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	<title>Ciência - BIOTA Síntese</title>
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	<description>Núcleo de Análise e Síntese de Soluções Baseadas na Natureza</description>
	<lastBuildDate>Wed, 14 May 2025 17:02:13 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Ferramenta identifica áreas ecologicamente equivalentes para orientar projetos de restauração</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Rezende]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 May 2025 17:02:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas públicas]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Modelo projetado para atender à legislação vigente usa dados de biodiversidade, paisagem e serviços ecossistêmicos e poderá dar suporte a políticas públicas Luciana Constantino (Agência Fapesp) – Com recordes sucessivos de altas temperaturas no mundo e a ocorrência mais frequente de eventos climáticos extremos, a restauração ecológica de áreas degradadas e os novos mercados que a [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Modelo projetado para atender à legislação vigente usa dados de biodiversidade, paisagem e serviços ecossistêmicos e poderá dar suporte a políticas públicas</em></p>
<p><strong>Luciana Constantino (Agência Fapesp)</strong> – Com recordes sucessivos de altas temperaturas no mundo e a ocorrência mais frequente de eventos climáticos extremos, a restauração ecológica de áreas degradadas e os novos mercados que a envolvem – como o de carbono e o de biodiversidade – têm ganhado destaque. Nesse cenário, pesquisadores brasileiros desenvolveram uma ferramenta para tornar mais eficazes esquemas de compensação ambiental, uma obrigação legal para minimizar ou reparar danos causados pela ação humana ao meio ambiente.</p>
<p>Chamada de <em>Condition Assessment Framework</em> (nome em inglês para Esquema de Avaliação de Condição Ambiental), a nova ferramenta permite avaliar a equivalência ecológica de uma área a ser restaurada ou protegida em relação à degradada considerando três importantes atributos: biodiversidade, paisagem e serviços ecossistêmicos. Foi projetada para atender com compensações mais precisas às exigências de reserva legal da Lei de Proteção da Vegetação Nativa (<strong><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12651.htm" target="_blank" rel="noopener">nº 12.651/2012</a></strong>) e teve como sistema de estudo a Mata Atlântica, um dos biomas mais biodiversos e ameaçados no mundo.</p>
<p>Apontou que a combinação de proteção e restauração é a melhor alternativa para resolver os chamados “déficits de vegetação nativa”, garantindo benefícios ambientais e socioeconômicos. Esses déficits ocorrem quando a cobertura de floresta em uma propriedade está abaixo do mínimo exigido por lei, não sendo suficiente para auxiliar na manutenção da capacidade de funcionamento dos ecossistemas, com biodiversidade e ciclos de água e carbono equilibrados, por exemplo.</p>
<p>Os resultados da aplicação do <em>Condition Assessment Framework</em> mostraram que proteção seguida de restauração conseguiu resolver 99,47% do déficit no bioma Mata Atlântica no Estado de São Paulo, com adicionalidade e custo (US$ 1,29 bilhão) intermediários. Vale explicar que, no contexto ambiental, a adicionalidade ocorre quando os resultados positivos gerados, como a redução de emissões, não teriam ocorrido de outra maneira, ou seja, sem que o projeto específico fosse realizado.</p>
<p>Quando as estratégias são analisadas individualmente, a restauração é a mais eficaz e com maior adicionalidade (98,99% de resolução), porém tem valor elevado (US$ 2,1 bilhões). Em seguida, com eficácia bem menor, ficaram as estratégias de proteção (40,22% e US$ 14,3 milhões) e regularização fundiária em Unidades de Conservação (0,15% e US$ 104 mil).</p>
<p>O modelo, segundo os cientistas, é o primeiro a integrar as demandas atuais de avaliação de equivalência, a partir de um método relativamente simples e de dados espacialmente explícitos analisados em Sistemas de Informações Geográficas (GIS). Flexível, permite adaptação para outros biomas e legislações, mostrando-se uma inovação promissora a ser usada em projetos de compensação e conservação.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" style="height: 809px; width: 600px;" src="https://agencia.fapesp.br/files/upload/54679/figura-artigo-3-agfapesp.jpg" alt="" /><br />
<span style="font-size: 10px;">Distribuição espacial do déficit de Reserva Legal (RL) em hectares (ha) resolvido em cada hexágono pelas estratégias de compensação aplicadas nos cenários testados. No primeiro cenário, o teste foi apenas da estratégia de proteção da floresta usando somente os excedentes de RL. No segundo, a área de proteção foi o excedente somada às RL de pequenas propriedades (&lt; 4 módulos fiscais). No terceiro e no quarto cenários, as estratégias de restauração e de regularização fundiária em Unidade de Conservação (UC) foram testadas separadamente. Por fim, os últimos cenários testaram formas de proteção seguidas de restauração, apresentando resultados muitos semelhantes e que demonstraram o melhor custo-benefício para compensação de RL</span></p>
<p>No futuro, pode vir a ser adaptado a créditos de biodiversidade – um novo mercado em formulação que busca financiar iniciativas de conservação, protegendo ou restaurando espécies nativas – e para análise de corredores ecológicos.</p>
<p>A descrição da metodologia está publicada em um artigo na revista <em><strong><a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2665972725000169?via%3Dihub" target="_blank" rel="noopener">Environmental and Sustainability Indicators</a></strong> </em> e os resultados da aplicação do método estão em outro na <strong><a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0195925525001192" target="_blank" rel="noopener"><em>Environmental Impact Assessment Review</em></a></strong>.</p>
<p>“Fizemos o teste na Mata Atlântica, avaliando uma região no interior do Estado de São Paulo e outra na parte costeira. Observamos que o método realmente detecta as diferenças ambientais entre áreas. No interior, apesar de mais desmatado, é possível encontrar mais áreas ecologicamente equivalentes do que próximo à costa, onde há muita heterogeneidade ambiental”, diz a pesquisadora <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/698924/clarice-borges-matos/" target="_blank" rel="noopener">Clarice Borges-Matos</a></strong>, primeira autora dos artigos, que à época estava no Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP) e, atualmente, está na Escola Politécnica (Poli) da USP.</p>
<p><strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/auxilios/94876/areas-prioritarias-para-compensacao-de-reserva-legal-pesquisa-para-o-desenvolvimento-de-uma-ferramen/" target="_blank" rel="noopener">Apoiada</a></strong> pela FAPESP por meio do Programa BIOTA e de bolsas (<strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/bolsas/179376/a-compensacao-ambiental-como-mecanismo-de-conservacao-dos-metodos-ao-teste-de-cenarios-baseados-no/?q=17/26684-4" target="_blank" rel="noopener">17/26684-4</a></strong> e <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/bolsas/184313/caminhos-para-a-intensificacao-ecologica-atraves-da-restauracao-e-da-certificacao-agricola/" target="_blank" rel="noopener">18/22881-2</a></strong>), a pesquisa é parte do doutorado de Borges-Matos, sob a orientação do professor <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/288/jean-paul-walter-metzger/" target="_blank" rel="noopener">Jean Paul Metzger</a></strong>, que também assina os dois artigos.</p>
<p>“A tese foi focada em como medir a equivalência ecológica e mostrar a possibilidade de fazer uma compensação usando esses critérios. Ao levar a equivalência em consideração, as áreas a serem compensadas terão similaridade com as originalmente devastadas, tanto em biodiversidade como em serviços ecossistêmicos. Por exemplo, se uma mata oferecia o serviço de polinização, é preciso que ele continue existindo em áreas a serem compensadas. A equivalência deve ser tanto em termos de composição de espécies quanto de função ecológica”, explica Metzger à <strong>Agência FAPESP</strong>.</p>
<p><strong>A legislação</strong></p>
<p>A Lei de Proteção da Vegetação Nativa, conhecida como novo Código Florestal, estabelece regras para uso da terra e proteção ambiental dentro de propriedades privadas, as chamadas reservas legais. Exige que uma parte da área rural seja mantida com vegetação nativa, sem prejuízo da aplicação das normas sobre as Áreas de Preservação Permanente.</p>
<p>Nos Estados da Amazônia Legal, é obrigatório manter a cobertura de vegetação em 80% da área dos imóveis situados na floresta, em 35% no Cerrado e 20% em campos gerais – o mesmo porcentual para o restante do país.</p>
<p>Os déficits na extensão da reserva legal devem ser compensados por meio de proteção da vegetação existente em outra propriedade ou restauração. A única exigência ambiental é que a compensação seja realizada dentro do mesmo bioma onde há o déficit.</p>
<p>Em 2018, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pela equivalência ecológica de espécies e ecossistemas específicos em negociações de compensação de reserva legal. Em um novo julgamento, cinco anos depois, estabeleceu que a equivalência deveria ser estendida a todas as formas de compensação presentes na lei. Essa exigência, no entanto, foi questionada sob argumentos como: falta de definição das formas de mensurar a equivalência ecológica e dos níveis de equivalência a serem buscados.</p>
<p>Em 2024, o <strong><a href="https://portal.stf.jus.br/processos/detalhe.asp?incidente=4961436" target="_blank" rel="noopener">STF</a></strong> manteve o bioma como único mecanismo compensatório. Ter apenas esse critério como requerimento ambiental pode levar à implementação das compensações para áreas muito distintas daquelas onde houve a perda de vegetação, já que os biomas brasileiros são muito heterogêneos. Além disso, em algumas regiões, como em São Paulo, é possível que toda ou a maior parte das áreas compensadas fique em excedentes de reserva legal, ou seja, vegetação já existente, com pouca restauração.</p>
<p>A equivalência ecológica é importante não só para assegurar ambientes e recursos aos animais e plantas nativas como para proteger fontes e cursos d’água, conter erosões, além da manutenção de outros serviços ecossistêmicos, entre eles a polinização natural, indispensável para boa parte da agricultura.</p>
<p>“A restauração ecológica tem sido vista como uma questão funcional, não apenas de área. Na hierarquia da mitigação [um esquema aplicado para controlar impactos de empreendimentos sobre o meio ambiente], se não conseguimos evitar o dano, é necessário minimizá-lo e compensá-lo com impacto positivo. Nesse sentido, métricas como essas são muito úteis e poderão ser usadas de várias formas”, completa Metzger, que estuda o tema há anos e participou como autor principal da Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES, na sigla em inglês).</p>
<p>O Brasil reafirmou recentemente a meta estabelecida no Acordo de Paris de restaurar pelo menos 12 milhões de hectares de florestas até 2030 – uma área pouco menor que o território do Amapá. Em outubro de 2024, lançou a revisão do Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg), que define diretrizes para acelerar e dar escala à restauração.</p>
<p>De acordo com a rede <strong><a href="https://brasil.mapbiomas.org/wp-content/uploads/sites/4/2024/07/Fact_Degradacao_05.07_v5_06h15.pdf" target="_blank" rel="noopener">MapBiomas</a></strong>, o Brasil teve entre 11% e 25% de sua vegetação nativa suscetível à degradação entre 1986 e 2021 – correspondente a uma área que varia de 60,3 milhões de hectares a 135 milhões de hectares. A Amazônia, por exemplo, somente no ano passado teve a maior área degradada dos últimos 15 anos por causa do aumento dos incêndios. Enquanto no desmatamento a vegetação é totalmente cortada, na degradação há perda gradual, decorrente do fogo, da remoção de árvores selecionadas e dos efeitos das mudanças climáticas.</p>
