O núcleo, sediado no Instituto de Estudos Avançados da USP e financiado pela Fapesp, apresentou ao Conselho Estadual de Mudanças Climáticas o impacto de suas pesquisas e contribuições.
O professor Jean Paul Metzger, do Instituto de Biociências (IB) da USP e coordenador do projeto Biota Síntese, participou da 6ª Reunião Ordinária do Conselho Estadual de Mudanças Climáticas (Cemc), realizada no dia 11 de junho, no Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) do Estado de São Paulo. No evento, Metzger apresentou as ações, pesquisas e contribuições do Projeto Biota Síntese para o Plano Estadual de Adaptação e Resiliência Climática (PEARC) e para o Plano de Ação Climática do Estado de São Paulo (PAC Net Zero 2050).

De acordo com Metzger, o núcleo teve um papel importante já na elaboração do PAC com a nota tecnocientífica “Contribuições ao Plano de Ação Climática do Estado de São Paulo”, lançada em 2024. O material, que faz parte de uma série de seis notas elaboradas pelo núcleo, traz um amplo espectro de estratégias e ações, da conservação ao uso sustentável e à restauração, que utilizam processos e serviços ecossistêmicos para enfrentar desafios societais e gerar benefícios à sociedade e à biodiversidade.
O coordenador do projeto ainda ressaltou a influência que o núcleo teve no planejamento estratégico do Programa ReflorestaSP (Sigam/Semil) — que se destina à restauração ecológica, à recuperação de áreas degradadas e à implantação de florestas multifuncionais, além de sistemas agroflorestais e silvipastoris no estado. O Biota Síntese também contribuiu para a criação do FinaClima (Decreto Estadual 68.577/2024) — programa de financiamento antecipado que está possibilitando recursos para a ampliação e melhoria das ações climáticas no estado.
O diretor da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo, André de Aquino, também fez parte do conselho e apresentou o Plano Diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação. André Previato, da Assessoria Técnica do Gabinete da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado (SEMIL), expôs durante a reunião detalhes sobre as ações do FinaClima.
O Conselho Estadual de Mudanças Climáticas (Cemc) foi criado em 9 de novembro de 2009 (Lei n.° 13.798) para orientar a Política Estadual de Mudanças Climáticas (Pemc). O seu regulamento foi estabelecido em 16 de janeiro de 2024 (decreto n.º 68.308). De caráter consultivo e composição tripartida, o conselho integra representantes dos governos do Estado e dos municípios, bem como a sociedade civil. O objetivo do Cemc é monitorar a implementação de políticas públicas relacionadas às mudanças climáticas, além de facilitar a interação e a transição do Estado de São Paulo para uma economia de baixo carbono.
O projeto Biota Síntese é um núcleo de pesquisa sediado no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP) e financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Com uma abordagem transdisciplinar, a finalidade do núcleo é apoiar políticas públicas para a sustentabilidade por meio da ciência de síntese e das Soluções Baseadas na Natureza (SbN). Com esse propósito, o Biota Síntese tem trabalhado de forma colaborativa, nos últimos quatro anos, na definição de políticas climáticas estaduais (PAC e PEARC) e está à disposição para participar das novas etapas de implementação desses e de outros planos estratégicos.
Por Tatiana Maria – pesquisadora na USP e jornalista do Biota Síntese por meio da bolsa Mídia Ciência de Jornalismo Científico da Fapesp.