post <a href="https://biotasintese.iea.usp.br/ferramenta-identifica-areas-ecologicamente-equivalentes-para-orientar-projetos-de-restauracao/">Ferramenta identifica áreas ecologicamente equivalentes para orientar projetos de restauração</a> first appeared on <a href="https://biotasintese.iea.usp.br">BIOTA Síntese</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>São Paulo debate estratégias para promover a resiliência climática no Estado</title>
		<link>https://biotasintese.iea.usp.br/sao-paulo-debate-estrategias-para-promover-a-resiliencia-climatica-no-estado/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Rezende]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Nov 2024 14:19:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Políticas públicas]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Agência FAPESP* –Maria Fernanda Ziegler &#124; Agência FAPESP – O Plano Estadual de Adaptação e Resiliência Climática (PEARC) de São Paulo foi apresentado para a comunidade científica na última terça-feira (12/11). O evento, organizado pelo Programa BIOTA-FAPESP, teve o intuito de discutir, sobretudo, as ações referentes à conservação da biodiversidade no novo plano. Coordenado pela [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Agência FAPESP* –Maria Fernanda Ziegler | Agência FAPESP – O Plano Estadual de Adaptação e Resiliência Climática (PEARC) de São Paulo foi apresentado para a comunidade científica na última terça-feira (12/11). O evento, organizado pelo Programa BIOTA-FAPESP, teve o intuito de discutir, sobretudo, as ações referentes à conservação da biodiversidade no novo plano.</p>
<p>Coordenado pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), o plano está sob consulta pública até 20 de dezembro. O objetivo é coletar contribuições da sociedade para a definição de ações a serem realizadas nos próximos dez anos.</p>
<p>&#8220;Temos tentado elaborar a estratégia climática do Estado de São Paulo em dois eixos: um de mitigação [com o Plano de Ação Climática, de 2022] e, agora, outro para adaptação e resiliência climática. Dentro deste último, lançamos a consulta pública do PEARC, pois queremos estabelecer um processo centrado na escuta ativa. Estamos na FAPESP para apresentar o plano à comunidade acadêmica e abrir o diálogo para entender, aprimorar e monitorar as 49 ações e 126 subações de uma forma organizada e com governança&#8221;, afirmou Natália Resende, secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo.</p>
<p>A intenção é que o plano seja um instrumento que organiza e orienta as medidas e ações de adaptação aos efeitos das mudanças climáticas no Estado de São Paulo, a fim de contribuir para a promoção da justiça climática e a implementação de infraestruturas mais resilientes e menos impactantes para o enfrentamento de desafios atuais e futuros.</p>
<p>Resende explicou que, para produzir o documento, as equipes da secretaria e parceiros partiram da identificação das principais ameaças climáticas e dos problemas causados por elas para propor ações e subações que buscam melhorar a capacidade de adaptação e resiliência climática no Estado.</p>
<p>“Acho essencial reafirmar o apoio da FAPESP para a implantação e execução desse plano organizado pela Semil. Esse tipo de iniciativa tem de ser coordenado pelo Estado, pois implica um amplo leque de ações envolvendo todos os setores da sociedade: governo estadual, governos municipais, universidades, institutos de pesquisa, agências, empresas. Mas a participação da comunidade científica é central, sobretudo pela sua capacidade de gerar soluções inovadoras por meio da pesquisa científica que necessariamente deve envolver a cooperação de empresas e entidades da sociedade civil”, afirmou o presidente da FAPESP, Marco Antonio Zago.</p>
<p>Entre os principais problemas e riscos identificados durante a elaboração do plano estão os efeitos da elevação da temperatura do ar e do oceano, da alteração na frequência, duração e intensidade das chuvas, das ressacas, das estiagens e secas intensas, das ondas de calor e dos ventos intensos.</p>
<p>Com isso, o plano foi estruturado em quatro eixos temáticos (saúde única, biodiversidade, segurança hídrica e segurança alimentar nutricional) e um eixo geográfico (zona costeira). &#8220;Além disso, o plano é composto por um eixo transversal – justiça climática – e um eixo estruturante, focado na infraestrutura&#8221;, explicou Cristina Azevedo, da Coordenadoria de Planejamento Ambiental da Semil.</p>