<p><strong>Na prática</strong></p>
<p>Ao aplicar o método na Mata Atlântica em São Paulo, os pesquisadores concluíram que as regiões mais próximas à costa (sul do Estado) apresentaram atributos com valores mais positivos em termos ambientais e maior heterogeneidade espacial do que as áreas do interior (noroeste), com padrão oposto.</p>
<p>Para a seleção dos atributos de equivalência ecológica foram analisados dados que incluem desde a variedade de espécies de pássaros, anfíbios e árvores até a cobertura florestal e estoque de carbono. Os atributos são inseridos individualmente, permitindo várias análises. E os atributos selecionados são apresentados de forma separada, garantindo transparência e entendimento do que será compensado.</p>
<p>Borges-Matos iniciou os estudos de sua tese fazendo uma revisão bibliográfica sobre as métricas de equivalência ecológica utilizadas em compensações ambientais já desenvolvidas e propostas até 2023. O resultado foi <strong><a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s00267-023-01858-1" target="_blank" rel="noopener">publicado</a></strong> na revista <em>Environmental Management</em>.</p>
<p>No ano em que a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) é realizada pela primeira vez na Amazônia, os resultados obtidos na pesquisa ganham ainda mais importância, pois podem ampliar o entendimento de que a integração da equivalência ecológica em negociações traz benefícios sociais, econômicos e ambientais. Além de conservar a biodiversidade e retornar serviços ecossistêmicos perdidos, contribuem para mitigação e adaptação aos efeitos das mudanças climáticas, com benefícios para comunidades locais e produtores rurais, avaliam os cientistas.</p>
<p>Os artigos <em>A new methodological framework to assess ecological equivalence in compensation schemes</em> e <em>Combining protection and restoration strategies enables cost-effective compensation with ecological equivalence in Brazil</em> podem ser lidos, respectivamente, em <strong><a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2665972725000169?via%3Dihub#bib58" target="_blank" rel="noopener">www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2665972725000169?via%3Dihub#bib58</a></strong> e <strong><a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0195925525001192" target="_blank" rel="noopener">www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0195925525001192</a></strong>.</p><p>The post <a href="https://biotasintese.iea.usp.br/ferramenta-identifica-areas-ecologicamente-equivalentes-para-orientar-projetos-de-restauracao/">Ferramenta identifica áreas ecologicamente equivalentes para orientar projetos de restauração</a> first appeared on <a href="https://biotasintese.iea.usp.br">BIOTA Síntese</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Restauração de florestas pode gerar benefícios ambientais e crescimento econômico, aponta estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Rezende]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Nov 2024 11:15:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas públicas]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A bioeconomia é uma prática que busca a utilização dos recursos biológicos para impulsionar o desenvolvimento econômico, social e ambiental de maneira sustentável. Quando associada a princípios bioeconômicos, a restauração florestal pode gerar novas oportunidades tanto para a recuperação do meio ambiente quanto para o crescimento da economia. Essa é a conclusão de um artigo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A bioeconomia é uma prática que busca a utilização dos recursos biológicos para impulsionar o desenvolvimento econômico, social e ambiental de maneira sustentável. Quando associada a princípios bioeconômicos, a restauração florestal pode gerar novas oportunidades tanto para a recuperação do meio ambiente quanto para o crescimento da economia. Essa é a conclusão de um <strong><a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s11625-024-01573-8" target="_blank" rel="noopener">artigo</a></strong> publicado recentemente na revista <em>Sustainability Science</em>.</p>
<p>“A restauração florestal é entendida hoje como uma das maneiras mais viáveis e eficazes de enfrentar as mudanças climáticas antropogênicas”, diz <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/713881/pedro-medrado-krainovic" target="_blank" rel="noopener">Pedro Krainovic</a></strong>, primeiro autor do estudo e <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/bolsas/204002/restauracao-de-paisagens-florestais-e-economia-de-base-florestal/" target="_blank" rel="noopener">bolsista</a></strong> de pós-doutorado da FAPESP no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP). “Quando feita com espécies nativas, traz múltiplas externalidades positivas [efeitos indiretos de uma atividade], com alta capacidade de impacto socioeconômico. E, o melhor, com a oferta dessas externalidades por um longo prazo.”</p>
<p>Segundo os autores, uma das maneiras pelas quais a restauração florestal pode trazer retorno financeiro é por meio de florestas multifuncionais. Quando os serviços de regulação e manutenção são bem providos nessas florestas, é possível promover a comercialização de créditos de carbono ou de outros bens, como madeira nativa. Também é possível obter produtos biotecnológicos para fármacos e cosméticos, além de outros produtos florestais não madeireiros.</p>
<p>No estudo, conduzido no âmbito do <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/auxilios/109281/biota-sintese-nucleo-de-analise-e-sintese-de-solucoes-baseadas-na-natureza/" target="_blank" rel="noopener">Núcleo de Análise e Síntese de Soluções Baseadas na Natureza</a></strong> (<strong><a href="https://biotasintese.iea.usp.br/pt/" target="_blank" rel="noopener">BIOTA Síntese</a></strong>), os autores apresentam alguns exemplos que quantificam financeiramente os benefícios de projetos mais alinhados com a restauração de florestas.</p>
<p>Em certas partes da floresta amazônica brasileira, os sistemas agroflorestais podem ser mais lucrativos que a pecuária ou o cultivo de soja, ao mesmo tempo em que recuperam funções ecossistêmicas em áreas subutilizadas e degradadas. Ao comparar os lucros, um hectare de pasto gera entre US$ 60,00 e US$ 120,00 por ano, enquanto o cultivo de soja tem seus ganhos sofrendo flutuações entre US$ 104,00 e US$ 135,00 (às vezes tendo resultados negativos). Por outro lado, dados da pesquisa indicam que a colheita de produtos não madeireiros em sistemas agroflorestais pode gerar um lucro anual que varia entre US$ 300,00 e US$ 650,00 por hectare.</p>
<p>Mas os autores alertam que, quando se levanta a possibilidade de explorar áreas restauradas, é preciso estudar maneiras para que essa exploração não faça com que o trabalho de restauro volte à estaca zero. Ainda não há um coeficiente técnico que indique como atingir o equilíbrio entre a exploração e o restauro. Por isso, os pesquisadores defendem a necessidade da regulação do processo produtivo. O manejo de espécies nativas e de serviços ecossistêmicos específicos oferecidos por essas espécies em ambientes biodiversos ainda precisa ser mais bem estudado. &#8220;É difícil medir a quantidade exata dos benefícios que essas florestas restauradas podem trazer na regulação do clima, preservação do solo e no provisionamento de outros serviços, o que não tem entrado na equação hoje”, pondera Krainovic.</p>
<p>Outro desafio apontado pelo autor é o próprio mercado de produtos naturais que, atualmente, tem como sua principal base algumas espécies exóticas e não arbóreas consideradas <em>commodities</em>, isto é, são produzidas em larga escala, comercializadas internacionalmente e envolvem processos técnicos e tecnológicos de produção já muito conhecidos.</p>
<p>&#8220;Isso diminui a competitividade, por exemplo, de um produto florestal de uma árvore nativa da restauração frente aos produtos de madeiras exóticas já estabelecidas no mercado&#8221;, exemplifica o pesquisador. &#8220;Outro aspecto a ser considerado é a aceitação do novo produto por consumidores já habituados com a oferta existente. Por isso é preciso pensar em incentivos e regulamentações que aumentem o potencial de competição desses novos produtos com os que já são comumente produzidos.”</p>
<p>Por fim, os autores reforçam que estão apontando mais uma alternativa para se pensar a restauração florestal. “Lançamos o termo restauração florestal bioeconômica com o objetivo de ressaltar que, mesmo com a necessidade urgente de adicionar valor à floresta em pé, a biodiversidade e o uso de espécies nativas são essenciais, sem esquecer do relacionamento com os povos que ocupam os territórios e da necessidade de incentivo público e privado numa conjunção de fatores necessários para a adaptação climática”, pontua Krainovic.</p>
<p>O artigo enfatiza que a restauração bioeconômica é um caminho promissor e urgente, mas requer a colaboração entre os setores público e privado, ao lado das comunidades locais, além de um comprometimento com a biodiversidade e o uso de espécies nativas.</p>
<p>“Esse estudo fornece um guia claro de como a restauração florestal pode contribuir tanto para o desenvolvimento socioecológico quanto para as soluções baseadas na natureza de forma a mitigar os impactos das mudanças climáticas globais”, explica Sergio de Miguel, autor correspondente do artigo e chefe do grupo global de pesquisas sobre ecossistemas do Centro Tecnológico Florestal da Catalunha (CTFC).</p>
<p>O artigo <em>Current constraints to reconcile tropical forest restoration and bioeconomy</em> pode ser lido em: <strong><a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s11625-024-01573-8" target="_blank" rel="noopener">https://link.springer.com/article/10.1007/s11625-024-01573-8</a></strong>.</p>
<p><em>Por <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/730245/pedro-alves-duarte" target="_blank" rel="noopener">Pedro A. Duarte</a></strong>, publicado na Agência Fapesp. Pedro é <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/bolsas/215317/nucleo-de-analise-e-sintese-de-solucoes-baseadas-na-natureza-biota-sintese/" target="_blank" rel="noopener">bolsista</a></strong> de jornalismo científico da FAPESP vinculado ao projeto BIOTA Síntese.</em></p>
<p><span style="font-size: 10px;"><em>* <a href="https://br.freepik.com/fotos-gratis/vista-lateral-mulher-segurando-uma-pequena-planta-nos-bracos_8797550.htm#fromView=search&amp;page=1&amp;position=12&amp;uuid=affe9c86-8d88-4847-8885-0c04ae77cf54">Imagem de freepik</a></em></span></p><p>The post <a href="https://biotasintese.iea.usp.br/restauracao-de-florestas-pode-gerar-beneficios-ambientais-e-crescimento-economico-aponta-estudo/">Restauração de florestas pode gerar benefícios ambientais e crescimento econômico, aponta estudo</a> first appeared on <a href="https://biotasintese.iea.usp.br">BIOTA Síntese</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Biota Síntese é apresentado como case em eventos científicos na França</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Rezende]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Mar 2024 16:38:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas públicas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Biota Síntese, que busca soluções baseadas na natureza para fomentar políticas públicas intersetoriais do Estado de São Paulo, foi objeto de estudo em dois eventos científicos na Universidade de Montpellier, na França. Ambos tinham como objetivo encontrar soluções para um dos principais desafios para a ciência no mundo: a aplicabilidade da produção científica nas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Biota Síntese, que busca soluções baseadas na natureza para fomentar políticas públicas intersetoriais do Estado de São Paulo, foi objeto de estudo em dois eventos científicos na Universidade de Montpellier, na França. Ambos tinham como objetivo encontrar soluções para um dos principais desafios para a ciência no mundo: a aplicabilidade da produção científica nas políticas públicas.</p>