<p>“As medidas de adaptação têm de evitar a má adaptação climática. Ou seja, uma medida de adaptação não pode reforçar, por exemplo, uma injustiça histórica ambiental. Da mesma forma, infraestruturas mais resilientes têm de aguentar as mudanças climáticas, mas não podem impactar ainda mais a natureza. A ideia, portanto, é ter no plano medidas incrementais e transformacionais que levem a um Estado mais resiliente e leve a uma justiça ambiental para todos&#8221;, comentou Azevedo.</p>
<p><strong>Biodiversidade é chave</strong></p>
<p>A apresentação do PEARC foi também uma oportunidade para que cientistas que integram o Programa BIOTA-FAPESP – um dos mais longevos da Fundação e que há mais de 20 anos influencia a formulação de políticas públicas sobre biodiversidade – pudessem fazer comentários e contribuir com questionamentos sobre a estrutura do plano e as ações planejadas.</p>
<p>&#8220;O clima já mudou. Secas, queimadas, inundações e ondas de calor estão entre os indícios dessas mudanças, que sentimos na pele com perdas de vidas e de infraestrutura. As ações de mitigação não são suficientes para deixar o planeta em uma zona de conforto [com aumento da temperatura limitado a 1,5°C em relação à era pré-industrial]. Ou seja, só mitigação não basta, temos de nos adaptar às mudanças climáticas”, disse Jean Paul Metzger, membro do comitê científico do BIOTA-FAPESP.</p>
<figure id="attachment_1503" aria-describedby="caption-attachment-1503" style="width: 300px" class="wp-caption alignleft"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-1503 size-medium" src="https://biotasintese.iea.usp.br/wp-content/uploads/2024/11/biota-cred-danielantonio-cristina-metzger-gabriela-jonatas-1-de-1-300x176.jpg" alt="" width="300" height="176" /><figcaption id="caption-attachment-1503" class="wp-caption-text">Da esquerda para a direita: Cristina Azevedo, Jean Paul Metzger, Gabriela Di Giulio e Jônatas Souza da Trindade (foto: Daniel Antônio/Agência FAPESP)</figcaption></figure>
<p>No entanto, de acordo com Metzger, a não inclusão da biodiversidade e das soluções baseadas na natureza como um eixo transversal, que perpassa por todos os outros, é uma inconsistência do PEARC.</p>
<p>“Sistemas mais biodiversos são mais resilientes e, quando se pensa em resiliência de sistemas socioecológicos, certamente a sociobiodiversidade é central. Portanto, ao mesmo tempo em que a biodiversidade é impactada pelas mudanças climáticas, ela serve como um elemento básico de resiliência e de adaptação climática”, afirmou o pesquisador.</p>
<p>“Embora a biodiversidade não esteja como um eixo transversal do PEARC, ao olhar as ações e subações elencadas no plano é possível notar que ela é central”, completou.</p>
<p>Metzger também falou sobre a importância de compatibilizar as agendas do clima, olhando financiamentos que sinergicamente beneficiem clima e biodiversidade. “Isso é crucial para que de fato haja um plano de adaptação que se alie e converse com o Plano de Ação Climática [focado em mitigação] e com os nossos planejamentos de conservação da biodiversidade”, afirmou.</p>
<p>Justiça climática</p>
<p>Metzger também é pesquisador responsável do Núcleo de Análise e Síntese de Soluções Baseadas na Natureza (BIOTA Síntese). O projeto, financiado pela FAPESP, visa apoiar o Estado de São Paulo no desenvolvimento de políticas públicas socioambientais relacionadas à sustentabilidade agrícola, restauração ecológica, controle de zoonoses e prevenção de doenças em áreas urbanas, considerando soluções essencialmente baseadas na natureza.</p>
<p>Gabriela Di Giulio, pesquisadora do BIOTA Síntese, destacou a importância de o foco do PEARC ser na justiça climática. “É preciso entender que a justiça é permeada ou influenciada por comportamentos individuais, por interações sociais, mas sobretudo por cenários institucionais. O filósofo Amartya Sen afirma que a justiça está interligada com a realização social e que ela depende diretamente da qualidade das instituições e das consequências que essas instituições geram”, ressaltou.</p>
<p>Dessa forma, Di Giulio, que também é membro do comitê científico do BIOTA-FAPESP, defendeu ser fundamental olhar para as 49 ações e 216 subações do PEARC, não só no que diz respeito a quão significativas elas são dentro de sua constituição, mas também em relação ao efeito dessas ações na vida das pessoas – principalmente as mais vulneráveis e que historicamente sofrem mais com a carga climática e ambiental.</p>
<p>“As instituições, a política e as ações têm efeitos importantíssimos na vida dessas pessoas, podendo minimizar ou agravar os danos e perdas, bem como o sofrimento social&#8221;, afirmou.</p>