<p>De 11 a 20 de março, o projeto foi apresentado para pesquisadores de diferentes países como um estudo de caso, em uma oficina e um seminário internacional, para exemplificar e aprofundar como a ciência pode atuar colaborativamente no aperfeiçoamento e na efetividade de políticas públicas. Pioneiro no Brasil a desenvolver ciência de síntese, o Biota Síntese tem coordenação compartilhada entre um pesquisador, Jean Paul Metzger, do Instituto de Biociências e IEA da USP, e um gestor público, Rafael Chaves, da Secretaria do Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), ambos presentes no encontro.</p>
<p>Neste período, integrantes da equipe do Biota Síntese também foram capacitados na metodologia ImpresS “Impact Pathways in Development Oriented Research”, que visa a fornecer ferramentas para que pesquisas aplicadas sejam bem sucedidas em provocar mudanças positivas nas políticas públicas e na sociedade. Esta formação é oferecida pelo CIRAD, agência de pesquisa e cooperação internacional da França voltada para pesquisas agronômicas e de meio ambiente, no âmbito da abordagem “Impact Research in The South”.</p>
<p>Convidado para apresentar o trabalho do projeto, o ecólogo Rafael Chaves abordou no seminário e na oficina a importância da coprodução entre ciência e política, gargalos e resultados já visíveis. “Estamos demonstrando como a tomada de decisões fundamentadas em pesquisas que reúnem acadêmicos e gestores públicos em todo o processo fortalece a legitimidade da política pública e simultaneamente agiliza o caminho de implementação, aumentando a eficiência do estado para preservar o ambiente, mitigar os impactos da mudança climática e beneficiar a saúde da população. Pela efetividade, esse tipo de abordagem tem interessado os grandes painéis como IPCC e IPBES, em escala internacional, e na escala do estado de São Paulo apoia ferramentas para o alcance da meta de restaurar 1,5 milhão de hectares de áreas degradadas até 2050”, explica.</p>
<p>Também participaram do seminário internacional dois outros membros do Comitê do Biota Síntese na Semil, Cristina Azevedo (Coordenadoria de Planejamento Ambiental – CPLA) e Rodrigo Victor (Fundação Florestal).</p>
<p><strong>Projeto Biota Síntese</strong> – O projeto integra o programa Ciência para o Desenvolvimento da Fapesp, como um dos Núcleos de Pesquisa Orientada a Problemas em São Paulo (NPOP-SP). Tem apoio das Secretarias de Meio Ambiente, Infraestrutura de Logística (Semil), Saúde e Agricultura e Abastecimento (SAA) e está sediado no Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP. Também fazem parte sete instituições de pesquisa do Estado, além de quatro Organizações Não Governamentais.</p>
<p>As ações têm por foco estruturar tecnicamente possíveis medidas, diretrizes e estratégias, por exemplo, para apoiar a implementação do Plano de Ação Climática (PAC-2050), que objetiva neutralizar as emissões de gases de efeito estufa até 2050 e promover a adaptação e resiliência dos municípios paulistas para as mudanças climáticas, dentro dos programas da ONU Race to Zero e Race to Resilience, aos quais o Governo de SP aderiu.</p><p>The post <a href="https://biotasintese.iea.usp.br/biota-sintese-e-apresentado-como-case-em-eventos-cientificos-na-franca/">Biota Síntese é apresentado como case em eventos científicos na França</a> first appeared on <a href="https://biotasintese.iea.usp.br">BIOTA Síntese</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Restauração florestal contribui economicamente para produção de café na Mata Atlântica</title>
		<link>https://biotasintese.iea.usp.br/restauracao-florestal-contribui-economicamente-para-producao-de-cafe-na-mata-atlantica/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Rezende]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Feb 2024 17:17:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Polinização]]></category>
		<category><![CDATA[Políticas públicas]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A restauração florestal em larga escala não deve ser mais condenada economicamente pelos custos de plantio de árvores e a perda de área agricultável. Uma nova pesquisa foca nos serviços ecossistêmicos, como a polinização, para afirmar que, na verdade, a prática pode significar um investimento de longo prazo. Publicado na revista científica norte-americana One Earth, [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://biotasintese.iea.usp.br/restauracao-florestal-contribui-economicamente-para-producao-de-cafe-na-mata-atlantica/">Restauração florestal contribui economicamente para produção de café na Mata Atlântica</a> first appeared on <a href="https://biotasintese.iea.usp.br">BIOTA Síntese</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A restauração florestal em larga escala não deve ser mais condenada economicamente pelos custos de plantio de árvores e a perda de área agricultável. Uma nova pesquisa foca nos serviços ecossistêmicos, como a polinização, para afirmar que, na verdade, a prática pode significar um investimento de longo prazo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Publicado na revista científica norte-americana <a href="https://www.cell.com/one-earth/abstract/S2590-3322(23)00510-9">One Earth</a>, o estudo é assinado por Francisco d&#8217;Albertas, doutor em Ecologia pela USP, Luís Fernando Guedes Pinto, engenheiro agrônomo e diretor-executivo da Fundação SOS Mata Atlântica e </span><a href="http://www.iea.usp.br/pessoas/pasta-pessoaj/jean-paul-walter-metzger"><span style="font-weight: 400;">Jean-Paul Metzger</span></a><span style="font-weight: 400;">, professor do departamento de Ecologia da USP, diretor do projeto </span><a href="http://www.iea.usp.br/noticias/biota-sintese"><span style="font-weight: 400;">Biota Síntese</span></a><span style="font-weight: 400;"> e coordenador do </span><a href="http://www.iea.usp.br/pesquisa/grupos-pesquisa/servecossistemas"><span style="font-weight: 400;">Grupo de Estudos de Serviços dos Ecossistemas</span></a><span style="font-weight: 400;"> do IEA. Eles estabelecem um limiar em torno de 25% de cobertura florestal nas fazendas de café como ponto de equilíbrio para que, ao longo de 20 anos, os custos de restauração possam ser compensados pelos benefícios dos serviços ecossistêmicos no aumento da produção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os resultados podem impulsionar políticas públicas de restauração florestal, ajudando a combater as mudanças climáticas e a preservar a biodiversidade em um dos biomas mais devastados do território brasileiro. Veja a publicação completa </span><strong><a href="https://www.cell.com/one-earth/abstract/S2590-3322(23)00510-9">aqui</a></strong><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><strong>Repercussão na mídia</strong>:</p>
<p>Valor Econômico: <a href="https://valor.globo.com/google/amp/opiniao/coluna/restauracao-florestal-e-investimento-de-longo-prazo.ghtml">Restauração florestal é investimento de longo prazo</a></p>
<p>Exame: <a href="https://exame.com/esg/restauracao-florestal-da-mata-atlantica-pode-aumentar-a-producao-de-cafe-em-ate-30-segundo-a-usp/">Restauração florestal da Mata Atlântica pode aumentar a produção de café em até 30%, segundo a USP</a></p>
<p>Agência Brasil: <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2024-02/restauracao-florestal-em-cafezais-e-viavel-economicamente-diz-estudo">Restauração florestal em cafezais é viável economicamente, diz estudo</a></p>
<p>Portal Terra: <a href="https://www.terra.com.br/planeta/noticias/restaurar-florestas-aumenta-produtividade-de-fazendas-de-cafe-e-garante-renda-extra-diz-estudo,61392e27fd9fa8c5697196ea1cdc3d3d8er4pjqp.html">Restaurar florestas aumenta produtividade de fazendas de café e garante renda extra, diz estudo</a></p><p>The post <a href="https://biotasintese.iea.usp.br/restauracao-florestal-contribui-economicamente-para-producao-de-cafe-na-mata-atlantica/">Restauração florestal contribui economicamente para produção de café na Mata Atlântica</a> first appeared on <a href="https://biotasintese.iea.usp.br">BIOTA Síntese</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Work in an sDiv group – more than the sum of parts</title>
		<link>https://biotasintese.iea.usp.br/work-in-an-sdiv-group-more-than-the-sum-of-all-parts/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernanda Rezende]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Oct 2023 18:05:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Relato de Barbara Schröter, Jean Paul Metzger, Jonathan Rhodes e Claudia Sattler sobre a experiência de trabalhar em um sDiv group, grupo de síntese do iDiv e parte do sLandServ. Os pesquisadores se reuniram em Leipzig, na Alemanha, em 2017 e 2018 para discutir e desenvolver novos conhecimentos sobre processos sociais e ecológicos benéficos aos [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://biotasintese.iea.usp.br/work-in-an-sdiv-group-more-than-the-sum-of-all-parts/">Work in an sDiv group – more than the sum of parts</a> first appeared on <a href="https://biotasintese.iea.usp.br">BIOTA Síntese</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Relato de Barbara Schröter, Jean Paul Metzger, Jonathan Rhodes e Claudia Sattler sobre a experiência de trabalhar em um sDiv group, grupo de síntese do iDiv e parte do sLandServ. Os pesquisadores se reuniram em Leipzig, na Alemanha, em 2017 e 2018 para discutir e desenvolver novos conhecimentos sobre processos sociais e ecológicos benéficos aos serviços ecossistêmicos. Além do conhecimento interdisciplinar resultante da conexão entre cientistas ambientais, sociais e econômicos, eles se interessaram pela forma como se deu o trabalho em grupo, especialmente em como a dinâmica de síntese pode operar como um processo ativo para conexão entre os limites de domínios distintos.</p>
<p>Leia o texto completo <a href="https://www.idiv.de/en/sdiv/newsletter/newsletter-2023-1/slandserv.html" target="_blank" rel="noopener">aqui</a>.</p><p>The post <a href="https://biotasintese.iea.usp.br/work-in-an-sdiv-group-more-than-the-sum-of-all-parts/">Work in an sDiv group – more than the sum of parts</a> first appeared on <a href="https://biotasintese.iea.usp.br">BIOTA Síntese</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Novo centro une academia, sociedade civil e gestores públicos na busca de soluções baseadas na natureza</title>
		<link>https://biotasintese.iea.usp.br/novo-centro-une-academia-sociedade-civil-e-gestores-publicos-na-busca-de-solucoes-baseadas-na-natureza/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[BIOTA-S-Suporte]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Oct 2022 19:37:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>André Julião &#124; Agência FAPESP – O BIOTA Síntese – Núcleo de Análise e Síntese de Soluções Baseadas na Natureza reunirá nos próximos cinco anos cientistas, gestores públicos e organizações da sociedade civil com o objetivo de criar soluções baseadas na natureza para problemas socioambientais, como enchentes, polinizadores para a agricultura e doenças infecciosas transmitidas [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://biotasintese.iea.usp.br/novo-centro-une-academia-sociedade-civil-e-gestores-publicos-na-busca-de-solucoes-baseadas-na-natureza/">Novo centro une academia, sociedade civil e gestores públicos na busca de soluções baseadas na natureza</a> first appeared on <a href="https://biotasintese.iea.usp.br">BIOTA Síntese</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>André Julião | Agência FAPESP</strong> – O <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/auxilios/109281/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">BIOTA Síntese – Núcleo de Análise e Síntese de Soluções Baseadas na Natureza</a></strong> reunirá nos próximos cinco anos cientistas, gestores públicos e organizações da sociedade civil com o objetivo de criar soluções baseadas na natureza para problemas socioambientais, como enchentes, polinizadores para a agricultura e doenças infecciosas transmitidas entre animais e humanos.</p>