<p>Da plateia vieram questionamentos interessantes. Eliseth Leão, do Centro de Ensino e Pesquisa Albert Einstein, lembrou da necessidade de incluir saúde mental no plano. “Quando se fala em saúde única a gente tem um viés muito grande de pensar em doença – nas arboviroses e nas zoonoses – e isso não cobre tudo o que precisa. Então fica a provocação, pois não vi contempladas no PEARC a questão da ansiedade climática e nem a da saúde mental. Como podemos incluir os dois temas nesse debate, pois é algo que eu tenho observado no hospital o tempo todo?&#8221;, alertou.</p>
<p>O debate pode ser assistido na íntegra em: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=sNdK32al-NQ">www.youtube.com/watch?v=sNdK32al-NQ</a>.</p><p>The post <a href="https://biotasintese.iea.usp.br/sao-paulo-debate-estrategias-para-promover-a-resiliencia-climatica-no-estado/">São Paulo debate estratégias para promover a resiliência climática no Estado</a> first appeared on <a href="https://biotasintese.iea.usp.br">BIOTA Síntese</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Restauração de florestas pode gerar benefícios ambientais e crescimento econômico, aponta estudo</title>
		<link>https://biotasintese.iea.usp.br/restauracao-de-florestas-pode-gerar-beneficios-ambientais-e-crescimento-economico-aponta-estudo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Rezende]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Nov 2024 11:15:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas públicas]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A bioeconomia é uma prática que busca a utilização dos recursos biológicos para impulsionar o desenvolvimento econômico, social e ambiental de maneira sustentável. Quando associada a princípios bioeconômicos, a restauração florestal pode gerar novas oportunidades tanto para a recuperação do meio ambiente quanto para o crescimento da economia. Essa é a conclusão de um artigo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A bioeconomia é uma prática que busca a utilização dos recursos biológicos para impulsionar o desenvolvimento econômico, social e ambiental de maneira sustentável. Quando associada a princípios bioeconômicos, a restauração florestal pode gerar novas oportunidades tanto para a recuperação do meio ambiente quanto para o crescimento da economia. Essa é a conclusão de um <strong><a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s11625-024-01573-8" target="_blank" rel="noopener">artigo</a></strong> publicado recentemente na revista <em>Sustainability Science</em>.</p>
<p>“A restauração florestal é entendida hoje como uma das maneiras mais viáveis e eficazes de enfrentar as mudanças climáticas antropogênicas”, diz <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/713881/pedro-medrado-krainovic" target="_blank" rel="noopener">Pedro Krainovic</a></strong>, primeiro autor do estudo e <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/bolsas/204002/restauracao-de-paisagens-florestais-e-economia-de-base-florestal/" target="_blank" rel="noopener">bolsista</a></strong> de pós-doutorado da FAPESP no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP). “Quando feita com espécies nativas, traz múltiplas externalidades positivas [efeitos indiretos de uma atividade], com alta capacidade de impacto socioeconômico. E, o melhor, com a oferta dessas externalidades por um longo prazo.”</p>
<p>Segundo os autores, uma das maneiras pelas quais a restauração florestal pode trazer retorno financeiro é por meio de florestas multifuncionais. Quando os serviços de regulação e manutenção são bem providos nessas florestas, é possível promover a comercialização de créditos de carbono ou de outros bens, como madeira nativa. Também é possível obter produtos biotecnológicos para fármacos e cosméticos, além de outros produtos florestais não madeireiros.</p>
<p>No estudo, conduzido no âmbito do <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/auxilios/109281/biota-sintese-nucleo-de-analise-e-sintese-de-solucoes-baseadas-na-natureza/" target="_blank" rel="noopener">Núcleo de Análise e Síntese de Soluções Baseadas na Natureza</a></strong> (<strong><a href="https://biotasintese.iea.usp.br/pt/" target="_blank" rel="noopener">BIOTA Síntese</a></strong>), os autores apresentam alguns exemplos que quantificam financeiramente os benefícios de projetos mais alinhados com a restauração de florestas.</p>
<p>Em certas partes da floresta amazônica brasileira, os sistemas agroflorestais podem ser mais lucrativos que a pecuária ou o cultivo de soja, ao mesmo tempo em que recuperam funções ecossistêmicas em áreas subutilizadas e degradadas. Ao comparar os lucros, um hectare de pasto gera entre US$ 60,00 e US$ 120,00 por ano, enquanto o cultivo de soja tem seus ganhos sofrendo flutuações entre US$ 104,00 e US$ 135,00 (às vezes tendo resultados negativos). Por outro lado, dados da pesquisa indicam que a colheita de produtos não madeireiros em sistemas agroflorestais pode gerar um lucro anual que varia entre US$ 300,00 e US$ 650,00 por hectare.</p>
<p>Mas os autores alertam que, quando se levanta a possibilidade de explorar áreas restauradas, é preciso estudar maneiras para que essa exploração não faça com que o trabalho de restauro volte à estaca zero. Ainda não há um coeficiente técnico que indique como atingir o equilíbrio entre a exploração e o restauro. Por isso, os pesquisadores defendem a necessidade da regulação do processo produtivo. O manejo de espécies nativas e de serviços ecossistêmicos específicos oferecidos por essas espécies em ambientes biodiversos ainda precisa ser mais bem estudado. &#8220;É difícil medir a quantidade exata dos benefícios que essas florestas restauradas podem trazer na regulação do clima, preservação do solo e no provisionamento de outros serviços, o que não tem entrado na equação hoje”, pondera Krainovic.</p>
<p>Outro desafio apontado pelo autor é o próprio mercado de produtos naturais que, atualmente, tem como sua principal base algumas espécies exóticas e não arbóreas consideradas <em>commodities</em>, isto é, são produzidas em larga escala, comercializadas internacionalmente e envolvem processos técnicos e tecnológicos de produção já muito conhecidos.</p>
<p>&#8220;Isso diminui a competitividade, por exemplo, de um produto florestal de uma árvore nativa da restauração frente aos produtos de madeiras exóticas já estabelecidas no mercado&#8221;, exemplifica o pesquisador. &#8220;Outro aspecto a ser considerado é a aceitação do novo produto por consumidores já habituados com a oferta existente. Por isso é preciso pensar em incentivos e regulamentações que aumentem o potencial de competição desses novos produtos com os que já são comumente produzidos.”</p>
<p>Por fim, os autores reforçam que estão apontando mais uma alternativa para se pensar a restauração florestal. “Lançamos o termo restauração florestal bioeconômica com o objetivo de ressaltar que, mesmo com a necessidade urgente de adicionar valor à floresta em pé, a biodiversidade e o uso de espécies nativas são essenciais, sem esquecer do relacionamento com os povos que ocupam os territórios e da necessidade de incentivo público e privado numa conjunção de fatores necessários para a adaptação climática”, pontua Krainovic.</p>
<p>O artigo enfatiza que a restauração bioeconômica é um caminho promissor e urgente, mas requer a colaboração entre os setores público e privado, ao lado das comunidades locais, além de um comprometimento com a biodiversidade e o uso de espécies nativas.</p>
<p>“Esse estudo fornece um guia claro de como a restauração florestal pode contribuir tanto para o desenvolvimento socioecológico quanto para as soluções baseadas na natureza de forma a mitigar os impactos das mudanças climáticas globais”, explica Sergio de Miguel, autor correspondente do artigo e chefe do grupo global de pesquisas sobre ecossistemas do Centro Tecnológico Florestal da Catalunha (CTFC).</p>
<p>O artigo <em>Current constraints to reconcile tropical forest restoration and bioeconomy</em> pode ser lido em: <strong><a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s11625-024-01573-8" target="_blank" rel="noopener">https://link.springer.com/article/10.1007/s11625-024-01573-8</a></strong>.</p>
<p><em>Por <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/730245/pedro-alves-duarte" target="_blank" rel="noopener">Pedro A. Duarte</a></strong>, publicado na Agência Fapesp. Pedro é <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/bolsas/215317/nucleo-de-analise-e-sintese-de-solucoes-baseadas-na-natureza-biota-sintese/" target="_blank" rel="noopener">bolsista</a></strong> de jornalismo científico da FAPESP vinculado ao projeto BIOTA Síntese.</em></p>