<p>Sediado no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP), o Centro de Ciência para o Desenvolvimento (CCD) da FAPESP foi lançado oficialmente nesta quarta-feira (18/05), em <strong><a href="https://youtu.be/ZJpMdZkzVxM" target="_blank" rel="noreferrer noopener">evento</a></strong> on-line.</p>



<p>“Essa é uma oportunidade de aliar boa pesquisa com o retorno para a sociedade, uma vez que estamos lidando com problemas de impacto socioambiental, ou seja, de interesse social direto”, disse <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/288" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Jean Paul Metzger</a></strong>, professor do Instituto de Biociências (IB-USP) e diretor do novo centro.</p>



<p>Formado por 27 instituições, entre universidades, secretarias estaduais e organizações não governamentais, o BIOTA Síntese pretende dar respostas a desafios da agricultura sustentável, segurança hídrica e controle de zoonoses.</p>



<p>“O programa Ciência para o Desenvolvimento visa criar e apoiar núcleos de pesquisa orientados a problemas do Estado de São Paulo, que na maioria das vezes tem composição multidisciplinar, embora tenham um foco central de interesse. O BIOTA Síntese exemplifica bem a dinâmica desse programa, porque está focado na interação do meio ambiente com a saúde, a agricultura sustentável e o ser humano”, explicou Marco Antonio Zago, presidente da FAPESP, durante a abertura do evento.</p>



<p>Segundo Metzger, que também coordena o <strong><a href="https://fapesp.br/biota" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Programa BIOTA-FAPESP</a></strong>, o centro pretende preencher duas grandes lacunas. Uma mais científica, relacionada à síntese de dados e voltada a prover evidências que darão suporte a políticas públicas, e outra de implementação desse conhecimento. “A ideia é tanto organizar essa ciência, de forma que ela se torne mais útil, quanto pensar nos instrumentos de implementação”, disse.</p>



<p>O BIOTA Síntese conta com uma equipe multidisciplinar, dividida em temas de interesse: agricultura e serviços ecossistêmicos; restauração e economia de base florestal; regulação de zoonoses; cidades, saúde e adaptação; coprodução de políticas públicas.</p>