<p><span style="font-size: 10px;"><em>* <a href="https://br.freepik.com/fotos-gratis/vista-lateral-mulher-segurando-uma-pequena-planta-nos-bracos_8797550.htm#fromView=search&amp;page=1&amp;position=12&amp;uuid=affe9c86-8d88-4847-8885-0c04ae77cf54">Imagem de freepik</a></em></span></p><p>The post <a href="https://biotasintese.iea.usp.br/restauracao-de-florestas-pode-gerar-beneficios-ambientais-e-crescimento-economico-aponta-estudo/">Restauração de florestas pode gerar benefícios ambientais e crescimento econômico, aponta estudo</a> first appeared on <a href="https://biotasintese.iea.usp.br">BIOTA Síntese</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Biota Síntese promove simpósio sobre elaboração de políticas baseadas em serviços ecossistêmicos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Rezende]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Mar 2024 18:11:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Políticas públicas]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por Pedro A. Duarte* Compartilhar experiências na elaboração de políticas baseadas em serviços ecossistêmicos com o intuito de criar uma rede de cientistas coprodutores nesta área. Esse foi o objetivo do simpósio Unindo Serviços Ecossistêmicos e Elaboração de Políticas: Coprodução na interface entre ciência e prática, organizado pelas pesquisadoras do Biota Síntese Patricia Ruggiero e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>por Pedro A. Duarte*</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Compartilhar experiências na elaboração de políticas baseadas em serviços ecossistêmicos com o intuito de criar uma rede de cientistas coprodutores nesta área. Esse foi o objetivo do simpósio </span><i><span style="font-weight: 400;">Unindo Serviços Ecossistêmicos e Elaboração de Políticas: Coprodução na interface entre ciência e prática</span></i><span style="font-weight: 400;">, organizado pelas pesquisadoras do Biota Síntese </span><a href="https://biotasintese.iea.usp.br/pt/member/patricia-g-c-ruggiero/"><span style="font-weight: 400;">Patricia Ruggiero</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://biotasintese.iea.usp.br/pt/member/nathalia-nascimento/"><span style="font-weight: 400;">Nathália Nascimento</span></a><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i><span style="font-weight: 400;">Realizado durante a 4ª Conferência Internacional da Ecosystem Services Partnership (ESP) Latino-Americana e Caribenha, no Chile, o simpósio teve apresentação e debate de sete trabalhos selecionados pelas organizadoras a partir de uma pré-seleção de 15 propostas feita pela organização da ESP. “</span><span style="font-weight: 400;">Esse processo foi interessante </span><span style="font-weight: 400;">porque percebemos que coprodução é um conceito ainda complexo e que abrange uma gama de experiências</span><span style="font-weight: 400;">”, comenta Nathália.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O foco do simpósio foi a discussão dos serviços ecossistêmicos, considerando evidências que contribuem para valoração de serviços; a necessidade de manejo e conservação de ambientes naturais promotores desses serviços; e a necessidade de sua inserção em políticas públicas por toda a América Latina. A maioria dos trabalhos apresentou experiências de manejo ou conservação de algum recurso nas quais houve a participação de pessoas de diversos grupos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Patrícia apresentou o trabalho “Identificando maneiras de pensar a co-produção entre cientistas e formuladores de políticas utilizando a Metodologia Q”, no qual relatou o processo de reflexão e discussão que embasou a formulação do entendimento de coprodução do </span>Biota Síntese<span style="font-weight: 400;">, considerando as diferentes perspectivas dentro do projeto. “Levei nossa experiência [no </span>BS<span style="font-weight: 400;">] ao apresentar as formas de pensar coprodução, uma discussão que fizemos durante uma imersão do projeto”, ela explicou.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já o</span><span style="font-weight: 400;"> trabalho de Nathália, intitulado “Coprodução na formulação de políticas climáticas: enfrentando seus desafios e promovendo impacto no estado de São Paulo – Brasil&#8221;, tratou da experiência na produção de mapeamento de carbono na interface academia e governo paulista. “Destaquei como principais benefícios o espaço que a academia teve na esfera do governo e a possibilidade de se ter um produto revisado e com rigor científico&#8221;, conta. Entre os desafios, ela colocou em evidência problemas relacionados ao cronograma político, que não segue as etapas metodológicas, e o tempo de validação de resultados pela academia e vice-versa, lembrando ainda dos cuidados necessários