<p>“Existe nesse programa uma expectativa muito grande da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente. Todo esse trabalho tem como meta a melhoria, o aperfeiçoamento das políticas. Estamos muito contentes de participar desse projeto e à disposição para o que for necessário para poder contribuir da melhor forma possível para que esse programa tenha os melhores resultados”, disse o secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente, Fernando Chucre.</p>



<p>Outras secretarias envolvidas no projeto são as estaduais de Saúde e de Agricultura e Abastecimento, além da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente da cidade de São Paulo. Somam-se à USP as universidades estaduais Paulista (Unesp) e de Campinas (Unicamp) e as federais de São Carlos (UFSCar) e do ABC (UFABC).</p>



<p><strong>Políticas públicas</strong></p>



<p>Para o diretor do IEA-USP, <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/1983" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Guilherme Ary Plonski</a></strong>, o BIOTA Síntese favorecerá novas ideias e será um espaço de convívio, confronto e interação entre as diversas áreas.</p>



<p>“O BIOTA Síntese é um <em>cluster</em> de entidades de diversas extrações que se juntou para tratar da causa que mobiliza boa parte da humanidade – a da sustentabilidade. De modo que possamos deixar para as futuras gerações um mundo pelo menos não pior que o que recebemos, mas desejavelmente melhor”, afirmou.</p>



<p><strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/41095/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Luís Fernando Guedes Pinto</a></strong>, diretor de Conhecimento da Fundação SOS Mata Atlântica, enfatizou a importância de engajar a sociedade civil organizada desde a elaboração do núcleo, o que deve agilizar a formulação de políticas públicas baseadas no melhor conhecimento existente.</p>



<p>“Existe um descompasso entre a produção de conhecimento e a formulação e implementação de políticas públicas. Temos que diminuir essa distância entre ciência e políticas públicas e esse projeto é desenhado nessa perspectiva, de procurar as perguntas de maneira participativa, de construir as soluções e conduzir grupos de pesquisadores de alto nível para poder responder a essas perguntas”, ressaltou.</p>



<p>O BIOTA Síntese já trabalha junto ao governo do Estado de São Paulo no Plano de Ação Climática, que entre outras metas pretende restaurar 1,5 milhão de hectares de florestas até 2050. O plano será apresentado na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP27), que ocorrerá em novembro, no Egito.</p>



<p>O evento de lançamento pode ser assistido em: <strong><a href="https://youtu.be/ZJpMdZkzVxM" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://youtu.be/ZJpMdZkzVxM</a></strong>.<br>&nbsp;</p>



<p>Este texto foi originalmente publicado por <a href="https://agencia.fapesp.br/">Agência FAPESP</a> de acordo com a <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nd/4.0/">licença Creative Commons CC-BY-NC-ND</a>. Leia o <a rel="noreferrer noopener" href="https://agencia.fapesp.br/novo-centro-une-academia-sociedade-civil-e-gestores-publicos-na-busca-de-solucoes-baseadas-na-natureza/38674/" target="_blank">original aqui</a>.</p><p>The post <a href="https://biotasintese.iea.usp.br/novo-centro-une-academia-sociedade-civil-e-gestores-publicos-na-busca-de-solucoes-baseadas-na-natureza/">Novo centro une academia, sociedade civil e gestores públicos na busca de soluções baseadas na natureza</a> first appeared on <a href="https://biotasintese.iea.usp.br">BIOTA Síntese</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Novo centro quer diminuir distância entre ciência e políticas públicas socioambientais em SP</title>
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		<dc:creator><![CDATA[BIOTA-S-Suporte]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Oct 2022 19:35:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sediado no Instituto de Estudos Avançados da USP, Biota Síntese busca subsidiar o Estado de São Paulo com políticas públicas socioambientais que considerem soluções baseadas na natureza. Reunir cientistas, gestores públicos e organizações da sociedade civil com o objetivo de criar soluções baseadas na natureza para problemas socioambientais, como enchentes, polinizadores para a agricultura e [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://biotasintese.iea.usp.br/novo-centro-quer-diminuir-distancia-entre-ciencia-e-politicas-publicas-socioambientais-em-sp/">Novo centro quer diminuir distância entre ciência e políticas públicas socioambientais em SP</a> first appeared on <a href="https://biotasintese.iea.usp.br">BIOTA Síntese</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Sediado no Instituto de Estudos Avançados da USP, Biota Síntese busca subsidiar o Estado de São Paulo com políticas públicas socioambientais que considerem soluções baseadas na natureza</em>.</p>



<span id="more-1024"></span>



<p>Reunir cientistas, gestores públicos e organizações da sociedade civil com o objetivo de criar soluções baseadas na natureza para problemas socioambientais, como enchentes, polinizadores para a agricultura e doenças infecciosas transmitidas entre animais e humanos. Esse é o objetivo do novo Centro de Ciência para o Desenvolvimento (CCD)&nbsp;<a href="https://bv.fapesp.br/pt/auxilios/109281/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Biota Síntese – Núcleo de Análise e Síntese de Soluções Baseadas na Natureza</a>, lançado no último dia 18 de maio no evento on-line que está disponível&nbsp;<a href="https://youtu.be/ZJpMdZkzVxM" target="_blank" rel="noreferrer noopener">neste link</a>.</p>



<p>São 27 instituições participantes, entre universidades, secretarias estaduais e organizações não governamentais, que pretendem nos próximos cinco anos dar respostas a desafios da agricultura sustentável, segurança hídrica e controle de zoonoses.&nbsp;“Essa é uma oportunidade de aliar boa pesquisa com o retorno para a sociedade, uma vez que estamos lidando com problemas de impacto socioambiental, ou seja, de interesse social direto”, disse Jean Paul Metzger, professor do Instituto de Biociências (IB) da USP e diretor do novo centro.</p>



<p>O centro será mantido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e sediado no Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP. Ele conta com uma equipe multidisciplinar, dividida em temas de interesse: agricultura e serviços ecossistêmicos; restauração e economia de base florestal; regulação de zoonoses; cidades, saúde e adaptação; coprodução de políticas públicas.</p>



<p>Segundo Metzger, que também coordena o&nbsp;<a href="https://fapesp.br/biota" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Programa Biota-Fapesp</a>, o centro pretende preencher duas grandes lacunas. Uma mais científica, relacionada à síntese de dados e voltada a prover evidências que darão suporte a políticas públicas, e outra de implementação desse conhecimento. “A ideia é tanto organizar essa ciência, de forma que ela se torne mais útil, quanto pensar nos instrumentos de implementação”, disse.</p>



<p>Durante o lançamento do Biota Síntese, o presidente da Fapesp, Marco Antonio Zago, destacou o papel do programa Ciência para o Desenvolvimento. “Ele visa a criar e apoiar núcleos de pesquisa orientados a problemas do Estado de São Paulo, que na maioria das vezes têm composição multidisciplinar, embora tenham um foco central de interesse. O Biota Síntese exemplifica bem a dinâmica desse programa, porque está focado na interação do meio ambiente com a saúde, a agricultura sustentável e o ser humano.”</p>



<p>O secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Fernando Chucre, participou do evento e ressaltou a expectativa do trabalho do novo centro para melhoria e aperfeiçoamento das políticas. Outras secretarias envolvidas no projeto são as estaduais de Saúde e de Agricultura e Abastecimento, além da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente da cidade de São Paulo. Somam-se à USP as universidades estaduais Paulista (Unesp) e de Campinas (Unicamp) e as federais de São Carlos (UFSCar) e do ABC (UFABC).</p>



<p><strong>Políticas públicas</strong></p>



<p>Para o diretor do IEA, Guilherme Ary Plonski, o Biota Síntese favorecerá novas ideias e será um espaço de convívio, confronto e interação entre as diversas áreas.&nbsp;“O Biota Síntese é um&nbsp;<em>cluster</em>&nbsp;de entidades de diversas extrações que se juntou para tratar da causa que mobiliza boa parte da humanidade – a da sustentabilidade. De modo que possamos deixar para as futuras gerações um mundo pelo menos não pior que o que recebemos, mas desejavelmente melhor”, afirmou.</p>



<p>Luís Fernando Guedes Pinto, diretor de Conhecimento da Fundação SOS Mata Atlântica, enfatizou a importância de engajar a sociedade civil organizada desde a elaboração do núcleo, o que deve agilizar a formulação de políticas públicas baseadas no melhor conhecimento existente.&nbsp;“Existe um descompasso entre a produção de conhecimento e a formulação e implementação de políticas públicas. Temos que diminuir essa distância entre ciência e políticas públicas e esse projeto é desenhado nessa perspectiva, de procurar as perguntas de maneira participativa, de construir as soluções e conduzir grupos de pesquisadores de alto nível para poder responder a essas perguntas”, ressaltou.</p>



<p>O Biota Síntese já trabalha junto ao governo do Estado de São Paulo no Plano de Ação Climática, que, entre outras metas, pretende restaurar 1,5 milhão de hectares de florestas até 2050. O plano será apresentado na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 27), que ocorrerá em novembro, no Egito.</p>



<p>Clique no player e confira o evento de lançamento:</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/jornal.usp.br/wp-content/plugins/advanced-wp-columns/assets/js/plugins/views/img/1x1-pixel.png?w=1200&amp;ssl=1" alt=""/></figure>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-incorporar-manipulador wp-block-embed-incorporar-manipulador"><div class="wp-block-embed__wrapper">
https://youtube.com/watch?v=ZJpMdZkzVxM%3F
</div></figure>



<p>Matéria publicada no <strong><a href="https://jornal.usp.br/universidade/novo-centro-quer-diminuir-distancia-entre-ciencia-e-politicas-publicas-socioambientais-em-sp/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Jornal da USP</a></strong></p><p>The post <a href="https://biotasintese.iea.usp.br/novo-centro-quer-diminuir-distancia-entre-ciencia-e-politicas-publicas-socioambientais-em-sp/">Novo centro quer diminuir distância entre ciência e políticas públicas socioambientais em SP</a> first appeared on <a href="https://biotasintese.iea.usp.br">BIOTA Síntese</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Um centro para produzir conhecimento pela natureza</title>
		<link>https://biotasintese.iea.usp.br/um-centro-para-produzir-conhecimento-pela-natureza/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[BIOTA-S-Suporte]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Oct 2022 19:33:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Biota Síntese articula a pesquisa com 27 organizações parceiras. Lançado em São Paulo, pretende restaurar 1 milhão e meio de hectares de vegetação com economia de base florestal, entre outros desafios. Coordenado pela Universidade de São Paulo e pela Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo, o projeto Biota Síntese articula [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Biota Síntese articula a pesquisa com 27 organizações parceiras. Lançado em São Paulo, pretende restaurar 1 milhão e meio de hectares de vegetação com economia de base florestal, entre outros desafios.</em></p>



<span id="more-1021"></span>



<p>Coordenado pela Universidade de São Paulo e pela Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo, o projeto Biota Síntese articula 27 instituições de pesquisa para enfrentar seis desafios: agricultura sustentável, polinização, economia de base florestal, controle de zoonoses, saúde em cidades e o desafio transversal da coprodução de políticas públicas.&nbsp;</p>



<p>Seu nome completo é Biota Síntese – Núcleo de Análise e Síntese de Soluções Baseadas na Natureza. O projeto integra os&nbsp;<a href="https://fapesp.br/14897/centros-de-ciencia-para-o-desenvolvimento">Centros de Ciência para o Desenvolvimento da Fapesp</a>. Sediado no Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, preenche uma lacuna no Brasil. “Centros de síntese na área de ecologia já existem nos Estados Unidos e na Europa há décadas. Buscam a pesquisa interdisciplinar e funcionam como incubadoras de novas ideias”, explica Jean Paul Metzger, professor do Instituto de Biociências (IB) da USP e diretor do Biota Síntese.&nbsp;</p>



<p>O local serve como um facilitador para a reunião de grupos heterogêneos: “A ideia é que profissionais de diferentes áreas se afastem do pensamento lógico que existe dentro de suas disciplinas para confrontar como outros enxergam os mesmos problemas. A partir do enfrentamento de diversos olhares encontraremos novas soluções”, explica o diretor.&nbsp;</p>



<p>Não se trata apenas de agrupar e revisar dados científicos, mas sim de uma metodologia que permite ressignificar dados já coletados, permitindo a geração de novas ideias, modelos, paradigmas e teorias.</p>



<p>Outro aspecto inovador é a promoção de sínteses voltadas para o embasamento de políticas públicas, prática rara em núcleos de pesquisa semelhantes. O Biota Síntese atende demandas feitas por órgãos do governo do estado de São Paulo, especialmente a secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente, a secretaria da Agricultura e a secretaria Especial da Saúde.</p>



<p>Uma ação central do projeto é a restauração de 1 milhão e meio de hectares de floresta produtiva. A proposta de economia de base florestal pretende explorar o potencial da mata atlântica, principalmente frutas e fibras.&nbsp;</p>



<p>Luiz Fernando Guedes Pinto, diretor de Conhecimento da Fundação SOS Mata Atlântica, uma das 27 organizações apoiadores do projeto, reiterou: “A ambição é conectar conhecimento para influenciar políticas públicas, fundamentais no contexto da emergência climática. Existe um descompasso entre esses mundos que precisa ser enfrentado”, argumentou.&nbsp;</p>



<p>Outro desafio é a prevenção de zoonoses, problemática especialmente urgente após a pandemia de covid e do novo surto de dengue no Brasil. “Nós percebemos com a pandemia que o nosso bem estar está ligado a um equilíbrio ambiental e que a saúde do ambiente onde vivemos está ligada a nossa própria. Com um desequilíbrio ambiental, as chances de problemas relacionados ao transbordamento de patógenos que vem dos animais crescem consideravelmente”, argumenta Jean Paul Metzger.&nbsp;</p>



<p>O projeto investiga o potencial de processos que ocorrem na natureza para criar soluções ou prevenir a transmissão de zoonoses. “Em estudos que já desenvolvemos antes, conseguimos mostrar que áreas de Mata Atlântica bem preservadas e com maior biodiversidade são áreas com menos hospedeiros ou reservatórios de doenças que podem ser transmitidas para humanos”, explica. No surto de febre amarela, em 2018, o Biota Síntese traçou o caminho percorrido pelo vírus no Estado de São Paulo para comprovar que blocos florestais funcionam como barreiras contra a propagação espacial da covid.&nbsp;</p>



<p>“Pelo estudo da paisagem é possível criar desenhos espaciais mais resistentes a fluxos de patógenos que podem nos afetar. Podemos utilizar para o nosso proveito uma natureza bem preservada”, explica. A solução não está apenas em aumentar a quantidade de florestas, mas em criar paisagens mais saudáveis. “Quanto mais preservado é o ambiente, com um bom equilíbrio de espécies, onde não há o domínio de uma espécie que pode ser reservatório de algum patógeno, melhor”, conclui.&nbsp;</p>



<p>O projeto Biota Síntese terá financiamento da Fapesp até 2027 e, a partir daí, pretende se tornar independente por meio de múltiplos financiamentos.</p>



<p>Republicado do portal <a href="https://outraspalavras.net/outrasaude/projeto-transforma-solucoes-da-natureza-em-politicas-publicas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">OUTRA<strong>SAÚDE</strong></a></p><p>The post <a href="https://biotasintese.iea.usp.br/um-centro-para-produzir-conhecimento-pela-natureza/">Um centro para produzir conhecimento pela natureza</a> first appeared on <a href="https://biotasintese.iea.usp.br">BIOTA Síntese</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Novos Centros de Ciência para o Desenvolvimento buscarão soluções para problemas da sociedade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[BIOTA-S-Suporte]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Oct 2022 19:31:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>André Julião &#124; Agência FAPESP – Apoiar pesquisas orientadas a problemas com impacto social ou econômico é a missão dos 15 Centros de Ciência para o Desenvolvimento (CCDs) anunciados durante a cerimônia de comemoração dos 60 anos da FAPESP nesta quarta-feira (25/05). No total, R$ 89,5 milhões serão investidos nos próximos anos nesses novos centros. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p></p>



<p><strong>André Julião | Agência FAPESP</strong> – Apoiar pesquisas orientadas a problemas com impacto social ou econômico é a missão dos 15 Centros de Ciência para o Desenvolvimento (CCDs) anunciados durante a cerimônia de comemoração dos 60 anos da FAPESP nesta quarta-feira (25/05). No total, R$ 89,5 milhões serão investidos nos próximos anos nesses novos centros.</p>



<p>Os CCDs têm focos em desafios específicos, de interesse de órgãos públicos e relevantes para o desenvolvimento de São Paulo. Os resultados esperados devem promover o avanço no conhecimento e proporcionar a melhoria das políticas públicas.</p>



<p>Segundo o diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo da FAPESP, Carlos Américo Pacheco, a iniciativa valoriza as aplicações dos resultados, com metas de difusão e transferência de tecnologia, criação de novas empresas e outras iniciativas de impacto social ou econômico.</p>



<p>“Essa é a nossa versão do que chamamos de pesquisa orientada a missão. Temos enormes problemas nas várias secretarias de Estado e essa é uma maneira de ouvirmos os gestores públicos, alinharmos os temas de pesquisa e oferecermos chamadas que abordem problemas que as secretarias têm na gestão de políticas públicas. Nesses 15 centros que estamos criando, há um conjunto expressivo de instituições”, disse Pacheco durante a cerimônia.</p>



<p>Os novos CCDs aprovados têm como focos o desenvolvimento de biofármacos, inovação em políticas públicas urbanas, inovação tecnológica para emergências em saúde, soluções para resíduos, segurança hídrica, doenças humanas e animais, emissões de gases do efeito estufa, aprimoramento de vacinas, entre outros.</p>