com a falsa expectativa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro destaque foi a apresentação do pesquisador colombiano Gabriel Alejandro Perilla, da Pontificia Universidad Javeriana. O trabalho “Quanto mais compartilhamos, mais conhecemos: a modelagem colaborativa entre contribuições da natureza e cidadania local com o objetivo de elaborar políticas públicas” focou na experiência sobre manejo de um rio localizado em uma área densamente povoada na cidade de Montería, próximo ao litoral norte da Colômbia. O projeto conduzido por Perilla desenvolveu uma forma de gestão e proteção do rio que corta a cidade, buscando sensibilizar a população local sobre a importância dos serviços ecossistêmicos providos e a importância de não o canalizar. Para Patrícia, esta apresentação estimulou as pesquisadoras a estruturarem uma possível parceria com a agência envolvida no projeto de Gabriel.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro ponto positivo dessa experiência de organizarem o simpósio na 4ª edição da ESP Latino-Americana e Caribenha foi a interação com pessoas de diversas nacionalidades e instituições brasileiras. “O simpósio foi uma excelente oportunidade para conhecer diferentes pontos de vista e experiências com a denominação de ‘coprodução de conhecimento’. Isso é muito importante para projetos como o Biota Síntese, que têm nesse conceito um de seus pilares”, Nathalia pontuou. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Patrícia defende que a realização de congressos transdisciplinares de qualidade como o ESP é algo necessário e que vem ganhando espaço: “Esse congresso do ESP tem se mostrado um espaço bom na medida em que existem outras participações, não só a de cientistas. Temos o pessoal que vem da academia, das Universidades; mas uma grande proporção das pessoas vem de órgãos do governo, de ONGs e até da iniciativa privada.”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">* * *</span></p>
<p><b>*Pedro A. Duarte</b><span style="font-weight: 400;"> é formado em Jornalismo pela FAAP. Está cursando a pós-graduação em Jornalismo Científico pelo Labjor Unicamp e faz estágio no Biota Síntese por meio da bolsa Mídia Ciência de Jornalismo Científico concedida pela FAPESP.</span></p><p>The post <a href="https://biotasintese.iea.usp.br/biota-sintese-promove-simposio-sobre-elaboracao-de-politicas-baseadas-em-servicos-ecossistemicos/">Biota Síntese promove simpósio sobre elaboração de políticas baseadas em serviços ecossistêmicos</a> first appeared on <a href="https://biotasintese.iea.usp.br">BIOTA Síntese</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Restauração florestal contribui economicamente para produção de café na Mata Atlântica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Rezende]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Feb 2024 17:17:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Polinização]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas públicas]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A restauração florestal em larga escala não deve ser mais condenada economicamente pelos custos de plantio de árvores e a perda de área agricultável. Uma nova pesquisa foca nos serviços ecossistêmicos, como a polinização, para afirmar que, na verdade, a prática pode significar um investimento de longo prazo. Publicado na revista científica norte-americana One Earth, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A restauração florestal em larga escala não deve ser mais condenada economicamente pelos custos de plantio de árvores e a perda de área agricultável. Uma nova pesquisa foca nos serviços ecossistêmicos, como a polinização, para afirmar que, na verdade, a prática pode significar um investimento de longo prazo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Publicado na revista científica norte-americana <a href="https://www.cell.com/one-earth/abstract/S2590-3322(23)00510-9">One Earth</a>, o estudo é assinado por Francisco d&#8217;Albertas, doutor em Ecologia pela USP, Luís Fernando Guedes Pinto, engenheiro agrônomo e diretor-executivo da Fundação SOS Mata Atlântica e </span><a href="http://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jean-paul-walter-metzger"><span style="font-weight: 400;">Jean-Paul Metzger</span></a><span style="font-weight: 400;">, professor do departamento de Ecologia da USP, diretor do projeto </span><a href="http://www.iea.usp.br/noticias/biota-sintese"><span style="font-weight: 400;">Biota Síntese</span></a><span style="font-weight: 