<p>Sediado no Instituto Butantan, o Centro para Vigilância Viral e Avaliação Sorológica (CeVIVAS), por exemplo, tem como missão o aprimoramento contínuo de vacinas, além de vigilância genômica de influenza, SARS-CoV-2 e dengue. O centro é coordenado por <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/33956/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Sandra Coccuzzo Sampaio Vessoni</a></strong>.</p>



<p>“O Butantan tem muitos projetos apoiados pela FAPESP em várias áreas e, mais recentemente, na prevenção de novas pandemias. A vigilância genômica, que foi um dos centros contemplados agora, tem exatamente essa finalidade. A FAPESP, sem sombra de dúvida, se fez presente na pandemia e ainda se faz presente em ações que foram apresentadas pela pandemia, novas necessidades de pesquisa, de políticas públicas, e agora traz uma nova visão para os próximos 60 anos”, disse à Agência FAPESP <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/1955/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Dimas Tadeu Covas</a></strong>, diretor do Instituto Butantan, presente na cerimônia.</p>



<p>Covas coordena ainda um dos centros aprovados na primeira chamada Ciência para o Desenvolvimento da FAPESP, o <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/auxilios/108714/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Núcleo de Terapia Celular</a></strong> (NuTeC), com sede na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP) (<em>leia mais em: <strong><a href="https://agencia.fapesp.br/34906/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">agencia.fapesp.br/34906/</a></strong></em>).</p>



<p><strong>Xenotransplantes</strong></p>



<p>O recém-criado Centro de Ciência para o Desenvolvimento em Xenotransplante tem como objetivo desenvolver porcos geneticamente modificados que possam fornecer órgãos para serem transplantados em humanos sem gerar rejeição (<em>leia mais em: <strong><a href="https://agencia.fapesp.br/29761/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">agencia.fapesp.br/29761/</a></strong></em>).</p>



<p>Coordenado por <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/701610/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Silvano Raia</a></strong>, professor da Faculdade de Medicina da USP, o centro tem entre os pesquisadores <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/98" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Mayana Zatz</a></strong>, professora do Instituto de Biociências da USP e coordenadora do <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/auxilios/58578/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Centro de Estudos do Genoma Humano e Células-Tronco</a></strong> (<strong><a href="http://genoma.ib.usp.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">CEGH-CEL</a></strong>), também apoiado pela FAPESP.</p>



<p>“Esse apoio é fundamental não só do ponto de vista financeiro: abre perspectivas para novos investimentos da iniciativa privada. O fato de ser um projeto apoiado pela FAPESP dá um respaldo científico muito importante”, disse Zatz à <strong>Agência FAPESP</strong> após a cerimônia.</p>



<p>A pesquisadora conta que o grupo conseguiu produzir os primeiros embriões de porcos geneticamente modificados, nos quais os genes que causam rejeição aguda em humanos são inativados com técnicas de edição gênica. O próximo passo será inserir os embriões em porcas que servirão de “barriga de aluguel”, dando origem, em breve, aos animais com órgãos que em tese não causam rejeição.</p>



<p>Inicialmente, a ideia do grupo é produzir rins que possam ser transplantados em humanos. No entanto, futuramente espera-se que os animais possam fornecer córneas, pele e até mesmo coração.</p>



<p>“Para o coração, estamos fazendo uma parceria com um grupo da Nova Zelândia que produz animais geneticamente menores, chegando a 120, 130 quilos, em comparação aos convencionais, que chegam a cerca de 400 quilos. Para rins e córneas, não faz diferença o tamanho do órgão a ser transplantado, mas para o coração é preciso que seja menor para caber na cavidade torácica humana e que bombeie sangue proporcionalmente”, explicou Zatz.</p>



<p><strong>Parcerias consistentes</strong></p>



<p>Para <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/288/jean-paul-walter-metzger" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Jean Paul Metzger</a></strong>, professor do Instituto de Biociências da USP e coordenador do <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/auxilios/109281" target="_blank" rel="noreferrer noopener">BIOTA Síntese</a></strong>, um centro apoiado na chamada anterior dos CCDs, essa modalidade de apoio torna consistentes parcerias que já existiam, mas que não eram necessariamente institucionalizadas (<em>leia mais em: <strong><a href="https://agencia.fapesp.br/38674/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">agencia.fapesp.br/38674/</a></strong></em>).</p>



<p>“O fato de termos um projeto consolidado, com apoio da FAPESP e com o compromisso de todos os atores, faz com que institucionalizemos essas parcerias. Não somos mais pesquisadores com projetos individuais, mas um grupo com diferentes saberes que vai trabalhar conjuntamente com o governo e outros atores dentro de uma dinâmica compactuada por todos. Temos um horizonte de trabalho, um compromisso, recursos financeiros para trabalhar e todo um entusiasmo gerado com a aprovação do projeto”, resume.</p>



<p>Veja abaixo a lista dos novos CCDs anunciados na cerimônia de comemoração dos 60 anos da FAPESP.</p>



<p><strong>Centro de Ciência Translacional e Desenvolvimento de Biofármacos</strong></p>



<p>Instituição-sede: Centro de Estudos de Veneno e Animais Peçonhentos/Unesp</p>



<p>Instituições participantes: Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto&nbsp;da USP,&nbsp;Instituto Adolfo Lutz da Secretaria de Saúde de São Paulo (SSSP),&nbsp;Instituto Biológico de São Paulo da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAASP) e Instituto de Infectologia Emílio Ribas (SSSP)</p>



<p><strong>Centro de Inovação em Políticas Públicas Urbanas</strong></p>



<p>Instituição-sede: Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV)</p>



<p>Instituições participantes: FGV, Insper Instituto de Ensino e Pesquisa</p>



<p><strong>Plataforma de Inovação Tecnológica para Emergências em Saúde</strong></p>



<p>Instituição-sede: Instituto Butantan, SSSP</p>



<p>Instituições participantes: Instituto Butantan, Fundação Butantan</p>



<p><strong>Centro de Ciência para o Desenvolvimento de Soluções para os resíduos pós-consumo: embalagens e produtos</strong></p>



<p>Instituição-sede: Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), SAASP</p>



<p>Instituições participantes: Ital, SAASP e Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) da Secretaria de Desenvolvimento Econômico&nbsp;(SDE)</p>



<p><strong>Centro de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento para Inovação em Medicina e Saúde</strong></p>



<p>Instituição-sede: Faculdade de Medicina da USP</p>



<p>Instituições participantes: USP, Escola Politécnica/USP e Siemens Ltda.</p>



<p><strong>Centro para Segurança Hídrica e Alimentar em Zonas Críticas</strong></p>



<p>Instituição-sede: Instituto de Agronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP</p>



<p>Instituições parceiras: The Nature Conservancy Brazil, Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável da SAASP, Escola Politécnica/USP, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo/USP e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)</p>



<p><strong>Centro de Doenças Tromboembólicas</strong></p>



<p>Instituição-sede: Centro de Hematologia e Hemoterapia da Unicamp</p>



<p>Instituições parceiras: Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher/Unicamp, Centro Infantil Boldrini, Faculdade de Engenharia Química da Unicamp, Fundação Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, Hospital das Clínicas da Unicamp, Hospital das Clínicas de Botucatu, Hospital do Câncer de Barretos, Secretaria de Saúde de Campinas, Pontifícia&nbsp;Universidade Católica de Campinas,&nbsp;Hospital Moysés Deutsch, Queen’s University Belfast, Bayer Brasil e In Situ Terapia Celular Ltda.</p>



<p><strong>Centro Plataforma Tecnológica em Sanidade Animal</strong></p>



<p>Instituição-sede: Instituto Biológico de São Paulo, SAASP</p>



<p>Instituições participantes: Centro Pan-Americano de Febre Aftosa; Coordenadoria de Defesa Agropecuária/SAASP; Embrapa Pecuária Sudeste; Faculdade de Ciências Agrárias de Jaboticabal; Faculdade de Ciência Farmacêuticas de Araraquara; Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos/USP; Instituto de Biologia/Unicamp,&nbsp;Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em São Paulo/Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento &#8211; Mapa; Biobreyer; Merck e Stabivet Diagnósticos<strong>Centro Paulista de Estudos da Transição Energética</strong></p>



<p>Instituição-sede: Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação da Unicamp</p>



<p>Instituições participantes: Secretaria Estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente de São Paulo &#8211; IFSP; Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR),&nbsp;Unesp,&nbsp;PUCMINASPC,&nbsp;Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI),&nbsp;Faculdade de Ciências Agronômicas de Botucatu,&nbsp;Uninove, Faculdade de Direito/USP, Faculdade de Direito/UPM,&nbsp;Instituto de Ciência e Tecnologia de Sorocaba/Unesp,&nbsp;Lappeenranta-Lahti University &#8211; Delft University of Technology,&nbsp;Eletrobras,&nbsp;CPFL e Radaz</p>



<p><strong>Centro de Estudos sobre Urbanização para o Conhecimento e a Inovação</strong></p>



<p>Instituição-sede: Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da Unicamp</p>