400;"> e coordenador do </span><a href="http://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-pesquisa/servecossistemas"><span style="font-weight: 400;">Grupo de Estudos de Serviços dos Ecossistemas</span></a><span style="font-weight: 400;"> do IEA. Eles estabelecem um limiar em torno de 25% de cobertura florestal nas fazendas de café como ponto de equilíbrio para que, ao longo de 20 anos, os custos de restauração possam ser compensados pelos benefícios dos serviços ecossistêmicos no aumento da produção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os resultados podem impulsionar políticas públicas de restauração florestal, ajudando a combater as mudanças climáticas e a preservar a biodiversidade em um dos biomas mais devastados do território brasileiro. Veja a publicação completa </span><strong><a href="https://www.cell.com/one-earth/abstract/S2590-3322(23)00510-9">aqui</a></strong><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><strong>Repercussão na mídia</strong>:</p>
<p>Valor Econômico: <a href="https://valor.globo.com/google/amp/opiniao/coluna/restauracao-florestal-e-investimento-de-longo-prazo.ghtml">Restauração florestal é investimento de longo prazo</a></p>
<p>Exame: <a href="https://exame.com/esg/restauracao-florestal-da-mata-atlantica-pode-aumentar-a-producao-de-cafe-em-ate-30-segundo-a-usp/">Restauração florestal da Mata Atlântica pode aumentar a produção de café em até 30%, segundo a USP</a></p>
<p>Agência Brasil: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2024-02/restauracao-florestal-em-cafezais-e-viavel-economicamente-diz-estudo">Restauração florestal em cafezais é viável economicamente, diz estudo</a></p>
<p>Portal Terra: <a href="https://www.terra.com.br/planeta/noticias/restaurar-florestas-aumenta-produtividade-de-fazendas-de-cafe-e-garante-renda-extra-diz-estudo,61392e27fd9fa8c5697196ea1cdc3d3d8er4pjqp.html">Restaurar florestas aumenta produtividade de fazendas de café e garante renda extra, diz estudo</a></p><p>The post <a href="https://biotasintese.iea.usp.br/restauracao-florestal-contribui-economicamente-para-producao-de-cafe-na-mata-atlantica/">Restauração florestal contribui economicamente para produção de café na Mata Atlântica</a> first appeared on <a href="https://biotasintese.iea.usp.br">BIOTA Síntese</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Work in an sDiv group – more than the sum of parts</title>
		<link>https://biotasintese.iea.usp.br/work-in-an-sdiv-group-more-than-the-sum-of-all-parts/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Rezende]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Oct 2023 18:05:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Relato de Barbara Schröter, Jean Paul Metzger, Jonathan Rhodes e Claudia Sattler sobre a experiência de trabalhar em um sDiv group, grupo de síntese do iDiv e parte do sLandServ. Os pesquisadores se reuniram em Leipzig, na Alemanha, em 2017 e 2018 para discutir e desenvolver novos conhecimentos sobre processos sociais e ecológicos benéficos aos [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://biotasintese.iea.usp.br/work-in-an-sdiv-group-more-than-the-sum-of-all-parts/">Work in an sDiv group – more than the sum of parts</a> first appeared on <a href="https://biotasintese.iea.usp.br">BIOTA Síntese</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Relato de Barbara Schröter, Jean Paul Metzger, Jonathan Rhodes e Claudia Sattler sobre a experiência de trabalhar em um sDiv group, grupo de síntese do iDiv e parte do sLandServ. Os pesquisadores se reuniram em Leipzig, na Alemanha, em 2017 e 2018 para discutir e desenvolver novos conhecimentos sobre processos sociais e ecológicos benéficos aos serviços ecossistêmicos. Além do conhecimento interdisciplinar resultante da conexão entre cientistas ambientais, sociais e econômicos, eles se interessaram pela forma como se deu o trabalho em grupo, especialmente em como a dinâmica de síntese pode operar como um processo ativo para conexão entre os limites de domínios distintos.</p>
<p>Leia o texto completo <a href="https://www.idiv.de/en/sdiv/newsletter/newsletter-2023-1/slandserv.html" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p><p>The post <a href="https://biotasintese.iea.usp.br/work-in-an-sdiv-group-more-than-the-sum-of-all-parts/">Work in an sDiv group – more than the sum of parts</a> first appeared on <a href="https://biotasintese.iea.usp.br">BIOTA Síntese</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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