<p>Instituições parceiras: Inova/Unicamp, Instituto 17, Prefeitura Municipal de Campinas, SDE &#8211; Faculdade de Ciências Aplicadas da Unicamp, Faculdade de Tecnologia da Unicamp, Ecclo, Flock e Suzano</p>



<p><strong>Soluções para Combate às Doenças Emergentes da Piscicultura</strong></p>



<p>Instituição-sede: Instituto de Pesca da SAASP</p>



<p>Instituições participantes: SAASP, Centro de Aqüicultura da Unesp/Jaboticabal, Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos/USP, Ital, MCCF</p>



<p><strong>Centro de Ciência para o Desenvolvimento da Neutralidade Climática da Pecuária de Corte</strong></p>



<p>Instituição-sede: Instituto de Zootecnia da SAASP</p>



<p>Instituições participantes: SAASP, Embrapa Pecuária Sudeste, Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias de Jaboticabal/Unesp, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP, Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), Universidade Federal de Lavras, University of Florida, University of Georgia, University of Washington, Alltech do Brasil, DSM, JBS e Silvateam</p>



<p><strong>Centro para Vigilância Viral e Avaliação Sorológica</strong></p>



<p>Instituição-sede: Instituto Butantan da SSSP</p>



<p>Instituições participantes: Fundação Butantan, São Paulo Mendelics e Osang Healthcare/Coreia do Sul</p>



<p><strong>Centro de Ciência para o Desenvolvimento em Xenotransplante</strong></p>



<p>Instituição-sede: Faculdade de Medicina da USP</p>



<p>Instituições participantes: Instituto de Biociências da USP, IPT/SDE e Xenobrasil</p>



<p><strong>Controle do Câncer no Estado de São Paulo</strong></p>



<p>Instituição-sede: Fundação Oncocentro de São Paulo da SSSP</p>



<p>Instituições participantes: SSSP, Faculdade de Medicina/USP, Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp, Faculdade de Saúde Pública/USP, Instituto do Câncer, Instituto Mauá, Instituto Oncoguia e International Agency for Research on Cancer/França</p>



<p>Este texto foi originalmente publicado por <a href="https://agencia.fapesp.br/">Agência FAPESP</a> de acordo com a <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nd/4.0/">licença Creative Commons CC-BY-NC-ND</a>. Leia o <a rel="noreferrer noopener" href="https://agencia.fapesp.br/novos-centros-de-ciencia-para-o-desenvolvimento-buscarao-solucoes-para-problemas-da-sociedade/38721/" target="_blank">original aqui</a>. </p><p>The post <a href="https://biotasintese.iea.usp.br/novos-centros-de-ciencia-para-o-desenvolvimento-buscarao-solucoes-para-problemas-da-sociedade/">Novos Centros de Ciência para o Desenvolvimento buscarão soluções para problemas da sociedade</a> first appeared on <a href="https://biotasintese.iea.usp.br">BIOTA Síntese</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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		<title>Programa BIOTA-FAPESP abre seu planejamento estratégico para consulta pública</title>
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		<dc:creator><![CDATA[BIOTA-S-Suporte]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Apr 2022 12:11:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Agência FAPESP – O Programa FAPESP de Pesquisas em Caracterização, Conservação, Restauração e Uso Sustentável da Biodiversidade (BIOTA) iniciou em 25 de março um processo de consulta pública sobre seu planejamento estratégico para os próximos oito anos. O documento, chamado BIOTA 2030, foi apresentado durante um evento virtual, que pode ser assistido pelo canal da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p></p>



<p>Agência FAPESP – O Programa FAPESP de Pesquisas em Caracterização, Conservação, Restauração e Uso Sustentável da Biodiversidade (BIOTA) iniciou em 25 de março um processo de consulta pública sobre seu planejamento estratégico para os próximos oito anos. O documento, chamado BIOTA 2030, foi apresentado durante um evento virtual, que pode ser assistido pelo canal da Agência FAPESP no YouTube.</p>



<p>O planejamento para a próxima década de atuação foi organizado pelos membros da coordenação do programa a partir de uma série de oito eventos realizados em 2020, nos quais houve uma avaliação dos caminhos trilhados e dos resultados das pesquisas financiadas.</p>



<p>De acordo com Jean Paul Metzger, membro da coordenação do BIOTA, o plano apresentado correlaciona essas discussões realizadas com a comunidade científica em 2020, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) propostos pela Organização das Nações Unidas e os novos acordos de biodiversidade internacionais em discussão no momento.</p>



<p>“A biodiversidade tem sido cada vez mais compreendida como parte da solução e como instrumento para transições sustentáveis da sociedade e foram esses elementos que procuramos trazer para o nosso plano estratégico”, analisa Metzger.</p>



<p>A participação contínua da comunidade acadêmica na construção do programa foi um dos pontos destacados pelo diretor científico da FAPESP, Luiz Eugênio Mello. “É muito importante que a comunidade se sinta coautora deste documento. As discussões realizadas em 2020 e a consulta pública permitem que a comunidade participe dessa construção e cria um sistema de retroalimentação, que contribui ativamente para que os objetivos gerais do BIOTA possam ser alcançados”, disse.</p>



<p>A importância da colaboração e da coprodução de conhecimentos também foi destacada por Lúcia Lohmann (Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo) e Eduardo Brondízio (Indiana University, Estados Unidos), convidados para o evento de discussão do plano.</p>



<p>Para Lohmann, “a transparência do processo e a abordagem participativa adotada ao elaborar esse plano estratégico são indicadores muito significativos do amadurecimento do programa e do desejo do BIOTA de engajar a comunidade científica no processo de construção conjunta das estratégias e das prioridades de trabalho para a próxima década”.</p>



<p>Brondízio destacou que o programa, ao longo do tempo, definiu prioridades científicas que guiaram a comunidade, padronizou abordagens, criou uma infraestrutura compartilhada e novas comunidades de pesquisa e, conforme a demanda foi surgindo, expandiu o seu escopo temático, geográfico e político.</p>



<p>“O plano estratégico reflete bem&nbsp;essa evolução e aponta para as novas fronteiras que são partes desse processo de desenvolvimento de um programa como o BIOTA, recolocando a biodiversidade em diálogo com questões mais amplas”, ressalta o pesquisador. “Além disso, um plano estratégico como este pode ser uma alavanca para uma ciência mais diversa e inclusiva.”</p>



<p>Eixos temáticos</p>



<p>O planejamento proposto é organizado a partir de cinco eixos temáticos: “Descoberta”, “Coleções”, “Síntese”, “Transformação” e “Empreendedorismo”. Os dois primeiros são linhas de trabalho que já vêm sendo desenvolvidas desde o início do programa, consideradas como linhas de sustentação para os outros eixos propostos.</p>



<p>“Descoberta” é formado pelas pesquisas voltadas para o entendimento dos mecanismos e processos das funções ecológicas que estão relacionados tanto com a manutenção quanto com a mudança da biodiversidade ao longo do processo evolutivo. Já o eixo “Coleções” é composto pelas pesquisas realizadas a partir das coleções biológicas, além de mecanismos de manutenção, diversificação, incremento e melhoria de acesso a esses espaços.</p>



<p>“Síntese” procurará promover a ciência colaborativa de síntese e estimular novas ideias, abordagens e soluções relacionadas ao entendimento, conservação ou uso da biodiversidade. O eixo tem como uma de suas ênfases um aspecto caro ao Programa BIOTA desde seu início: a formação de uma nova geração de pesquisadores capazes de trabalhar, cada vez mais, de forma colaborativa e em redes de pesquisa.</p>



<p>O eixo “Transformação” procurará expandir o conhecimento sobre o papel da biodiversidade como elemento central da transição para a sustentabilidade dos sistemas socioecológicos. Práticas de governança socioambiental, subsídios para tomadas de decisão em políticas e projetos, desenhos de cenários e criações de estratégias de comunicação e coprodução de conhecimentos com a sociedade para o enfrentamento das crises socioambientais atuais são alguns dos desafios a serem superados neste eixo.</p>



<p>“Empreendedorismo” tem como foco a promoção, o incentivo e a identificação de oportunidades de inovação em bioprodutos e serviços ecossistêmicos. O estímulo à&nbsp;criação de projetos de inovação dentro do Programa BIOTA, a articulação entre diferentes setores da cadeia de inovação e a promoção da cultura do empreendedorismo na formação de recursos humanos são algumas das ações propostas para o eixo.</p>



<p>As contribuições para o Plano BIOTA 2030 podem ser feitas até 29 de abril, por meio do formulário disponível em: https://forms.gle/DMo3zEv5TSTQNhMi7.</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Com informações de Érica Speglich, do boletim BIOTA Highlights.<br>&nbsp;</li></ul><p>The post <a href="https://biotasintese.iea.usp.br/programa-biota-fapesp-abre-seu-planejamento-estrategico-para-consulta-publica/">Programa BIOTA-FAPESP abre seu planejamento estratégico para consulta pública</a> first appeared on <a href="https://biotasintese.iea.usp.br">BIOTA Síntese</a>.</p>]]></content:encoded>
					
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